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Atenção nos gastos com roupas de inverno

Celso Luiz/DGABC: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Para economizar, consumidor deve
ficar atento e pesquisar antes da compra


Marina Teodoro
Especial para o Diário

21/06/2015 | 07:00


Hoje, às 13h38, é declarada oficialmente a chegada do inverno. É nessa época que os casacos saem do armário e os sapatos são trocados por botas reforçadas. Mas nem sempre as peças do ano passado duram ou servem, e, para não gastar mais do que se deve com roupas para enfrentar o frio, é preciso ter atenção na hora de ir às compras.

Uma das primeiras dicas para quem pensa em adquirir novos itens para compor o look do inverno e gastar pouco é ficar atento às promoções. As lojas costumam ofertar seus produtos no fim das estações, mas, mesmo quando o frio já começou, é possível encontrar preços mais acessíveis tanto no comércio tradicional quanto em feiras de malhas, brechós e outlets.

O professor de finanças José Matias Filho, da Universidade Mackenzie, ensina que é preciso saber os valores praticados anteriormente antes de comprar o que os estabelecimentos dizem ser promoção. “Algumas lojas permanecem com preços altos, e o consumidor é enganado.”

“Nesse caso, a internet pode ser uma saída. “É um ótimo lugar para pesquisar”, conta ele, mas adverte: “O problema é que não dá para negociar”. Muitas vezes, os valores em lojas virtuais podem ser mais em conta, mas é preciso ter atenção com o frete, e com a política de troca para não sair no prejuízo.

Os pagamentos à vista sempre compensam mais. “É uma possibilidade de negociação para quem quer descontos, e um jeito de não gastar mais do que se tem”, explica o professor. Mas nem todos têm o dinheiro reservado para tais gastos e acabam optando pelo pagamento a longo prazo.

“Nesse caso é preciso ter cuidado e gastar apenas o que se pode comprar. Não se deve comprometer mais do que 70% da renda com compras no mês”, afirma Matias Filho. O consumidor precisa fazer as contas para que os gastos com roupas e outros tipos de aquisições não ultrapassem esse percentual, para que tudo seja pago em dia.

“O pior financiamento é o do cartão de crédito. Os juros são os mais caros, por isso é importante que se tenha a quantia necessária para pagamento total da parcela mensal do cartão”, declara ele.

NA MODA

Para evitar gastos com itens que serão facilmente substituídos, a dica é investir em peças clássicas e de qualidade, afirma a professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion Elisângela Gomes. Ela indica jaquetas e casacos em cores neutras. “Preto, azul marinho, cinza, bege, branco e vermelho são boas escolhas para qualquer tipo de roupa, pois combinam com tudo.”

“Casacos pretos, jaquetas de couro ou jeans, camisa de corte clássico, legging preta, fosca ou cirre (tecido que imita couro), casacos de malha ou tricô e botas de cano alto e baixo nunca saem das passarelas”, conta Elisângela.

Produtos de boa qualidade também fazem toda a diferença. “Às vezes, quando investimos mais, a garantia de durabilidade é maior e compensa”, explica ela, que sugere a preferência por produtos 100% algodão, ou couro, em detrimento aos sintéticos.

Reaproveitar peças ajuda a conter gastos

No caso de quem já tem roupas em bom estado, a possibilidade de gastar menos é ainda maior se o consumidor reaproveitar os itens dos anos anteriores ou trocar peças com amigos.

Essa foi a solução encontrada pela estudante de moda Petra Loffiego Campana, de São Caetano, 21 anos. “Geralmente, quando algo não me agrada mais, eu costumo trocar com minhas amigas. Fazemos isso sempre, e dá muito certo, porque, além de economizar, não enjoa.”

Peças de outras estações também são bem-vindas no inverno. Essa é a técnica que a atriz são-bernardense Marília Alexandre Costa Machado, 25, usa quando não reserva dinheiro para as roupas novas. “Geralmente compro parcelado, mas, para evitar dívidas, acabo usando a criatividade com o que eu tenho.” “Saias, vestidos, e coletes que geralmente são utilizados no verão, podem compôr o look com meias-calças, cacharrel, e casacos” ensina a professora Elisângela Gomes, do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Para quem quer inovar, a dica é lançar mão de acessórios para dar uma nova aparência ao item antigo. “Lenços, gorros, boinas, pashmina podem fazer a diferença.

Além dessas dicas, é importante o cuidado com a maneira de conservação da peça, que pode prolongar a durabilidade do item para outros invernos. “Ao lavar as roupas após o fim da estação, dobre as malhas sempre na horizontal e não coloque malhas em cabides para não criar pontas. Coloque casacos e blazers em embalagens plásticas e em cabides para evitar umidade e odores” indica Elisângela. 



