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Prefeitura manda água mineral para Emebs


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

10/05/2011 | 07:23


Diante da suspeita de contaminação na água fornecida aos estudantes das Emebs (Escolas Municipais de Ensino Básico) Cléia Maria Teures de Souza e Antonio dos Santos Faria, no Jardim Represa, em São Bernardo, a Prefeitura anunciou ontem que suspendeu a distribuição, mantendo o abastecimento por meio de galões com água mineral. A medida foi adotada até que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) conclua a avaliação da amostra do material recolhida na escola.

Pelo menos desde fevereiro as mães dos estudantes suspeitam de algo diferente na água fornecida nas escolas. No entanto, foi na quinta-feira que o problema começou a ter maior repercussão entre as famílias das crianças, a maioria entre 2 e 5 anos.

De acordo com as mães, apenas no sábado, cerca de 100 alunos foram atendidos com sintomas de contaminação na unidade de Saúde do bairro e na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Demarchi. Alguns ainda seguem internados com diarreia e vômito.

Ontem à tarde, uma funcionária da escola, que preferiu não se identificar, disse que o problema tem afetado também a saúde dos professores.

A dona de casa Kelly Lima dos Santos, 27 anos, disse que o material juntou-se com o esgoto e que era possível sentir o cheiro de fezes. "Minha filha chegou a sangrar de tanta diarreia. Quando fervia a água, fazia espuma", contou. Muitas mães decidiram não levar mais as crianças à unidade escolar.

A dona de casa Cristiane dos Santos, 34, mudou-se há pouco mais de um mês para o bairro. Seu filho adoeceu na primeira semana de aula. "Faz 25 dias. Deve ter sido um dos primeiros que ficaram doentes. Ele perdeu seis quilos e pegou trauma de tomar água."

Enquanto a equipe do Diário esteve na escola, outra mãe chegou para buscar o filho, após ser avisada de que a criança estava com diarreia constante. Os diretores e vice-diretores da escola não foram encontrados para comentar os casos.

Em nota, a Prefeitura informou que a Vigilância Epidemiológica está levantando o número de atendimentos de crianças com quadro de diarreia e vômito pelas unidades de Saúde da região. A Secretaria de Educação esclareceu que as caixas-d'água das unidades foram esgotadas, lavadas e desinfetadas por medida de prevenção.



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Prefeitura manda água mineral para Emebs

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

10/05/2011 | 07:23


Diante da suspeita de contaminação na água fornecida aos estudantes das Emebs (Escolas Municipais de Ensino Básico) Cléia Maria Teures de Souza e Antonio dos Santos Faria, no Jardim Represa, em São Bernardo, a Prefeitura anunciou ontem que suspendeu a distribuição, mantendo o abastecimento por meio de galões com água mineral. A medida foi adotada até que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) conclua a avaliação da amostra do material recolhida na escola.

Pelo menos desde fevereiro as mães dos estudantes suspeitam de algo diferente na água fornecida nas escolas. No entanto, foi na quinta-feira que o problema começou a ter maior repercussão entre as famílias das crianças, a maioria entre 2 e 5 anos.

De acordo com as mães, apenas no sábado, cerca de 100 alunos foram atendidos com sintomas de contaminação na unidade de Saúde do bairro e na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Demarchi. Alguns ainda seguem internados com diarreia e vômito.

Ontem à tarde, uma funcionária da escola, que preferiu não se identificar, disse que o problema tem afetado também a saúde dos professores.

A dona de casa Kelly Lima dos Santos, 27 anos, disse que o material juntou-se com o esgoto e que era possível sentir o cheiro de fezes. "Minha filha chegou a sangrar de tanta diarreia. Quando fervia a água, fazia espuma", contou. Muitas mães decidiram não levar mais as crianças à unidade escolar.

A dona de casa Cristiane dos Santos, 34, mudou-se há pouco mais de um mês para o bairro. Seu filho adoeceu na primeira semana de aula. "Faz 25 dias. Deve ter sido um dos primeiros que ficaram doentes. Ele perdeu seis quilos e pegou trauma de tomar água."

Enquanto a equipe do Diário esteve na escola, outra mãe chegou para buscar o filho, após ser avisada de que a criança estava com diarreia constante. Os diretores e vice-diretores da escola não foram encontrados para comentar os casos.

Em nota, a Prefeitura informou que a Vigilância Epidemiológica está levantando o número de atendimentos de crianças com quadro de diarreia e vômito pelas unidades de Saúde da região. A Secretaria de Educação esclareceu que as caixas-d'água das unidades foram esgotadas, lavadas e desinfetadas por medida de prevenção.

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