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Brasil recua 1,6 ponto no índice de produtividade mundial


Karina Nappi
Do Diário do Grande ABC

13/09/2011 | 07:03


O nível de desaceleração da economia no Brasil está mais visível do que as principais economias do mundo. Esta é uma percepção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. O relatório da entidade, que antecipa a atividade econômica nos próximos seis a nove meses, está mais fraco no Brasil do que em qualquer outro país.

A OCDE aponta que forte o crescimento em 2010 removeu todas as folgas da economia brasileira. "Gastos de infraestrutura maciça podem apoiar a demanda doméstica que será forte nos próximos anos. As pressões inflacionárias são, portanto, uma ameaça. Os mercados de trabalho continuarão a ser apertados e os efeitos da apreciação cambial significativa irão se dissipar", aponta.

O chamado indicador composto avançado (CLI, na sigla em inglês) tem como base o valor 100, que representa a intensidade da atividade econômica no longo prazo. Depois da crise de 2008, o País conseguiu manter o indicador acima desta base, até julho quando marcou 95.

"É um indicativo forte de que o Brasil terá desaceleração nos próximos seis a nove meses. Mas a intensidade dessa desaceleração não é algo que possamos medir através do CLI. Esta desaceleração não garante que será mais intensa que em outros países, mas é certo que acontecerá no Brasil", relata o porta-voz da OCDE, Nadim Ahmad.

A entidade relatou que países como os Estados Unidos e os integrantes da zona do euro ficaram acima da base de 100, o que os denomina como leve desaceleração.

No caso do Japão (104), onde houve estabilidade nos últimos dois meses, a OCDE acredita que a economia japonesa já esteja chegando próximo do ponto de inflexão.

Entre os emergentes, a China está com 100,3. A Índia com queda também ficou com o CLI de 95,7.

"A recuperação econômica parece ter chegado perto de uma parada nas principais economias industrializadas, com o lixo doméstico em queda e confiança nos negócios que afetam o comércio mundial e do emprego", de acordo com a nova análise da OCDE. A expansão continua forte na maioria das economias emergentes, embora a ritmo mais moderado.

O crescimento está se revelando muito mais lento do que pensávamos há três meses e o risco de ficar no negativo no futuro aumentou", diz o economista chefe da entidade Pier Carlo Padoan.

Outro dado da pesquisa mostra que a expansão econômica nas economias do G-7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Itália, França, Reino Unido e Canadá), excluindo o Japão, continuará a ser a taxa anual de menos de 1% no segundo semestre.

O lado positivo é que uma série de países está tomando sérias medidas de reforma fiscal e estrutural, que devem impulsionar a confiança.

A OCDE recomenda que os bancos centrais mantenham as taxas de juros nos níveis atuais. No lado fiscal, é necessário reconstruir a confiança e os países devem tomar medidas credíveis para reduzir dívida. Planos de médio prazo de consolidação, no entanto, devem ser acompanhados pelo crescimento amigável das reformas estruturais.

 



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Brasil recua 1,6 ponto no índice de produtividade mundial

Karina Nappi
Do Diário do Grande ABC

13/09/2011 | 07:03


O nível de desaceleração da economia no Brasil está mais visível do que as principais economias do mundo. Esta é uma percepção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. O relatório da entidade, que antecipa a atividade econômica nos próximos seis a nove meses, está mais fraco no Brasil do que em qualquer outro país.

A OCDE aponta que forte o crescimento em 2010 removeu todas as folgas da economia brasileira. "Gastos de infraestrutura maciça podem apoiar a demanda doméstica que será forte nos próximos anos. As pressões inflacionárias são, portanto, uma ameaça. Os mercados de trabalho continuarão a ser apertados e os efeitos da apreciação cambial significativa irão se dissipar", aponta.

O chamado indicador composto avançado (CLI, na sigla em inglês) tem como base o valor 100, que representa a intensidade da atividade econômica no longo prazo. Depois da crise de 2008, o País conseguiu manter o indicador acima desta base, até julho quando marcou 95.

"É um indicativo forte de que o Brasil terá desaceleração nos próximos seis a nove meses. Mas a intensidade dessa desaceleração não é algo que possamos medir através do CLI. Esta desaceleração não garante que será mais intensa que em outros países, mas é certo que acontecerá no Brasil", relata o porta-voz da OCDE, Nadim Ahmad.

A entidade relatou que países como os Estados Unidos e os integrantes da zona do euro ficaram acima da base de 100, o que os denomina como leve desaceleração.

No caso do Japão (104), onde houve estabilidade nos últimos dois meses, a OCDE acredita que a economia japonesa já esteja chegando próximo do ponto de inflexão.

Entre os emergentes, a China está com 100,3. A Índia com queda também ficou com o CLI de 95,7.

"A recuperação econômica parece ter chegado perto de uma parada nas principais economias industrializadas, com o lixo doméstico em queda e confiança nos negócios que afetam o comércio mundial e do emprego", de acordo com a nova análise da OCDE. A expansão continua forte na maioria das economias emergentes, embora a ritmo mais moderado.

O crescimento está se revelando muito mais lento do que pensávamos há três meses e o risco de ficar no negativo no futuro aumentou", diz o economista chefe da entidade Pier Carlo Padoan.

Outro dado da pesquisa mostra que a expansão econômica nas economias do G-7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Itália, França, Reino Unido e Canadá), excluindo o Japão, continuará a ser a taxa anual de menos de 1% no segundo semestre.

O lado positivo é que uma série de países está tomando sérias medidas de reforma fiscal e estrutural, que devem impulsionar a confiança.

A OCDE recomenda que os bancos centrais mantenham as taxas de juros nos níveis atuais. No lado fiscal, é necessário reconstruir a confiança e os países devem tomar medidas credíveis para reduzir dívida. Planos de médio prazo de consolidação, no entanto, devem ser acompanhados pelo crescimento amigável das reformas estruturais.

 

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