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Serviço de reciclagem de pneus ganha entidade própria


Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

30/03/2007 | 07:11


Na tentativa de intensificar a coleta e reciclagem de pneus usados, a Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumático) lançou quinta-feira, em Brasília, a Reciclanip. A entidade será responsável pelo gerenciamento logístico do produto no pós-consumo. As empresas associadas à nova organização são Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli. Entre 2007 e 2008, os fabricantes pretendem investir R$ 50 milhões na reciclagem de pneus.

Segundo o presidente do conselho da entidade, Eugenio Deliberato, as principais parceiras da Reciclanip serão as prefeituras, que ajudarão a instalar os pontos de coleta nas cidades, chamados de “ecopontos”. Atualmente existem 220 ecopontos e a meta é chegar a 270 até o fim deste ano.

“Enfrentamos a questão da propriedade. Não podemos chegar a uma borracharia, por exemplo, e retirar um pneu usado, porque é propriedade do dono do estabelecimento”, afirma o presidente. “O que queremos é mobilizar toda a cadeia, o que abrange fabricantes, importadores, recauchutadores, borracheiros e consumidores”, explica.

Desde 1999, a Anip realiza trabalho semelhante com o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis. A associação já investiu no programa US$ 37 milhões e destinou de forma ambientalmente correta cerca de 129 milhões de pneus.

O diretor-geral da Anip, Vilien Soares, explica que a Reciclanip será um braço da associação, nos moldes de empresas européias de reciclagem, como a Aliapur, na França, e a Signus, na Espanha. “A diferença dessas empresas é que elas são pagas para promover a destinação dos pneus. A Reciclanip arcará com todos os custos, desde o transporte do material”, ressalta Soares.

Lei - Pressionar o governo para a regulamentação da reciclagem de pneus também será objetivo da Reciclanip. Além das polêmicas discussões sobre a entrada de pneus usados no País, a indústria nacional enfrenta ainda dificuldades para cumprir e mudar as leis ambientais brasileiras.

De acordo com o Ibama, para cada quatro pneus vendidos no Brasil, cinco devem ser reciclados. Porém em 2005 o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) iniciou estudo sobre a capacidade de reciclagem na indústria nacional, que mostrou que os pneus usados corresponderiam a 50% do número total de pneus novos. Por esse motivo, até agora, a lei está suspensa e as fabricantes pararam de pagar multas. “É impossível cumprir essa meta. O que falta é vontade política para regulamentar o segmento”, critica Eugenio Deliberato.


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Serviço de reciclagem de pneus ganha entidade própria

Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

30/03/2007 | 07:11


Na tentativa de intensificar a coleta e reciclagem de pneus usados, a Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumático) lançou quinta-feira, em Brasília, a Reciclanip. A entidade será responsável pelo gerenciamento logístico do produto no pós-consumo. As empresas associadas à nova organização são Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli. Entre 2007 e 2008, os fabricantes pretendem investir R$ 50 milhões na reciclagem de pneus.

Segundo o presidente do conselho da entidade, Eugenio Deliberato, as principais parceiras da Reciclanip serão as prefeituras, que ajudarão a instalar os pontos de coleta nas cidades, chamados de “ecopontos”. Atualmente existem 220 ecopontos e a meta é chegar a 270 até o fim deste ano.

“Enfrentamos a questão da propriedade. Não podemos chegar a uma borracharia, por exemplo, e retirar um pneu usado, porque é propriedade do dono do estabelecimento”, afirma o presidente. “O que queremos é mobilizar toda a cadeia, o que abrange fabricantes, importadores, recauchutadores, borracheiros e consumidores”, explica.

Desde 1999, a Anip realiza trabalho semelhante com o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis. A associação já investiu no programa US$ 37 milhões e destinou de forma ambientalmente correta cerca de 129 milhões de pneus.

O diretor-geral da Anip, Vilien Soares, explica que a Reciclanip será um braço da associação, nos moldes de empresas européias de reciclagem, como a Aliapur, na França, e a Signus, na Espanha. “A diferença dessas empresas é que elas são pagas para promover a destinação dos pneus. A Reciclanip arcará com todos os custos, desde o transporte do material”, ressalta Soares.

Lei - Pressionar o governo para a regulamentação da reciclagem de pneus também será objetivo da Reciclanip. Além das polêmicas discussões sobre a entrada de pneus usados no País, a indústria nacional enfrenta ainda dificuldades para cumprir e mudar as leis ambientais brasileiras.

De acordo com o Ibama, para cada quatro pneus vendidos no Brasil, cinco devem ser reciclados. Porém em 2005 o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) iniciou estudo sobre a capacidade de reciclagem na indústria nacional, que mostrou que os pneus usados corresponderiam a 50% do número total de pneus novos. Por esse motivo, até agora, a lei está suspensa e as fabricantes pararam de pagar multas. “É impossível cumprir essa meta. O que falta é vontade política para regulamentar o segmento”, critica Eugenio Deliberato.

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