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Setor de home care cresce até 5% ao ano


Marina Teodoro
Especial para o Diário

21/06/2015 | 07:00


Utilizar os serviços de home care está se tornando prática cada vez mais comum no Brasil. O tratamento domiciliar para pacientes que recebem alta do hospital, mas precisam estar sob cuidados médicos em casa, cresce de 3% a 5% ao ano em todo o País.

De acordo com o levantamento realizado pelo Nead (Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar), o número de empresas que oferecem esse serviço foi de 108, em 2005, para 400, em 2013. O estudo ainda aponta que o faturamento do setor atualmente ultrapassa os R$ 10 bilhões.

Para o diretor de negócios da Integral Saúde, provedora de soluções em saúde e home care, Leonardo Zimmerman, a expansão do setor deve continuar, apesar da crise econômica, devido ao envelhecimento da população. “A demanda não para de crescer. A previsão é que pessoas com 70 anos serão um terço da população até 2020.”

Atualmente o número de pessoas com 65 anos ou mais no País é de 14,9 milhões, mas em 2020 passará para 32 milhões, e em 2060 serão quase 59 milhões. Sendo assim, o número de indivíduos com doenças crônicas e que demandem atenção a longo prazo também crescerá, aumentando a procura pelo setor de saúde suplementar. Para Zimmerman, outro fator que implica na necessidade do home care é a pequena quantidade de leitos hospitalares disponíveis para o enorme número de pacientes que precisam de tratamento. “A quantidade de leitos não cresce na mesma proporção da demanda. O Conselho Federal de Medicina já afirmou que a quantia é insuficiente para suprir as necessidades mínimas dos hospitais.”

Apesar da necessidade de ampliação de vagas, um estudo feito pelo Conselho Federal de Medicina aponta que, ao considerar apenas o SUS (Sistema Único de Saúde), perdeu-se aproximadamente 15 mil leitos de internação entre julho de 2010 e julho de 2014, média de cerca de dez leitos por dia.

GRANDE ABC

Se consideradas as sete cidades da região, o gasto da população com cuidados médicos domiciliares é de R$ 150 milhões anuais. Esse valor representa 7,5% do valor movimentado em todo o Estado. Ao excluir a cidade de São Paulo da conta, essa fatia se torna de 11,5%, de um universo de 637 cidades.

O diretor de negócios da Integral Saúde ressalta que o Grande ABC tem uma mercado razoavelmente consolidado, devido a estrutura de hospitais e faculdades de Medicina que a região comporta. “O índice de cobertura da população pelos planos de saúde é um dos mais altos do País.”


Convívio em família beneficia paciente

Os cuidados dentro de casa também trazem benefícios para o paciente. O convívio dentro do lar, com a família, são pontos positivos que contam para o bem-estar do indivíduo.

“Além da sensação de maior conforto, comparado ao hospital, tanto para o paciente, quanto para os familiares, os centros médicos são grande foco de infecção, o que é evitado ao utilizar o serviço de home care”, comenta o diretor da Integral Saúde, Leonardo Zimmerman.

O custo também é menor para a fonte pagadora, seja ela um plano de saúde ou particular. “É mais rentável. Um paciente de atenção domiciliar gera um gasto de R$ 2.000 a R$ 4.000. Em um hospital, esse valor subiria para R$ 15 mil a R$ 20 mil”, explica Zimmerman.

Os planos de saúde não são obrigados a cobrir a assistência domiciliar. “Mas é cada vez mais comum que eles ofereçam, pela lógica econômica e assistencial, o serviço de home care como alternativa para internação hospitalar de longa duração.

ASSISTÊNCIA

Para que o paciente receba o serviço é preciso autorização médica e avaliação técnica, além de aceitação da família. O maior número de pacientes que recebem esse tipo de assistência são os que possuem algum tipo de doença crônica.

Foi o que aconteceu com a aposentada Maria do Socorro, 54 anos, de São Bernardo, quando aceitou os cuidados para a mãe, 81, com Alzheimer. “Conforme foi passando o tempo, minha mãe teve convulsões, foi internada, teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e então parou de andar, falar e comer.”

A alta médica só seria possível com o serviço de home care. “O médico solicitou, mas o convênio não aceitou de primeira. Entramos com uma liminar e ganhamos a causa e minha mãe pôde vir para casa em julho de 2014.”

Desde então, Maria, que mora com a mãe para cuidar dela, recebe também a visita de enfermeiros para os cuidados da matriarca. “São dois turnos, às 7h e às 19h, todos os dias”, conta. Para ela, o serviço vale a pena, pela tranquilidade e segurança. “Não preciso mais ir ao hospital todos os dias. Além de não correr o risco de pegar alguma doença lá, também ficamos mais confiantes pois sabemos que ela está em boas mãos.” 



