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Ator Juca de Oliveira interpreta Rei Lear e
outros cinco em peça que chega a Sto.André


Miriam Gimenes

17/02/2016 | 07:00


 Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente. Esta foi a constatação do Rei Lear, escrito em 1606 por William Shakespeare (1564-1616), e que será interpretado no fim de semana por Juca de Oliveira, no Teatro Municipal de Santo André. Trata-se de um espetáculo solo – em que ele faz seis personagens – com tradução e adaptação de Geraldo Carneiro e direção de Elias Andreato.

O personagem não poderia cair em melhores mãos. Com quase 60 anos de carreira, Juca está em sua quarta obra do dramaturgo inglês: já fez Júlio César (1966), Ricardo III (1975) e Otelo (1982). “O Shakespeare é o sonho de todos os atores no mundo, então tenho privilégio enorme de fazer mais esta obra dele. Fui assistir a uma palestra do Geraldo (Carneiro) e disse para ele que, na minha idade (80 anos), restam poucos personagens. Qual me sugeriria? E ele me convidou para o Rei Lear. Topei na hora”, lembra.

Para quem não sabe, Lear, Rei da Bretanha, decide, aos 80 anos, dividir o reino entre as três filhas (Goneril, Regan e Cordélia, todas feitas por Juca, além do Bobo e do Conde de Kent). Só que a cobiça e ingratidão de duas delas, tema central do texto, tornam esta obra-prima dolorosamente atual. “Geraldo foi feliz nesta adaptação, ficou muito específico o conflito entre pais e filhos. o desamor, o desejo de ter o bem dos pais, algo contemporâneo e excepcionalmente fácil de entender.” E Geraldo completa. “Aqui, Lear é sujeito e narrador de sua própria história. E vemos que o que parecia monstruoso na violência de seu tempo é cada vez mais parecido com os monstros da sociedade contemporânea.”

O sucesso do espetáculo – que já teve duas temporadas em São Paulo, uma no Rio e agora deve rodar o País – se dá também, segundo o ator, à direção de Elias, que primou para que tudo estivesse centrado no único ator, vestido com roupas pretas, sem a habitual coroa de rei, e um cenário simples. “Esse espetáculo foi enorme surpresa e houve paixão desenfreada (do público) logo no início. Foi a única peça da minha vida que ficou lotada em todas as apresentações. O boca a boca é muito importante.” Ele, que já tem cerca de 40 peças no currículo, conta que há negociação até para se apresentarem em Portugal.

E começar a temporada de 2016 por Santo André não foi por acaso. “Desde que estava no (Teatro de Arena, em 1961, Santo André sempre foi a primeira cidade a se apresentar pela tradição no teatro. É praticamente a capital cultural de São Paulo. Estou feliz e animado em pisar no palco daí novamente.” O público é quem agradece.

Rei Lear – Espetáculo. Teatro Municipal de Santo André (Praça 4º Centenário). Sábado, às 21h, e domingo, às 19h. O ingresso custa R$ 60 (R$ 50 ]até sexta-feira na bilheteria) e pode ser comprado também nos sites www.bilheteriaexpress.com.br, www.bilheteriarapida.com.br e www.compreingressos.com. Mais informações pelo telefone 2093-3176. 



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Seis em um

Ator Juca de Oliveira interpreta Rei Lear e
outros cinco em peça que chega a Sto.André

Miriam Gimenes

17/02/2016 | 07:00


 Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente. Esta foi a constatação do Rei Lear, escrito em 1606 por William Shakespeare (1564-1616), e que será interpretado no fim de semana por Juca de Oliveira, no Teatro Municipal de Santo André. Trata-se de um espetáculo solo – em que ele faz seis personagens – com tradução e adaptação de Geraldo Carneiro e direção de Elias Andreato.

O personagem não poderia cair em melhores mãos. Com quase 60 anos de carreira, Juca está em sua quarta obra do dramaturgo inglês: já fez Júlio César (1966), Ricardo III (1975) e Otelo (1982). “O Shakespeare é o sonho de todos os atores no mundo, então tenho privilégio enorme de fazer mais esta obra dele. Fui assistir a uma palestra do Geraldo (Carneiro) e disse para ele que, na minha idade (80 anos), restam poucos personagens. Qual me sugeriria? E ele me convidou para o Rei Lear. Topei na hora”, lembra.

Para quem não sabe, Lear, Rei da Bretanha, decide, aos 80 anos, dividir o reino entre as três filhas (Goneril, Regan e Cordélia, todas feitas por Juca, além do Bobo e do Conde de Kent). Só que a cobiça e ingratidão de duas delas, tema central do texto, tornam esta obra-prima dolorosamente atual. “Geraldo foi feliz nesta adaptação, ficou muito específico o conflito entre pais e filhos. o desamor, o desejo de ter o bem dos pais, algo contemporâneo e excepcionalmente fácil de entender.” E Geraldo completa. “Aqui, Lear é sujeito e narrador de sua própria história. E vemos que o que parecia monstruoso na violência de seu tempo é cada vez mais parecido com os monstros da sociedade contemporânea.”

O sucesso do espetáculo – que já teve duas temporadas em São Paulo, uma no Rio e agora deve rodar o País – se dá também, segundo o ator, à direção de Elias, que primou para que tudo estivesse centrado no único ator, vestido com roupas pretas, sem a habitual coroa de rei, e um cenário simples. “Esse espetáculo foi enorme surpresa e houve paixão desenfreada (do público) logo no início. Foi a única peça da minha vida que ficou lotada em todas as apresentações. O boca a boca é muito importante.” Ele, que já tem cerca de 40 peças no currículo, conta que há negociação até para se apresentarem em Portugal.

E começar a temporada de 2016 por Santo André não foi por acaso. “Desde que estava no (Teatro de Arena, em 1961, Santo André sempre foi a primeira cidade a se apresentar pela tradição no teatro. É praticamente a capital cultural de São Paulo. Estou feliz e animado em pisar no palco daí novamente.” O público é quem agradece.

Rei Lear – Espetáculo. Teatro Municipal de Santo André (Praça 4º Centenário). Sábado, às 21h, e domingo, às 19h. O ingresso custa R$ 60 (R$ 50 ]até sexta-feira na bilheteria) e pode ser comprado também nos sites www.bilheteriaexpress.com.br, www.bilheteriarapida.com.br e www.compreingressos.com. Mais informações pelo telefone 2093-3176. 

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