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Movimentos lotam as ruas contra mudanças no governo

Após nomeação de Lula e divulgação de grampo da PF, população pede saída da presidente Dilma


Daniel Macario
Do Diário do Grande ABC

17/03/2016 | 07:00


Manifestantes promoveram na noite de ontem protestos contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro-chefe da Casa Civil. O ato realizado na Avenida Paulista, na Capital, reuniu cerca de 5.000 pessoas, de acordo com a PM (Polícia Militar). Já levantamento do Movimento Vem Para a Rua apontou a presença de 70 mil adeptos na atividade.

Contrários a nomeação de Lula para o alto escalão do governo federal, líderes de movimentos antiPT iniciaram a concentração do ato no vão livre do Masp, por volta das 18h.

Exibindo cartazes enaltecendo as ações do juiz federal Sérgio Moro, manifestantes entoaram gritos de xingamento contra Lula e a presidente Dilma Rousseff (PT). “Nunca tinha vindo em uma manifestação, mas depois do que aconteceu hoje (ontem) com a divulgação dos grampos, sinceramente, precisei vim mostrar que não vamos ser palhaços desse governo. Como pode um acusado ser nomeado ministro”, indignou-se o bancário Guilherme Ferreira, 33.

Após votar em Lula na corrida eleitoral de 2006, a advogada Cristina Lopes, 34, afirmou ver no movimento a única alternativa para evitar crise maior no País. “O que eles fizeram hoje foi um golpe. Eles acham que podem fazer o que quiser. Já votei nele, mas hoje acredito que precisamos de mudança no Brasil”, relatou.

A manifestação que durou até o fim da noite, por volta da 23h45, também teve como alvo a presidente Dilma. A maioria dos grupos pedia impeachment da petista. “Depois disso ela precisa sair”, frisou a produtora Eliana Maniero, 54.

A Avenida Paulista já havia sido palco de ato histórico no domingo. Na ocasião, segundo a Polícia Militar, 1,4 milhão de pessoas compareceram ao local para manifestar sua insatisfação contra o governo. O movimento ultrapassou os números atingidos na Diretas Já, ocorrido em 1984, quando 400 mil pessoas estiveram na via. Até mesmo as manifestações de junho de 2013 ficaram para trás. À época, o ato que ganhou destaque nacional por conta da luta contra o aumento das tarifas do transporte público mobilizou 110 mil pessoas. 



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Movimentos lotam as ruas contra mudanças no governo

Após nomeação de Lula e divulgação de grampo da PF, população pede saída da presidente Dilma

Daniel Macario
Do Diário do Grande ABC

17/03/2016 | 07:00


Manifestantes promoveram na noite de ontem protestos contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro-chefe da Casa Civil. O ato realizado na Avenida Paulista, na Capital, reuniu cerca de 5.000 pessoas, de acordo com a PM (Polícia Militar). Já levantamento do Movimento Vem Para a Rua apontou a presença de 70 mil adeptos na atividade.

Contrários a nomeação de Lula para o alto escalão do governo federal, líderes de movimentos antiPT iniciaram a concentração do ato no vão livre do Masp, por volta das 18h.

Exibindo cartazes enaltecendo as ações do juiz federal Sérgio Moro, manifestantes entoaram gritos de xingamento contra Lula e a presidente Dilma Rousseff (PT). “Nunca tinha vindo em uma manifestação, mas depois do que aconteceu hoje (ontem) com a divulgação dos grampos, sinceramente, precisei vim mostrar que não vamos ser palhaços desse governo. Como pode um acusado ser nomeado ministro”, indignou-se o bancário Guilherme Ferreira, 33.

Após votar em Lula na corrida eleitoral de 2006, a advogada Cristina Lopes, 34, afirmou ver no movimento a única alternativa para evitar crise maior no País. “O que eles fizeram hoje foi um golpe. Eles acham que podem fazer o que quiser. Já votei nele, mas hoje acredito que precisamos de mudança no Brasil”, relatou.

A manifestação que durou até o fim da noite, por volta da 23h45, também teve como alvo a presidente Dilma. A maioria dos grupos pedia impeachment da petista. “Depois disso ela precisa sair”, frisou a produtora Eliana Maniero, 54.

A Avenida Paulista já havia sido palco de ato histórico no domingo. Na ocasião, segundo a Polícia Militar, 1,4 milhão de pessoas compareceram ao local para manifestar sua insatisfação contra o governo. O movimento ultrapassou os números atingidos na Diretas Já, ocorrido em 1984, quando 400 mil pessoas estiveram na via. Até mesmo as manifestações de junho de 2013 ficaram para trás. À época, o ato que ganhou destaque nacional por conta da luta contra o aumento das tarifas do transporte público mobilizou 110 mil pessoas. 

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