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Mercosul trabalha pela desdolarização


Da Agência Brasil

30/06/2008 | 07:05


A Argentina e o Brasil chegam à Cúpula do Mercosul em Tucumán (Argentina), hoje, prontos para eliminar o dólar de suas transações comerciais e poder realizá-las na sua própria moeda. O movimento é considerado um marco para a moeda única, uma meta - até agora utópica - que tem sido mencionada no bloco (fundado em 1991) por mais de 10 anos. A iniciativa foi lançada em julho de 2005 e demorou quase três anos para que se projetassem os sistemas de compensação monetária que serão aplicados pelos bancos centrais dos dois países.

O governo brasileiro implementou na sexta-feira um sistema de pagamentos em moedas locais do Mercosul, e a Argentina disse ter tudo pronto para colocar em prática este instrumento. O Brasil acredita que os novos procedimentos comerciais com a Argentina poderão ser aplicadas em agosto ou setembro.

PRODUÇÃO
Também na pauta está a integração dos processos produtivos. Um projeto piloto já vem sendo desenvolvido no setor de madeira e móveis - o foro desse setor reúne cerca de 300 empresas brasileiras, argentinas, uruguaias e paraguaias. "O foro de madeira e móveis é um exemplo muito exitoso", afirma o diretor do Departamento do Mercosul do Ministério das Relações Exteriores, ministro Bruno Bath.

Ele reconhece que, no princípio, havia uma grande resistência dos países vizinhos, especialmente do Uruguai e do Paraguai, em avançar na integração produtiva do setor moveleiro devido à maior competitividade da indústria brasileira.

"Eles tendiam a ficar na defensiva. Havia um receio de que o Brasil dominasse a etapa final de produção, restando os vizinhos a inserção em estágios da cadeia produtiva de menor valor agregado, fornecendo madeira, por exemplo. Com o foro de madeira e móveis foi possível mudar essa mentalidade", disse Bath.

Os países vizinhos teriam percebido que a exportação é o grande motor para o desenvolvimento industrial e que a conexão com empresas brasileiras, nesse sentido, representa uma vantagem. A experiência deve ser levada a outros setores, como autopeças e petróleo e gás.



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