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Setor de home care cresce até 5% ao ano

Marina Teodoro
Especial para o Diário

21/06/2015 | 07:00


Utilizar os serviços de home care está se tornando prática cada vez mais comum no Brasil. O tratamento domiciliar para pacientes que recebem alta do hospital, mas precisam estar sob cuidados médicos em casa, cresce de 3% a 5% ao ano em todo o País.

De acordo com o levantamento realizado pelo Nead (Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar), o número de empresas que oferecem esse serviço foi de 108, em 2005, para 400, em 2013. O estudo ainda aponta que o faturamento do setor atualmente ultrapassa os R$ 10 bilhões.

Para o diretor de negócios da Integral Saúde, provedora de soluções em saúde e home care, Leonardo Zimmerman, a expansão do setor deve continuar, apesar da crise econômica, devido ao envelhecimento da população. “A demanda não para de crescer. A previsão é que pessoas com 70 anos serão um terço da população até 2020.”

Atualmente o número de pessoas com 65 anos ou mais no País é de 14,9 milhões, mas em 2020 passará para 32 milhões, e em 2060 serão quase 59 milhões. Sendo assim, o número de indivíduos com doenças crônicas e que demandem atenção a longo prazo também crescerá, aumentando a procura pelo setor de saúde suplementar. Para Zimmerman, outro fator que implica na necessidade do home care é a pequena quantidade de leitos hospitalares disponíveis para o enorme número de pacientes que precisam de tratamento. “A quantidade de leitos não cresce na mesma proporção da demanda. O Conselho Federal de Medicina já afirmou que a quantia é insuficiente para suprir as necessidades mínimas dos hospitais.”

Apesar da necessidade de ampliação de vagas, um estudo feito pelo Conselho Federal de Medicina aponta que, ao considerar apenas o SUS (Sistema Único de Saúde), perdeu-se aproximadamente 15 mil leitos de internação entre julho de 2010 e julho de 2014, média de cerca de dez leitos por dia.

GRANDE ABC

Se consideradas as sete cidades da região, o gasto da população com cuidados médicos domiciliares é de R$ 150 milhões anuais. Esse valor representa 7,5% do valor movimentado em todo o Estado. Ao excluir a cidade de São Paulo da conta, essa fatia se torna de 11,5%, de um universo de 637 cidades.

O diretor de negócios da Integral Saúde ressalta que o Grande ABC tem uma mercado razoavelmente consolidado, devido a estrutura de hospitais e faculdades de Medicina que a região comporta. “O índice de cobertura da população pelos planos de saúde é um dos mais altos do País.”


Convívio em família beneficia paciente

Os cuidados dentro de casa também trazem benefícios para o paciente. O convívio dentro do lar, com a família, são pontos positivos que contam para o bem-estar do indivíduo.

“Além da sensação de maior conforto, comparado ao hospital, tanto para o paciente, quanto para os familiares, os centros médicos são grande foco de infecção, o que é evitado ao utilizar o serviço de home care”, comenta o diretor da Integral Saúde, Leonardo Zimmerman.

O custo também é menor para a fonte pagadora, seja ela um plano de saúde ou particular. “É mais rentável. Um paciente de atenção domiciliar gera um gasto de R$ 2.000 a R$ 4.000. Em um hospital, esse valor subiria para R$ 15 mil a R$ 20 mil”, explica Zimmerman.

Os planos de saúde não são obrigados a cobrir a assistência domiciliar. “Mas é cada vez mais comum que eles ofereçam, pela lógica econômica e assistencial, o serviço de home care como alternativa para internação hospitalar de longa duração.

ASSISTÊNCIA

Para que o paciente receba o serviço é preciso autorização médica e avaliação técnica, além de aceitação da família. O maior número de pacientes que recebem esse tipo de assistência são os que possuem algum tipo de doença crônica.

Foi o que aconteceu com a aposentada Maria do Socorro, 54 anos, de São Bernardo, quando aceitou os cuidados para a mãe, 81, com Alzheimer. “Conforme foi passando o tempo, minha mãe teve convulsões, foi internada, teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e então parou de andar, falar e comer.”

A alta médica só seria possível com o serviço de home care. “O médico solicitou, mas o convênio não aceitou de primeira. Entramos com uma liminar e ganhamos a causa e minha mãe pôde vir para casa em julho de 2014.”

Desde então, Maria, que mora com a mãe para cuidar dela, recebe também a visita de enfermeiros para os cuidados da matriarca. “São dois turnos, às 7h e às 19h, todos os dias”, conta. Para ela, o serviço vale a pena, pela tranquilidade e segurança. “Não preciso mais ir ao hospital todos os dias. Além de não correr o risco de pegar alguma doença lá, também ficamos mais confiantes pois sabemos que ela está em boas mãos.” 

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