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Catadora acha recém-nascido no lixo em S.Bernardo


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

21/06/2005 | 08:03


A catadora de papelão Cícera Messias dos Santos, 22 anos, encontrou um menino recém-nascido dentro de uma lixeira residencial na Vila Irajá, em São Bernardo, às 7h do sábado. Cícera se aproximou do lixo para pegar o cobertor e percebeu que havia uma criança enrolada. “Vi que o cobertor não estava em bom estado, mas era pesado. Abri e encontrei o bebê.” O garoto dormia e o macacãozinho amarelo estava manchado de sangue. “Chamei a polícia e levamos para o Pronto-Socorro.”

O bebê passa bem. Fez vários exames e o Conselho Tutelar da cidade encaminhou o menino para um abrigo, onde deve permanecer até que seja adotada por uma das famílias que aguardam a oportunidade na fila de adoção de São Bernardo.

Cícera diz ser uma das pretendentes. No barraco onde vive, na Vila São Pedro, o enxoval de Rafael Isaac, como ela “o batizou”, está pronto. A expectativa envolveu toda a família da catadora. A tia materna Maria de Fátima chegou a se oferecer para adotar a criança. “Sou casada e tenho melhores condições.” Cícera, que se considera tutora do bebê, mora com a filha de 3 anos, Mariana, vive com o que ganha catando papelão, em média R$ 30 por semana, e a pouca ajuda oferecida pelo pai da menina.

“Mas mesmo assim tenho o direito. Fui eu que encontrei o bebê. Se tivesse demorado um pouco mais o caminhão do lixo ia levar sem perceber que era uma criança”, argumenta. No entanto, apesar do sonho de Cícera, as possibilidades de ela adotar a criança são remotíssimas, devido à sua situação econômica.

Cícera conta que o bebê só acordou depois que foi pego no colo. “Comecei a cantar alguns hinos da igreja (Assembléia de Deus) e ele se acalmou. Estava com fome. No hospital deram comida. Fiquei com ele por um bom tempo e voltei para casa. Agora vou procurar orientação na Vara da Infância e da Juventude.”



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Catadora acha recém-nascido no lixo em S.Bernardo

Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

21/06/2005 | 08:03


A catadora de papelão Cícera Messias dos Santos, 22 anos, encontrou um menino recém-nascido dentro de uma lixeira residencial na Vila Irajá, em São Bernardo, às 7h do sábado. Cícera se aproximou do lixo para pegar o cobertor e percebeu que havia uma criança enrolada. “Vi que o cobertor não estava em bom estado, mas era pesado. Abri e encontrei o bebê.” O garoto dormia e o macacãozinho amarelo estava manchado de sangue. “Chamei a polícia e levamos para o Pronto-Socorro.”

O bebê passa bem. Fez vários exames e o Conselho Tutelar da cidade encaminhou o menino para um abrigo, onde deve permanecer até que seja adotada por uma das famílias que aguardam a oportunidade na fila de adoção de São Bernardo.

Cícera diz ser uma das pretendentes. No barraco onde vive, na Vila São Pedro, o enxoval de Rafael Isaac, como ela “o batizou”, está pronto. A expectativa envolveu toda a família da catadora. A tia materna Maria de Fátima chegou a se oferecer para adotar a criança. “Sou casada e tenho melhores condições.” Cícera, que se considera tutora do bebê, mora com a filha de 3 anos, Mariana, vive com o que ganha catando papelão, em média R$ 30 por semana, e a pouca ajuda oferecida pelo pai da menina.

“Mas mesmo assim tenho o direito. Fui eu que encontrei o bebê. Se tivesse demorado um pouco mais o caminhão do lixo ia levar sem perceber que era uma criança”, argumenta. No entanto, apesar do sonho de Cícera, as possibilidades de ela adotar a criança são remotíssimas, devido à sua situação econômica.

Cícera conta que o bebê só acordou depois que foi pego no colo. “Comecei a cantar alguns hinos da igreja (Assembléia de Deus) e ele se acalmou. Estava com fome. No hospital deram comida. Fiquei com ele por um bom tempo e voltei para casa. Agora vou procurar orientação na Vara da Infância e da Juventude.”

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