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Atenção nos gastos com roupas de inverno

Para economizar, consumidor deve
ficar atento e pesquisar antes da compra

Marina Teodoro
Especial para o Diário

21/06/2015 | 07:00


Hoje, às 13h38, é declarada oficialmente a chegada do inverno. É nessa época que os casacos saem do armário e os sapatos são trocados por botas reforçadas. Mas nem sempre as peças do ano passado duram ou servem, e, para não gastar mais do que se deve com roupas para enfrentar o frio, é preciso ter atenção na hora de ir às compras.

Uma das primeiras dicas para quem pensa em adquirir novos itens para compor o look do inverno e gastar pouco é ficar atento às promoções. As lojas costumam ofertar seus produtos no fim das estações, mas, mesmo quando o frio já começou, é possível encontrar preços mais acessíveis tanto no comércio tradicional quanto em feiras de malhas, brechós e outlets.

O professor de finanças José Matias Filho, da Universidade Mackenzie, ensina que é preciso saber os valores praticados anteriormente antes de comprar o que os estabelecimentos dizem ser promoção. “Algumas lojas permanecem com preços altos, e o consumidor é enganado.”

“Nesse caso, a internet pode ser uma saída. “É um ótimo lugar para pesquisar”, conta ele, mas adverte: “O problema é que não dá para negociar”. Muitas vezes, os valores em lojas virtuais podem ser mais em conta, mas é preciso ter atenção com o frete, e com a política de troca para não sair no prejuízo.

Os pagamentos à vista sempre compensam mais. “É uma possibilidade de negociação para quem quer descontos, e um jeito de não gastar mais do que se tem”, explica o professor. Mas nem todos têm o dinheiro reservado para tais gastos e acabam optando pelo pagamento a longo prazo.

“Nesse caso é preciso ter cuidado e gastar apenas o que se pode comprar. Não se deve comprometer mais do que 70% da renda com compras no mês”, afirma Matias Filho. O consumidor precisa fazer as contas para que os gastos com roupas e outros tipos de aquisições não ultrapassem esse percentual, para que tudo seja pago em dia.

“O pior financiamento é o do cartão de crédito. Os juros são os mais caros, por isso é importante que se tenha a quantia necessária para pagamento total da parcela mensal do cartão”, declara ele.

NA MODA

Para evitar gastos com itens que serão facilmente substituídos, a dica é investir em peças clássicas e de qualidade, afirma a professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion Elisângela Gomes. Ela indica jaquetas e casacos em cores neutras. “Preto, azul marinho, cinza, bege, branco e vermelho são boas escolhas para qualquer tipo de roupa, pois combinam com tudo.”

“Casacos pretos, jaquetas de couro ou jeans, camisa de corte clássico, legging preta, fosca ou cirre (tecido que imita couro), casacos de malha ou tricô e botas de cano alto e baixo nunca saem das passarelas”, conta Elisângela.

Produtos de boa qualidade também fazem toda a diferença. “Às vezes, quando investimos mais, a garantia de durabilidade é maior e compensa”, explica ela, que sugere a preferência por produtos 100% algodão, ou couro, em detrimento aos sintéticos.

Reaproveitar peças ajuda a conter gastos

No caso de quem já tem roupas em bom estado, a possibilidade de gastar menos é ainda maior se o consumidor reaproveitar os itens dos anos anteriores ou trocar peças com amigos.

Essa foi a solução encontrada pela estudante de moda Petra Loffiego Campana, de São Caetano, 21 anos. “Geralmente, quando algo não me agrada mais, eu costumo trocar com minhas amigas. Fazemos isso sempre, e dá muito certo, porque, além de economizar, não enjoa.”

Peças de outras estações também são bem-vindas no inverno. Essa é a técnica que a atriz são-bernardense Marília Alexandre Costa Machado, 25, usa quando não reserva dinheiro para as roupas novas. “Geralmente compro parcelado, mas, para evitar dívidas, acabo usando a criatividade com o que eu tenho.” “Saias, vestidos, e coletes que geralmente são utilizados no verão, podem compôr o look com meias-calças, cacharrel, e casacos” ensina a professora Elisângela Gomes, do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Para quem quer inovar, a dica é lançar mão de acessórios para dar uma nova aparência ao item antigo. “Lenços, gorros, boinas, pashmina podem fazer a diferença.

Além dessas dicas, é importante o cuidado com a maneira de conservação da peça, que pode prolongar a durabilidade do item para outros invernos. “Ao lavar as roupas após o fim da estação, dobre as malhas sempre na horizontal e não coloque malhas em cabides para não criar pontas. Coloque casacos e blazers em embalagens plásticas e em cabides para evitar umidade e odores” indica Elisângela. 

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