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Fundação faz reprodução assistida em Sto.André


Valéria Cabrera e Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

19/01/2005 | 12:06


Casais do Grande ABC que não conseguem gerar filhos podem procurar ajuda a baixo custo na região. Na Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, o serviço de reprodução assistida cobra dos pacientes somente o material usado no tratamento (cerca de R$ 1 mil). Em uma clínica particular, o valor pode chegar a R$ 20 mil.

Outros quatro hospitais da cidade de São Paulo que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) disponibilizam o tratamento. O Hospital São Paulo, administrado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), foi procurado pela moradora de São Bernardo Simone Alves Bezerra, 32 anos, em 2003. Em novembro, Simone deu à luz a quatro meninas, que nasceram no HMU (Hospital Municipal Universitário), em São Bernardo.

Segundo o chefe do Setor de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC, o médico ginecologista e obstetra Caio Parente Barbosa, as consultas e os exames para descoberta da causa da infertilidade são gratuitos. O casal só paga o material usado no processo. Como a agulha que captura o óvulo, e custa cerca de R$ 100.

Não há filas, segundo o chefe do setor, mas entre a inscrição e o início do tratamento há uma espera de três meses. Isso porque o casal passa por pré-consulta, ocasião em que são informados todos os procedimentos e, em seguida, por triagem. “Alguns casais que estão tentando engravidar há poucos meses já nos procuram. A tentativa tem de ser de pelo menos um ano”, explica o médico Caio Barbosa. A mulher e o homem devem passar por todo o processo. Levantamentos apontam que 25% dos casos de infertilidade são decorrentes de problemas da mulher; 25% por problemas masculinos, e os outros 50% devido a problemas do casal.

O Setor de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC foi inaugurado em março de 2002. Até hoje, foi responsável por mais de cem nascimentos, mas nenhum de quadrigêmeos. “A chance de gestação múltipla com três embriões é de 1%. Quando o número de embriões cresce para quatro, a possibilidade de nascer três ou quatro bebês chega a 3%”, diz o obstetra Caio Barbosa para explicar porque a faculdade usa no máximo três embriões. Segundo ele, a gestação múltipla é um problema para o casal, que na maioria das vezes não tem condições financeiras de criar os bebês, e para o poder público. “O custo com o tratamento de um bebê prematuro fica entre R$ 50 mil e R$ 60 mil”.

Hospitais – Entres os  quatro hospitais da capital que oferecem tratamento, dois são estaduais – Hospital das Clínicas (da Faculdade de Medicina da USP) e Centro de Referência da Mulher Pérola Byington; um é federal – Hospital São Paulo, e o outro é filantrópico – Hospital da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mas os casais de baixa renda precisam ter paciência para encarar a fila. O Centro de Reprodução Humana do HC foi inaugurado em fevereiro de 2003 e, já na primeira semana de inscrições, recebeu nada menos que 8 mil interessados. A capacidade de atendimento é de aproximadamente 2 mil pacientes por ano (mil casais), o que significa que o processo de triagem continua sobrecarregado apenas com esse volume de inscrições recebido há dois anos.

Os interessados em fazer o tratamento no HC podem entrar em contato pelo telefone 3063-3030, entre 7h e 12h de segunda-feira a sexta-feira (pacientes originários do SUS) ou 3082-9933 (usuários de planos de saúde), entre 10h e 16h, também durante a semana.

O Pérola Byington, único hospital que oferece o tratamento gratuitamente, utiliza um rigoroso processo de triagem prévia, visto que muitos casais não têm informações detalhadas sobre os procedimentos. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, as pacientes do devem chegar ao centro de preferência previamente encaminhadas por ginecologistas e com histórico de saúde delas (e/ou do casal) em mãos. As interessadas então passam por um programa informativo de um dia, com palestras de médicos, depoimentos de pessoas que passaram pelo tratamento e outras atividades. Informadas, as mulheres decidem se querem ou não passar pelo processo. As que confirmam são encaminhadas para especialistas.

Informações – Medicina ABC - 4993-5401 ou na av. Príncipe de Gales, 82; Unifesp - 5576-4522; Pérola Byington - 3104-7965/ 3242-3433; Santa Casa -é 3224-0122; HC -  3063-3030, entre 7h e 12h (SUS), ou 3082-9933 (planos de saúde), entre 10h e 16h.


