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Mexicano ou argentino?

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

28/09/2011 | 07:00


Durante o lançamento do 500 mexicano - antes produzido na Polônia, o que exigia uma taxa de importação de 35%, repassada ao consumidor final - a Fiat acabou dando nome aos seus principais alvos no mercado brasileiro. Dentre eles, estava o Chevrolet Agile, que pertence ao segmento de hatches pequenos e vende, em média, 5.000 unidades por mês.

Um pouco estranho, pois, além da cilindrada do motor e do preço próximo - cerca de R$ 6.000 de diferença - os modelos são completamente distintos. Um é pequenino, com 3,55 metros de comprimento, o outro tem 4 metros; um tem visual descolado, outro aposta na tradicionalidade, um tem duas portas, outro tem quatro... Mesmo assim, decidimos colocar os dois frente a frente neste duelo.

Vale um parênteses. Nas fotos que você vê nesta página, a versão Sport Air do 500 está equipada com itens da série especial Prima Edizione - limitada a 500 exemplares no Brasil.

Se fossem livros, Fiat 500 e Chevrolet Agile não seriam uma espécie de best sellers, mas cada um apela a seu modo para tentar chegar lá.

O Agile parou no tempo. Desde que foi lançado por aqui, em 2009, não passou por mudanças significativas nem na estética e tampouco na motorização.

Por outro lado, o Fiat 500 chegou à nova versão sem apelo estético alarmante, mas, para compensar, aposta na redução de preço. O veículo de estilo retrô que custava quase R$ 60 mil, agora parte de R$ 39,9 mil. Mas o modelo avaliado não sai por menos de R$ 48,8 mil.

O conjunto mecânico também é novidade no carrinho, que ganhou o motor MultiAir 1.4 de 105 cv, movido somente a gasolina. Daí surgiu a ideia do comparativo. É o modelo ideal para bater de frente com o Agile, também 1.4 e com até 102 cv. Porém aqui são oito válvulas e alimentação Flex.

Trabalhando com o pé direito, a pegada é mais forte no 500, onde a velocidade máxima chega a 179 km/h (166 km/h no Agile, quando bebe etanol). O torque é de 13,6 mkgf a 3.850 rpm e 13,5 mkgf a 3.200 rpm, respectivamente. Porém, em altas rotações, falta estabilidade ao modelo da Fiat. Aos 110 km/h a preocupação do motorista aumenta. A leveza e maciez da direção elétrica acabam causando insegurança na hora da pressa. Sem contar a suspensão, que compromete bastante o conforto.

Por outro lado, o Agile perde na posição de dirigir. Mesmo com a regulagem de altura do banco, é difícil se encaixar.

E quando o assunto é ergonomia, o 500 dá outro banho no rival. O volante tem ótima empunhadura e os comandos estão todos à mão, inclusive o câmbio, que, além da localização (próximo ao painel), tem bons engates e formato da manopla bastante favorável.

 

Diferenças dentro e fora

 

Com espaço para apenas quatro ocupantes (atrás, só mesmo as crianças) e um porta-malas que carrega pouco mais da metade da capacidade do adversário (confira na ficha ao lado), o Fiat 500 precisa apelar para a incrementação para tentar ganhar a preferência do consumidor. O modelo sai da revenda recheado de itens de série, como bancos em couro, freios antitravamento com EBD (distribuição da força de frenagem), ESP (controle de estabilidade), assistência em rampas - chamada de Hill Holder -, ar-condicionado, computador de bordo, CD player com MP3 e entrada auxiliar, direção elétrica, air bags, banco com regulagem de altura (assim como o volante, que tem comandos do rádio), trio elétrico, controlador de velocidade, entre outros.

Na lista de opcionais, a montadora aposta nos kits completos, como o Sport 1, que - por R$ 3.100 - oferece Áudio Bose Premium (para quem gosta de curtir aquele som) e teto solar elétrico Sky Wind.

Já o Agile aposta no tradicionalismo e oferece o básico, como trio elétrico, direção hidráulica, computador de bordo, CD player com entrada USB e bluetooth e ar-condicionado. Aqui, segurança fica de lado. Air bag duplo e freios ABS com EBD estão disponíveis apenas no pacote opcional R9K, que não sai por menos de R$ 3.253.

E é por fora que as diferenças entre os modelos se tornam ainda maiores. O Agile chega a passar despercebido pelas ruas, mesmo tendo agradado o brasileiro, não é do tipo que chama atenção. Já o 500 recebeu constantes elogios durante a semana de avaliação. Mérito do tamanho compacto e, claro, das linhas arredondadas. Talvez agora, mais barato, o mexicano emplaque por aqui.



