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Presidente do PTN é investigado por fraude

Andréa Iseki/Arquivo DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em Sto.André, Reginaldo Rodrigo de Oliveira
é acusado de estelionato em vendas de moradias


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

17/02/2016 | 07:00


A Polícia Civil de Santo André investiga denúncia de estelionato contra o presidente do PTN andreense, Reginaldo Rodrigo de Oliveira. O político é coordenador regional do PTN e se coloca como pré-candidato a prefeito da cidade na eleição de outubro.

O documento foi lavrado no dia 10, no 5º DP (Parque Novo Oratório). Grupo de pessoas descreveu a policiais que o dirigente político se apoderou de dinheiro para supostamente facilitar a compra de apartamentos por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Segundo a denúncia, Oliveira se apresentou como intermediário na aquisição de apartamentos, descrevendo que tinha acesso a cotas oferecidas pela Caixa Econômica Federal a políticos. Para incluir nome na fila de interessados, ele cobrava de R$ 2.500 a R$ 3.500 por unidade.

Oliveira dizia que os valores serviam para “agilizar” a documentação e registrar o cadastro junto à Prefeitura. No caso, ele se identificou como responsável pelos apartamentos do conjunto Guaratinguetá, localizado na Rua Guaratinguetá, no Jardim Alzira Franco – o empreendimento é erguido com recursos federais e parceria com a Prefeitura de Santo André e o governo do Estado, orçado em R$ 64,8 milhões para abrir 500 moradias.

O presidente do PTN havia informado que os prédios seriam entregues entre julho de 2015 e fevereiro de 2016. Comercializou nesse esquema 287 unidades – somente uma das pessoas pagou R$ 14 mil ao dirigente para separar quatro cotas na lista por ele oferecida. Porém, ainda de acordo com a denúncia, assim que o prazo se esgotou sem a conclusão das residências, Oliveira utilizou “respostas evasivas e desculpas descabidas”. O dinheiro não foi devolvido, conforme relatou o grupo de vítimas. Três delas assinaram as acusações à Polícia Civil.

A equipe do Diário tentou por todo o dia de ontem localizar o dirigente do PTN, mas não obteve sucesso. Buscou os contatos disponibilizados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas os telefonemas não foram atendidos. Oliveira preside o diretório local desde novembro de 2013.

No cenário político, o PTN tem pouca representatividade na cidade. Jamais elegeu um vereador ou lançou candidato ao Paço. Na eleição passada, o PTN esteve coligado com o PSDB, em arco que apoiava a candidatura de Raimundo Salles (na época no PDT e hoje no PPS), que terminou o pleito em terceiro lugar. Oliveira atuou como um dos coordenadores de campanha da deputada federal Renata Abreu (PTN) em Santo André. 



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Presidente do PTN é investigado por fraude

Em Sto.André, Reginaldo Rodrigo de Oliveira
é acusado de estelionato em vendas de moradias

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

17/02/2016 | 07:00


A Polícia Civil de Santo André investiga denúncia de estelionato contra o presidente do PTN andreense, Reginaldo Rodrigo de Oliveira. O político é coordenador regional do PTN e se coloca como pré-candidato a prefeito da cidade na eleição de outubro.

O documento foi lavrado no dia 10, no 5º DP (Parque Novo Oratório). Grupo de pessoas descreveu a policiais que o dirigente político se apoderou de dinheiro para supostamente facilitar a compra de apartamentos por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Segundo a denúncia, Oliveira se apresentou como intermediário na aquisição de apartamentos, descrevendo que tinha acesso a cotas oferecidas pela Caixa Econômica Federal a políticos. Para incluir nome na fila de interessados, ele cobrava de R$ 2.500 a R$ 3.500 por unidade.

Oliveira dizia que os valores serviam para “agilizar” a documentação e registrar o cadastro junto à Prefeitura. No caso, ele se identificou como responsável pelos apartamentos do conjunto Guaratinguetá, localizado na Rua Guaratinguetá, no Jardim Alzira Franco – o empreendimento é erguido com recursos federais e parceria com a Prefeitura de Santo André e o governo do Estado, orçado em R$ 64,8 milhões para abrir 500 moradias.

O presidente do PTN havia informado que os prédios seriam entregues entre julho de 2015 e fevereiro de 2016. Comercializou nesse esquema 287 unidades – somente uma das pessoas pagou R$ 14 mil ao dirigente para separar quatro cotas na lista por ele oferecida. Porém, ainda de acordo com a denúncia, assim que o prazo se esgotou sem a conclusão das residências, Oliveira utilizou “respostas evasivas e desculpas descabidas”. O dinheiro não foi devolvido, conforme relatou o grupo de vítimas. Três delas assinaram as acusações à Polícia Civil.

A equipe do Diário tentou por todo o dia de ontem localizar o dirigente do PTN, mas não obteve sucesso. Buscou os contatos disponibilizados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas os telefonemas não foram atendidos. Oliveira preside o diretório local desde novembro de 2013.

No cenário político, o PTN tem pouca representatividade na cidade. Jamais elegeu um vereador ou lançou candidato ao Paço. Na eleição passada, o PTN esteve coligado com o PSDB, em arco que apoiava a candidatura de Raimundo Salles (na época no PDT e hoje no PPS), que terminou o pleito em terceiro lugar. Oliveira atuou como um dos coordenadores de campanha da deputada federal Renata Abreu (PTN) em Santo André. 

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