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Mulher morta por PM sustentava a família



06/07/2005 | 07:51


José Sidônio da Silva, 54 anos, sobreviveu à matança que vitimou sua mulher e dois enteados a quem tratava como filhos. Na madrugada desta terça-feira, gestos repetidos denunciavam seu nervosismo, pouco depois das mortes. Mas ele mantinha a voz firme e os olhos sem lágrimas. Estava pronto para denunciar o crime. "Não vou calar a boca. Isso não pode acontecer nunca mais. Moro há 36 anos em Diadema e muita gente me conhece. Se acontecer alguma coisa comigo, vão descobrir. Vou falar tudo o que vi."

O homem conta que ouviu a mulher gritando. "José, me socorra!", teria dito Tereza. "Abri a porta e o PM já estava ali para atirar. Era um maluco, um policial maluco. A polícia tem de ser preparada. Eu sei que existem policiais preparados, conheço alguns. Mas não sei como é possível um maluco desses estar na polícia". Sidônio da Silva disse que não voltará para casa e ficará com parentes. "Até do lugar onde a gente mora um maluco desse nos arranca. Olha, para isso que aconteceu não tem justiça possível. Sou católico e só espero a justiça de Deus. Não há como se fazer justiça na Terra para um caso desses."



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Mulher morta por PM sustentava a família


06/07/2005 | 07:51


José Sidônio da Silva, 54 anos, sobreviveu à matança que vitimou sua mulher e dois enteados a quem tratava como filhos. Na madrugada desta terça-feira, gestos repetidos denunciavam seu nervosismo, pouco depois das mortes. Mas ele mantinha a voz firme e os olhos sem lágrimas. Estava pronto para denunciar o crime. "Não vou calar a boca. Isso não pode acontecer nunca mais. Moro há 36 anos em Diadema e muita gente me conhece. Se acontecer alguma coisa comigo, vão descobrir. Vou falar tudo o que vi."

O homem conta que ouviu a mulher gritando. "José, me socorra!", teria dito Tereza. "Abri a porta e o PM já estava ali para atirar. Era um maluco, um policial maluco. A polícia tem de ser preparada. Eu sei que existem policiais preparados, conheço alguns. Mas não sei como é possível um maluco desses estar na polícia". Sidônio da Silva disse que não voltará para casa e ficará com parentes. "Até do lugar onde a gente mora um maluco desse nos arranca. Olha, para isso que aconteceu não tem justiça possível. Sou católico e só espero a justiça de Deus. Não há como se fazer justiça na Terra para um caso desses."

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