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Filarmônica de S.Caetano se apresenta na Sala SP


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

24/06/2005 | 08:33


A Orquestra Filarmônica de São Caetano sobe nesta sexta ao palco da Sala São Paulo para fazer seu quarto concerto no espaço. Não será, porém, uma apresentação comum, já que uma verdadeira excursão, com 25 ônibus lotados, sairá da cidade com destino à sala paulistana. A lotação está garantida, com os 1,5 mil ingressos distribuídos por meio de entidades locais.

A ação é inédita. Segundo o maestro Antonio Carlos Neves Pinto, há um mês e meio é feito um trabalho de divulgação da orquestra e de distribuição dos convites. Foram feitos contatos com pelo menos 20 entidades do Grande ABC e de São Paulo, entre sindicatos, grupos comunitários de bairros carentes, centros de referência da terceira idade, clubes como Rotary e Lions e secretarias municipais. A idéia é democratizar.

Por isso mesmo a récita é gratuita. Por meio de um convênio com a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), a Filarmônica se encarregou de fazer quatro concertos didáticos sem cobrar cachê; em troca, ganhou o direito de utilizar a sala esta noite. Portanto, em vez de desembolsar os cerca de R$ 27 mil para locação do espaço, só teve de arcar com R$ 2,5 mil, valor da taxa administrativa. A verba vem da Associação de Pais e Amigos da Fundação das Artes (Fundarte).

Os 25 ônibus foram cedidos gratuitamente pela Viação Padre Eustáquio e sairão de pontos distintos da cidade. Nem todos utilizarão o transporte, que é opcional. Cada convidado já sairá do Grande ABC com ingresso na mão. Com essas medidas, a orquestra afasta qualquer possibilidade de repetir o “trauma” vivido no ano passado, quando tocou para uma platéia de apenas 12 pessoas no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Se, de um lado, a orquestra ganha prestígio e público, por outro o evento garante visibilidade política. O prefeito José Auricchio Júnior, segundo o maestro, é presença confirmada. Teria partido dele a idéia de mobilizar a sociedade em torno do acontecimento. No mais, a platéia será preenchida da forma mais democrática possível, com pessoas influentes da região, servidores e moradores de bairros carentes. “Muitos jamais estiveram na Sala São Paulo e não conhecem o som da Filarmônica, nem lá nem no Teatro Paulo Machado de Carvalho (em São Caetano)”, aposta Neves.

“Nossos esforços são para ter uma noite consagrada”, diz. Para isso, o maestro preparou um programa menos dramático do que previa inicialmente – quando trocou Don Juan, de Strauss, pelo popular Bolero, de Ravel. Especialmente nesta sexta, o número de integrantes da orquestra saltará de 60 para 70. “O Bolero pede alguns instrumentos a mais”, justifica.

Outro diferencial está no fato de não ter solistas, como acontece nos grandes concertos. “Foi proposital, porque queremos a orquestra como a grande solista da noite”, diz o maestro, ressaltando que o grupo tocará o repertório de forma diferenciada, seguindo a linha de interpretação da escola alemã e de maestros como Daniel Baremboim.

Isso significa que cada frase musical terá seu tempo, sem se engessar na métrica. O objetivo é mostrar pontos de tensão e de relaxamento em cada obra, ressaltando detalhes que muitas vezes passam despercebidos.

Filarmônica de S.Caetano – Nesta sexta, às 21h. Na Sala São Paulo – praça Júlio Prestes, s/nº, São Paulo. Informações: 4238-3030 (Fundarte). Entrada franca (é necessário estar com o convite).



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Filarmônica de S.Caetano se apresenta na Sala SP

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

24/06/2005 | 08:33


A Orquestra Filarmônica de São Caetano sobe nesta sexta ao palco da Sala São Paulo para fazer seu quarto concerto no espaço. Não será, porém, uma apresentação comum, já que uma verdadeira excursão, com 25 ônibus lotados, sairá da cidade com destino à sala paulistana. A lotação está garantida, com os 1,5 mil ingressos distribuídos por meio de entidades locais.

A ação é inédita. Segundo o maestro Antonio Carlos Neves Pinto, há um mês e meio é feito um trabalho de divulgação da orquestra e de distribuição dos convites. Foram feitos contatos com pelo menos 20 entidades do Grande ABC e de São Paulo, entre sindicatos, grupos comunitários de bairros carentes, centros de referência da terceira idade, clubes como Rotary e Lions e secretarias municipais. A idéia é democratizar.

Por isso mesmo a récita é gratuita. Por meio de um convênio com a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), a Filarmônica se encarregou de fazer quatro concertos didáticos sem cobrar cachê; em troca, ganhou o direito de utilizar a sala esta noite. Portanto, em vez de desembolsar os cerca de R$ 27 mil para locação do espaço, só teve de arcar com R$ 2,5 mil, valor da taxa administrativa. A verba vem da Associação de Pais e Amigos da Fundação das Artes (Fundarte).

Os 25 ônibus foram cedidos gratuitamente pela Viação Padre Eustáquio e sairão de pontos distintos da cidade. Nem todos utilizarão o transporte, que é opcional. Cada convidado já sairá do Grande ABC com ingresso na mão. Com essas medidas, a orquestra afasta qualquer possibilidade de repetir o “trauma” vivido no ano passado, quando tocou para uma platéia de apenas 12 pessoas no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Se, de um lado, a orquestra ganha prestígio e público, por outro o evento garante visibilidade política. O prefeito José Auricchio Júnior, segundo o maestro, é presença confirmada. Teria partido dele a idéia de mobilizar a sociedade em torno do acontecimento. No mais, a platéia será preenchida da forma mais democrática possível, com pessoas influentes da região, servidores e moradores de bairros carentes. “Muitos jamais estiveram na Sala São Paulo e não conhecem o som da Filarmônica, nem lá nem no Teatro Paulo Machado de Carvalho (em São Caetano)”, aposta Neves.

“Nossos esforços são para ter uma noite consagrada”, diz. Para isso, o maestro preparou um programa menos dramático do que previa inicialmente – quando trocou Don Juan, de Strauss, pelo popular Bolero, de Ravel. Especialmente nesta sexta, o número de integrantes da orquestra saltará de 60 para 70. “O Bolero pede alguns instrumentos a mais”, justifica.

Outro diferencial está no fato de não ter solistas, como acontece nos grandes concertos. “Foi proposital, porque queremos a orquestra como a grande solista da noite”, diz o maestro, ressaltando que o grupo tocará o repertório de forma diferenciada, seguindo a linha de interpretação da escola alemã e de maestros como Daniel Baremboim.

Isso significa que cada frase musical terá seu tempo, sem se engessar na métrica. O objetivo é mostrar pontos de tensão e de relaxamento em cada obra, ressaltando detalhes que muitas vezes passam despercebidos.

Filarmônica de S.Caetano – Nesta sexta, às 21h. Na Sala São Paulo – praça Júlio Prestes, s/nº, São Paulo. Informações: 4238-3030 (Fundarte). Entrada franca (é necessário estar com o convite).

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