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Camelôs terão de deixar a estação de Santo André


Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

19/01/2005 | 12:01


A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) vai começar nesta quarta-feira a remoção de 20 camelôs fixados na entrada da estação Santo André, na rua Queirós dos Santos, região Central da cidade. As barracas estão instaladas  há cinco anos no terreno da empresa. “Eles ocupam o espaço livre em frente à estação e atrapalham o fluxo de pessoas. A estação cresceu e não comporta mais usuários e ambulantes juntos”, diz o diretor de Relações Comunitárias da CPTM, Luiz Ferretti.

A administração municipal apóia a iniciativa da companhia. Segundo a secretária de Obras e Serviços Públicos de Santo André, Miriam Mois Blois, a gestão do prefeito João Avamileno (PT) vai priorizar, a partir deste ano, a implementação do projeto de revitalização do Centro. Com as obras, está prevista a realocação dos cerca de 1,2 mil vendedores informais que atuam na área central de Santo André.

Os camelôs reclamam das exigências feitas pela CPTM para que continuem a ocupar o local. Se quiserem vender seus produtos na área, terão de pagar aluguel de R$ 216 pelo m² ocupado e comprar quiosques que, segundo os ambulantes, variam de R$ 1 mil a R$ 4 mil conforme o tamanho. A empresa deu prazo de 18 meses para a adaptação e se comprometeu a parcelar em até dez vezes a compra do quiosque.

“Vamos brigar e fazer o que for possível para permanecer na estação. Caso contrário, como vamos viver?”, afirma Laura Maria Rodrigues da Silva, 32 anos, que vende doces na porta da estação. Ela diz não ter condições de pagar pelo aluguel do espaço.

Mas o objetivo da CPTM é mesmo retirar todos os camelôs na área externa à estação de trem. Em abril de 2002, os ambulantes que dividiam o espaço foram cadastrados pela empresa. “Quando aceitamos que ficassem, pedimos que nos ajudassem a remover os ambulantes que vendem produtos irregularmente dentro dos trens. Mas isso não ocorreu”, diz o diretor de Relações Comunitárias da CPTM, Luiz Ferretti. Hoje, segundo ele, existem cerca de 1,5 mil vendedores ilegais no interior de vagões nos 270 Km de malha ferroviária administrada pela empresa.

Ferretti ressalta que a medida de remoção visa a comodidade e a segurança dos usuários. “O pessoal que usa o trem se embola com o aglomerado de camelôs e corre o risco de sofrer furtos e assaltos.” Cerca de 60 mil passageiros usam diariamente a linha D, que atende aos usuários do Grande ABC.

“Se o aluguel fosse mais em conta eu poderia ficar”, diz Marcos George Pereira de Oliveira, 32 anos, proprietário de uma barraca de produtos eletrônicos. Ele e a mulher Elaine, que também tem um ponto em frente à estação, dizem faturar R$ 1,3 mil por mês, em média.

Revitalização – O projeto de revitalização do Centro de Santo André foi elaborado há um ano, de acordo com a secretária de Obras e Serviços Públicos, Miriam Mois Blois. Ela disse que o plano não entrou no orçamento do ano passado, mas é prioridade nesta gestão. No entanto, ainda não há previsão de início dos trabalhos. O projeto deve consumir R$ 2 milhões e prevê a realocação dos camelôs. “Ainda não fechamos o cronograma e não acertamos para onde serão transferidos os vendedores informais”, afirma Miriam.


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Camelôs terão de deixar a estação de Santo André

Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

19/01/2005 | 12:01


A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) vai começar nesta quarta-feira a remoção de 20 camelôs fixados na entrada da estação Santo André, na rua Queirós dos Santos, região Central da cidade. As barracas estão instaladas  há cinco anos no terreno da empresa. “Eles ocupam o espaço livre em frente à estação e atrapalham o fluxo de pessoas. A estação cresceu e não comporta mais usuários e ambulantes juntos”, diz o diretor de Relações Comunitárias da CPTM, Luiz Ferretti.

A administração municipal apóia a iniciativa da companhia. Segundo a secretária de Obras e Serviços Públicos de Santo André, Miriam Mois Blois, a gestão do prefeito João Avamileno (PT) vai priorizar, a partir deste ano, a implementação do projeto de revitalização do Centro. Com as obras, está prevista a realocação dos cerca de 1,2 mil vendedores informais que atuam na área central de Santo André.

Os camelôs reclamam das exigências feitas pela CPTM para que continuem a ocupar o local. Se quiserem vender seus produtos na área, terão de pagar aluguel de R$ 216 pelo m² ocupado e comprar quiosques que, segundo os ambulantes, variam de R$ 1 mil a R$ 4 mil conforme o tamanho. A empresa deu prazo de 18 meses para a adaptação e se comprometeu a parcelar em até dez vezes a compra do quiosque.

“Vamos brigar e fazer o que for possível para permanecer na estação. Caso contrário, como vamos viver?”, afirma Laura Maria Rodrigues da Silva, 32 anos, que vende doces na porta da estação. Ela diz não ter condições de pagar pelo aluguel do espaço.

Mas o objetivo da CPTM é mesmo retirar todos os camelôs na área externa à estação de trem. Em abril de 2002, os ambulantes que dividiam o espaço foram cadastrados pela empresa. “Quando aceitamos que ficassem, pedimos que nos ajudassem a remover os ambulantes que vendem produtos irregularmente dentro dos trens. Mas isso não ocorreu”, diz o diretor de Relações Comunitárias da CPTM, Luiz Ferretti. Hoje, segundo ele, existem cerca de 1,5 mil vendedores ilegais no interior de vagões nos 270 Km de malha ferroviária administrada pela empresa.

Ferretti ressalta que a medida de remoção visa a comodidade e a segurança dos usuários. “O pessoal que usa o trem se embola com o aglomerado de camelôs e corre o risco de sofrer furtos e assaltos.” Cerca de 60 mil passageiros usam diariamente a linha D, que atende aos usuários do Grande ABC.

“Se o aluguel fosse mais em conta eu poderia ficar”, diz Marcos George Pereira de Oliveira, 32 anos, proprietário de uma barraca de produtos eletrônicos. Ele e a mulher Elaine, que também tem um ponto em frente à estação, dizem faturar R$ 1,3 mil por mês, em média.

Revitalização – O projeto de revitalização do Centro de Santo André foi elaborado há um ano, de acordo com a secretária de Obras e Serviços Públicos, Miriam Mois Blois. Ela disse que o plano não entrou no orçamento do ano passado, mas é prioridade nesta gestão. No entanto, ainda não há previsão de início dos trabalhos. O projeto deve consumir R$ 2 milhões e prevê a realocação dos camelôs. “Ainda não fechamos o cronograma e não acertamos para onde serão transferidos os vendedores informais”, afirma Miriam.

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