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Onze soldados são mortos na zona tribal do Paquistão


Da AFP

23/03/2004 | 11:17


Pelo menos 11 soldados paquistaneses foram mortos na segunda e terça-feira em dois ataques contra um acampamento e um comboio militares na zona tribal paquistanesa da fronteira com o Afeganistão, onde desde quinta-feira estão cercados cerca de 500 extremistas islamitas.

Segundo uma fonte dos serviços paquistaneses de segurança, três soldados foram mortos e quatro feridos no ataque desta terça, realizado com um foguete contra um acampamento militar perto de Parachinar, norte da zona tribal, a 150 km de Wana, onde estão cercados os extremistas.

Nas proximidades de Wana, oito soldados foram mortos na véspera em uma emboscada contra um comboio de abastecimento a uns 30 km de sua base, segundo informaram fontes dos serviços de inteligência.

Uma trégua está sendo mantida pelo segundo dia consecutivo na região dentro de um perímetro de 60 km, que está cercado pelas forças paquistanesas, ao redor dos povoados de Kaloshah e Shin Warzak, entre Wana, cidade situada 300 km ao sudoeste de Islamabad, perto da fronteira afegã.

"Não houve nenhum disparo, nenhuma atividade", afirmou à AFP o porta-voz das forças armadas paquistanesas, o general Shaukat Sultan. E acrescentou: "está relativamente em calma desde ontem (segunda-feira). Não houve nenhum disparo de nenhum dos dois lados". Esta trégua tem por objetivo permitir uma mediação das autoridades tribais junto ao clã dos Yarguljel, considerado pelo exército paquistanês como "cúmplice dos terroristas", supostos membros da Al Qaeda, ex-talibãs e membros das tribos locais.

Uma delegação de quase 20 chefes tribais foi ao local na segunda-feira para negociar a rendição dos combatentes e a libertação de uma dúzia de soldados paquistaneses feitos reféns pelos sitiados. "Fomos negociar com as pessoas que abrigam os estrangeiros (termo utilizado para falar dos elementos da Al Qaeda originários de países árabes ou da Ásia Central), mas não pudemos encontrá-los, pois ninguém se apresentou", disse um dos membros da delegação, Anwar Wazir. "Não temos informação a respeito, esperamos ficar a par", informou na manhã desta terça-feira o general Sultan sobre estas negociações.

Balanço - Quanto ao balanço global das operações, poucas informações foram divulgadas. Nos primeiros combates de 16 de março morreram várias dezenas de membros das forças armadas e paramilitares. Segundo o balanço oficial, 16 soldados foram mortos, mas, de maneira anônima, integrantes dos serviços de inteligência ocidentais calculavam as baixas paquistanesas "entre 60 e 100".

Pelo menos 24 "terroristas", entre os quais vários "estrangeiros", foram mortos, segundo o exército paquistanês, que reconheceu ter recuperado os corpos de dois deles. Por outro lado, pelo menos 12 soldados e dois dirigentes civis foram seqüestrados no dia 16 de março e sua libertação é uma das condições propostas pelos mediadores.



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Onze soldados são mortos na zona tribal do Paquistão

Da AFP

23/03/2004 | 11:17


Pelo menos 11 soldados paquistaneses foram mortos na segunda e terça-feira em dois ataques contra um acampamento e um comboio militares na zona tribal paquistanesa da fronteira com o Afeganistão, onde desde quinta-feira estão cercados cerca de 500 extremistas islamitas.

Segundo uma fonte dos serviços paquistaneses de segurança, três soldados foram mortos e quatro feridos no ataque desta terça, realizado com um foguete contra um acampamento militar perto de Parachinar, norte da zona tribal, a 150 km de Wana, onde estão cercados os extremistas.

Nas proximidades de Wana, oito soldados foram mortos na véspera em uma emboscada contra um comboio de abastecimento a uns 30 km de sua base, segundo informaram fontes dos serviços de inteligência.

Uma trégua está sendo mantida pelo segundo dia consecutivo na região dentro de um perímetro de 60 km, que está cercado pelas forças paquistanesas, ao redor dos povoados de Kaloshah e Shin Warzak, entre Wana, cidade situada 300 km ao sudoeste de Islamabad, perto da fronteira afegã.

"Não houve nenhum disparo, nenhuma atividade", afirmou à AFP o porta-voz das forças armadas paquistanesas, o general Shaukat Sultan. E acrescentou: "está relativamente em calma desde ontem (segunda-feira). Não houve nenhum disparo de nenhum dos dois lados". Esta trégua tem por objetivo permitir uma mediação das autoridades tribais junto ao clã dos Yarguljel, considerado pelo exército paquistanês como "cúmplice dos terroristas", supostos membros da Al Qaeda, ex-talibãs e membros das tribos locais.

Uma delegação de quase 20 chefes tribais foi ao local na segunda-feira para negociar a rendição dos combatentes e a libertação de uma dúzia de soldados paquistaneses feitos reféns pelos sitiados. "Fomos negociar com as pessoas que abrigam os estrangeiros (termo utilizado para falar dos elementos da Al Qaeda originários de países árabes ou da Ásia Central), mas não pudemos encontrá-los, pois ninguém se apresentou", disse um dos membros da delegação, Anwar Wazir. "Não temos informação a respeito, esperamos ficar a par", informou na manhã desta terça-feira o general Sultan sobre estas negociações.

Balanço - Quanto ao balanço global das operações, poucas informações foram divulgadas. Nos primeiros combates de 16 de março morreram várias dezenas de membros das forças armadas e paramilitares. Segundo o balanço oficial, 16 soldados foram mortos, mas, de maneira anônima, integrantes dos serviços de inteligência ocidentais calculavam as baixas paquistanesas "entre 60 e 100".

Pelo menos 24 "terroristas", entre os quais vários "estrangeiros", foram mortos, segundo o exército paquistanês, que reconheceu ter recuperado os corpos de dois deles. Por outro lado, pelo menos 12 soldados e dois dirigentes civis foram seqüestrados no dia 16 de março e sua libertação é uma das condições propostas pelos mediadores.

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