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Mexicano ou argentino?

Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

28/09/2011 | 07:00


Durante o lançamento do 500 mexicano - antes produzido na Polônia, o que exigia uma taxa de importação de 35%, repassada ao consumidor final - a Fiat acabou dando nome aos seus principais alvos no mercado brasileiro. Dentre eles, estava o Chevrolet Agile, que pertence ao segmento de hatches pequenos e vende, em média, 5.000 unidades por mês.

Um pouco estranho, pois, além da cilindrada do motor e do preço próximo - cerca de R$ 6.000 de diferença - os modelos são completamente distintos. Um é pequenino, com 3,55 metros de comprimento, o outro tem 4 metros; um tem visual descolado, outro aposta na tradicionalidade, um tem duas portas, outro tem quatro... Mesmo assim, decidimos colocar os dois frente a frente neste duelo.

Vale um parênteses. Nas fotos que você vê nesta página, a versão Sport Air do 500 está equipada com itens da série especial Prima Edizione - limitada a 500 exemplares no Brasil.

Se fossem livros, Fiat 500 e Chevrolet Agile não seriam uma espécie de best sellers, mas cada um apela a seu modo para tentar chegar lá.

O Agile parou no tempo. Desde que foi lançado por aqui, em 2009, não passou por mudanças significativas nem na estética e tampouco na motorização.

Por outro lado, o Fiat 500 chegou à nova versão sem apelo estético alarmante, mas, para compensar, aposta na redução de preço. O veículo de estilo retrô que custava quase R$ 60 mil, agora parte de R$ 39,9 mil. Mas o modelo avaliado não sai por menos de R$ 48,8 mil.

O conjunto mecânico também é novidade no carrinho, que ganhou o motor MultiAir 1.4 de 105 cv, movido somente a gasolina. Daí surgiu a ideia do comparativo. É o modelo ideal para bater de frente com o Agile, também 1.4 e com até 102 cv. Porém aqui são oito válvulas e alimentação Flex.

Trabalhando com o pé direito, a pegada é mais forte no 500, onde a velocidade máxima chega a 179 km/h (166 km/h no Agile, quando bebe etanol). O torque é de 13,6 mkgf a 3.850 rpm e 13,5 mkgf a 3.200 rpm, respectivamente. Porém, em altas rotações, falta estabilidade ao modelo da Fiat. Aos 110 km/h a preocupação do motorista aumenta. A leveza e maciez da direção elétrica acabam causando insegurança na hora da pressa. Sem contar a suspensão, que compromete bastante o conforto.

Por outro lado, o Agile perde na posição de dirigir. Mesmo com a regulagem de altura do banco, é difícil se encaixar.

E quando o assunto é ergonomia, o 500 dá outro banho no rival. O volante tem ótima empunhadura e os comandos estão todos à mão, inclusive o câmbio, que, além da localização (próximo ao painel), tem bons engates e formato da manopla bastante favorável.

 

Diferenças dentro e fora

 

Com espaço para apenas quatro ocupantes (atrás, só mesmo as crianças) e um porta-malas que carrega pouco mais da metade da capacidade do adversário (confira na ficha ao lado), o Fiat 500 precisa apelar para a incrementação para tentar ganhar a preferência do consumidor. O modelo sai da revenda recheado de itens de série, como bancos em couro, freios antitravamento com EBD (distribuição da força de frenagem), ESP (controle de estabilidade), assistência em rampas - chamada de Hill Holder -, ar-condicionado, computador de bordo, CD player com MP3 e entrada auxiliar, direção elétrica, air bags, banco com regulagem de altura (assim como o volante, que tem comandos do rádio), trio elétrico, controlador de velocidade, entre outros.

Na lista de opcionais, a montadora aposta nos kits completos, como o Sport 1, que - por R$ 3.100 - oferece Áudio Bose Premium (para quem gosta de curtir aquele som) e teto solar elétrico Sky Wind.

Já o Agile aposta no tradicionalismo e oferece o básico, como trio elétrico, direção hidráulica, computador de bordo, CD player com entrada USB e bluetooth e ar-condicionado. Aqui, segurança fica de lado. Air bag duplo e freios ABS com EBD estão disponíveis apenas no pacote opcional R9K, que não sai por menos de R$ 3.253.

E é por fora que as diferenças entre os modelos se tornam ainda maiores. O Agile chega a passar despercebido pelas ruas, mesmo tendo agradado o brasileiro, não é do tipo que chama atenção. Já o 500 recebeu constantes elogios durante a semana de avaliação. Mérito do tamanho compacto e, claro, das linhas arredondadas. Talvez agora, mais barato, o mexicano emplaque por aqui.

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