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Fundação faz reprodução assistida em Sto.André

Valéria Cabrera e Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

19/01/2005 | 12:06


Casais do Grande ABC que não conseguem gerar filhos podem procurar ajuda a baixo custo na região. Na Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, o serviço de reprodução assistida cobra dos pacientes somente o material usado no tratamento (cerca de R$ 1 mil). Em uma clínica particular, o valor pode chegar a R$ 20 mil.

Outros quatro hospitais da cidade de São Paulo que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) disponibilizam o tratamento. O Hospital São Paulo, administrado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), foi procurado pela moradora de São Bernardo Simone Alves Bezerra, 32 anos, em 2003. Em novembro, Simone deu à luz a quatro meninas, que nasceram no HMU (Hospital Municipal Universitário), em São Bernardo.

Segundo o chefe do Setor de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC, o médico ginecologista e obstetra Caio Parente Barbosa, as consultas e os exames para descoberta da causa da infertilidade são gratuitos. O casal só paga o material usado no processo. Como a agulha que captura o óvulo, e custa cerca de R$ 100.

Não há filas, segundo o chefe do setor, mas entre a inscrição e o início do tratamento há uma espera de três meses. Isso porque o casal passa por pré-consulta, ocasião em que são informados todos os procedimentos e, em seguida, por triagem. “Alguns casais que estão tentando engravidar há poucos meses já nos procuram. A tentativa tem de ser de pelo menos um ano”, explica o médico Caio Barbosa. A mulher e o homem devem passar por todo o processo. Levantamentos apontam que 25% dos casos de infertilidade são decorrentes de problemas da mulher; 25% por problemas masculinos, e os outros 50% devido a problemas do casal.

O Setor de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC foi inaugurado em março de 2002. Até hoje, foi responsável por mais de cem nascimentos, mas nenhum de quadrigêmeos. “A chance de gestação múltipla com três embriões é de 1%. Quando o número de embriões cresce para quatro, a possibilidade de nascer três ou quatro bebês chega a 3%”, diz o obstetra Caio Barbosa para explicar porque a faculdade usa no máximo três embriões. Segundo ele, a gestação múltipla é um problema para o casal, que na maioria das vezes não tem condições financeiras de criar os bebês, e para o poder público. “O custo com o tratamento de um bebê prematuro fica entre R$ 50 mil e R$ 60 mil”.

Hospitais – Entres os  quatro hospitais da capital que oferecem tratamento, dois são estaduais – Hospital das Clínicas (da Faculdade de Medicina da USP) e Centro de Referência da Mulher Pérola Byington; um é federal – Hospital São Paulo, e o outro é filantrópico – Hospital da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mas os casais de baixa renda precisam ter paciência para encarar a fila. O Centro de Reprodução Humana do HC foi inaugurado em fevereiro de 2003 e, já na primeira semana de inscrições, recebeu nada menos que 8 mil interessados. A capacidade de atendimento é de aproximadamente 2 mil pacientes por ano (mil casais), o que significa que o processo de triagem continua sobrecarregado apenas com esse volume de inscrições recebido há dois anos.

Os interessados em fazer o tratamento no HC podem entrar em contato pelo telefone 3063-3030, entre 7h e 12h de segunda-feira a sexta-feira (pacientes originários do SUS) ou 3082-9933 (usuários de planos de saúde), entre 10h e 16h, também durante a semana.

O Pérola Byington, único hospital que oferece o tratamento gratuitamente, utiliza um rigoroso processo de triagem prévia, visto que muitos casais não têm informações detalhadas sobre os procedimentos. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, as pacientes do devem chegar ao centro de preferência previamente encaminhadas por ginecologistas e com histórico de saúde delas (e/ou do casal) em mãos. As interessadas então passam por um programa informativo de um dia, com palestras de médicos, depoimentos de pessoas que passaram pelo tratamento e outras atividades. Informadas, as mulheres decidem se querem ou não passar pelo processo. As que confirmam são encaminhadas para especialistas.

Informações – Medicina ABC - 4993-5401 ou na av. Príncipe de Gales, 82; Unifesp - 5576-4522; Pérola Byington - 3104-7965/ 3242-3433; Santa Casa -é 3224-0122; HC -  3063-3030, entre 7h e 12h (SUS), ou 3082-9933 (planos de saúde), entre 10h e 16h.

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