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Adolescentes fazem caminhada contra a violência


Do Diário do Grande ABC

01/05/1999 | 15:27


Nada de pena de morte nem repressao policial. Para reduzir a violência é necessário investir na educaçao, cultura, esporte e lazer. As mensagens faziam parte dos slogans que pelo menos 200 adolescentes e crianças de bairros periféricos da zona sul de Sao Paulo gritavam durante a caminhada em Cidade Dutra pelo fim da violência. Foram dois quilômetros de passeata pelas principais ruas e avenidas do bairro, desde a Favela 20, na Rua Doutor Paulo de Barros Whitaker, até o campo de várzea do Santos Futebol Clube.

"Esporte, cultura e educaçao sao as armas poderosas que previnem a agressao", dizia a faixa carregada por duas jovens do Movimento Tome uma Atitude Zona Sul pela Nao Violência. O movimento surgiu em 96, no primeiro dia da primavera."Escolhemos esse dia como símbolo da luta pela vida" disse o educador Luiz Carlos dos Santos, um dos coordenadores do grupo.

"Ele surgiu em resposta ao movimento Reage Sao Paulo, criado pelos moradores das áreas nobres da cidade após a morte de jovens no Bar Bodega, em Moema", acrescentou. "Eles pregam a morte e nós da periferia, a vida", afirmou Santos, que teve dois irmaos assassinados e uma irma que sofreu duas tentativas de estupro. "Na periferia, a pessoa morre, é enterrada e acabou pois nao há pressao da sociedade nem investigaçoes para encontrar o assassino."

De acordo com Santos, o dinheiro recolhido pelos corruptos denunciados nas CPIs dos Bancos, do Judiciário e dos Fiscais poderia ser investido pelo governo para melhorar a vida dos moradores da periferia.

O pai do garoto Yves Ota, seqüestrado e assassinado em agosto de 97, Masataka Ota, participou da Passeata pela Paz, na Avenida Paulista, e anunciou a entrega, em Brasília, de abaixo-assinado pedindo prisao perpétua e a nao reduçao de penas para quem cometeu crimes hediondos.



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Adolescentes fazem caminhada contra a violência

Do Diário do Grande ABC

01/05/1999 | 15:27


Nada de pena de morte nem repressao policial. Para reduzir a violência é necessário investir na educaçao, cultura, esporte e lazer. As mensagens faziam parte dos slogans que pelo menos 200 adolescentes e crianças de bairros periféricos da zona sul de Sao Paulo gritavam durante a caminhada em Cidade Dutra pelo fim da violência. Foram dois quilômetros de passeata pelas principais ruas e avenidas do bairro, desde a Favela 20, na Rua Doutor Paulo de Barros Whitaker, até o campo de várzea do Santos Futebol Clube.

"Esporte, cultura e educaçao sao as armas poderosas que previnem a agressao", dizia a faixa carregada por duas jovens do Movimento Tome uma Atitude Zona Sul pela Nao Violência. O movimento surgiu em 96, no primeiro dia da primavera."Escolhemos esse dia como símbolo da luta pela vida" disse o educador Luiz Carlos dos Santos, um dos coordenadores do grupo.

"Ele surgiu em resposta ao movimento Reage Sao Paulo, criado pelos moradores das áreas nobres da cidade após a morte de jovens no Bar Bodega, em Moema", acrescentou. "Eles pregam a morte e nós da periferia, a vida", afirmou Santos, que teve dois irmaos assassinados e uma irma que sofreu duas tentativas de estupro. "Na periferia, a pessoa morre, é enterrada e acabou pois nao há pressao da sociedade nem investigaçoes para encontrar o assassino."

De acordo com Santos, o dinheiro recolhido pelos corruptos denunciados nas CPIs dos Bancos, do Judiciário e dos Fiscais poderia ser investido pelo governo para melhorar a vida dos moradores da periferia.

O pai do garoto Yves Ota, seqüestrado e assassinado em agosto de 97, Masataka Ota, participou da Passeata pela Paz, na Avenida Paulista, e anunciou a entrega, em Brasília, de abaixo-assinado pedindo prisao perpétua e a nao reduçao de penas para quem cometeu crimes hediondos.

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