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Inflaçao sobe para 1,19% em julho


Do Diário do Grande ABC

03/08/1999 | 16:09


A alta das tarifas e dos combustíveis puxou para cima o Indice do Custo de Vida (ICV) apurado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Em julho, a inflaçao medida por esse indicador foi de 1,19%. Esse resultado está 0,85 ponto percentual acima da taxa de 0,34% registrada em junho.

Para agosto, a perspectiva é o ICV fique abaixo de 1%, prevê a supervisora da Pesquisa de Preços, Cornélia Nogueira Porto. Apesar de os aumentos, já anunciados, dos transportes coletivos, dos combustíveis e da energia elétrica, contribuírem, de saída, com 0,67 ponto percentual para o índice de agosto, a economista pondera que outros grupos poderao registrar deflaçao.

Ela argumenta que como o consumidor nao consegue escapar da alta dos preços administrados pelo governo e das tarifas, sobra menos renda para ser gasta com produtos de setores em que há concorrência. E esse comportamento poderá forçar os preços desses setores para baixo.

Neste ano o ICV já subiu 5,48%. Os maiores aumentos registrados de janeiro a julho ocorreram nos preços públicos ou administrados pelo governo (13,62%) e nos preços ditados pelos oligopólios (11,74%). Já os setores sujeitos à concorrência subiram 2,89% no período. Para o ano, Cornélia diz que o ICV poderá ficar em torno de 6%, mas ela pondera que cada dia está mais difícil fazer previsoes por causa do comportamento dos preços administrados pelo governo, como os combustíveis.

Julho - No mês passado, a parcela mais pobre da populaçao, com renda média mensal de R$ 377,49, foi a que registrou a maior taxa de inflaçao, de 1,23%. Já o custo de vida das famílias com maior renda média (R$ 2.792,90) e das com rendimentos intermediários (R$ 934,17) foi menor, de 1,17% no mês passado.

Essa diferenciaçao entre os vários níveis de renda é explicada pelo fato de que os grupos de preços que tiveram os maiores aumentos, os transportes e a habitaçao, pesarem mais nas despesas da populaçao mais pobre.

Dentre os grupos que mais contribuíram para a alta do índice geral em julho estao os transportes, com alta de 4,81%, a habitaçao, que ficou 2,04% mais cara, e a saúde, que subiu 1 20%.

Dentro do grupo transporte, o destaque, no mês passado, ficou para o transporte individual (6,54%), que foi pressionado pela alta dos combustíveis (14,02%). A gasolina, por exemplo, subiu 13,36%, o álcool ficou 17,14% mais caro e o diesel, 8 20%.

No grupo habitaçao, a maior alta de julho ocorreu na operaçao no domicílio, que subiu 3,26%, influenciado pelo aumento das tarifas de água e esgoto (11,62%), eletricidade (5 92%), gás de botijao (8,49%). O item serviços públicos subiu em julho 5,02%.

No grupo saúde, que ficou 1,20% mais caro no período, a pressao veio dos medicamentos e dos produtos farmacêuticos (2%) e os seguros e convênios (1,48%). Já os grupos vestuário, alimentaçao e equipamentos domésticos registraram quedas nos preços em julho, com recuos de 0,33%, 047% e 0,05%, respectivamente.



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Inflaçao sobe para 1,19% em julho

Do Diário do Grande ABC

03/08/1999 | 16:09


A alta das tarifas e dos combustíveis puxou para cima o Indice do Custo de Vida (ICV) apurado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Em julho, a inflaçao medida por esse indicador foi de 1,19%. Esse resultado está 0,85 ponto percentual acima da taxa de 0,34% registrada em junho.

Para agosto, a perspectiva é o ICV fique abaixo de 1%, prevê a supervisora da Pesquisa de Preços, Cornélia Nogueira Porto. Apesar de os aumentos, já anunciados, dos transportes coletivos, dos combustíveis e da energia elétrica, contribuírem, de saída, com 0,67 ponto percentual para o índice de agosto, a economista pondera que outros grupos poderao registrar deflaçao.

Ela argumenta que como o consumidor nao consegue escapar da alta dos preços administrados pelo governo e das tarifas, sobra menos renda para ser gasta com produtos de setores em que há concorrência. E esse comportamento poderá forçar os preços desses setores para baixo.

Neste ano o ICV já subiu 5,48%. Os maiores aumentos registrados de janeiro a julho ocorreram nos preços públicos ou administrados pelo governo (13,62%) e nos preços ditados pelos oligopólios (11,74%). Já os setores sujeitos à concorrência subiram 2,89% no período. Para o ano, Cornélia diz que o ICV poderá ficar em torno de 6%, mas ela pondera que cada dia está mais difícil fazer previsoes por causa do comportamento dos preços administrados pelo governo, como os combustíveis.

Julho - No mês passado, a parcela mais pobre da populaçao, com renda média mensal de R$ 377,49, foi a que registrou a maior taxa de inflaçao, de 1,23%. Já o custo de vida das famílias com maior renda média (R$ 2.792,90) e das com rendimentos intermediários (R$ 934,17) foi menor, de 1,17% no mês passado.

Essa diferenciaçao entre os vários níveis de renda é explicada pelo fato de que os grupos de preços que tiveram os maiores aumentos, os transportes e a habitaçao, pesarem mais nas despesas da populaçao mais pobre.

Dentre os grupos que mais contribuíram para a alta do índice geral em julho estao os transportes, com alta de 4,81%, a habitaçao, que ficou 2,04% mais cara, e a saúde, que subiu 1 20%.

Dentro do grupo transporte, o destaque, no mês passado, ficou para o transporte individual (6,54%), que foi pressionado pela alta dos combustíveis (14,02%). A gasolina, por exemplo, subiu 13,36%, o álcool ficou 17,14% mais caro e o diesel, 8 20%.

No grupo habitaçao, a maior alta de julho ocorreu na operaçao no domicílio, que subiu 3,26%, influenciado pelo aumento das tarifas de água e esgoto (11,62%), eletricidade (5 92%), gás de botijao (8,49%). O item serviços públicos subiu em julho 5,02%.

No grupo saúde, que ficou 1,20% mais caro no período, a pressao veio dos medicamentos e dos produtos farmacêuticos (2%) e os seguros e convênios (1,48%). Já os grupos vestuário, alimentaçao e equipamentos domésticos registraram quedas nos preços em julho, com recuos de 0,33%, 047% e 0,05%, respectivamente.

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