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Andrea Beltrão interpreta a pior atriz do mundo
na comédia musical Jacinta, que estreia no Sesc


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

09/08/2013 | 07:00


Andrea Beltrão sobe ao palco como a pior atriz do mundo na comédia musical 'Jacinta', que estreia hoje no Sesc Vila Mariana e fica em temporada até o dia 22 de setembro. O texto, de autoria de Newton Moreno, ganha direção de Aderbal Freire-Filho e direção musical de Branco Mello.


Atriz portuguesa do século 16, Jacinta chega ao Brasil banida de sua terra natal depois de matar a rainha de espanto ao fazer uma interpretação desastrosa em sua frente. Ela chega ao nosso País com a fama de pior atriz do mundo, mas, ao invés de esmorecer, segue em busca de ser reconhecida e aplaudida por seu talento.


"É ótimo interpretá-la, eu posso ser ruim de verdade”, brinca Andrea. “No começo fiquei apavorada com ela, é fácil ficar tosca. A Jacinta é péssima, mas tem uma coisa que a humaniza demais, o desejo sincero de ser atriz. Ela não tem vergonha de não saber, de se jogar no abismo”, completa a atriz.


Em terras tupiniquins, Jacinta vive uma verdadeira saga. Passa por São Vicente, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Ouro Preto e chega até a linha do Tratado de Tordesilhas, que dividia na América do Sul o território português do espanhol. Mesmo estando no Brasil em plenos idos de 1500, ainda cruza com Shakespeare, Gil Vicente, versa sobre Nelson Rodrigues, canta funk.


“Ela não é modesta, vai enfrentar os grandes autores”, conta Moreno. Ele começou o texto pensando em contar uma bonita história sobre alguém com poucas ferramentas para realizar seus sonhos, mas com desejo forte no coração de seguir o caminho almejado. “Essa corrida de erro e acerto, erro e acerto, é que é a jornada de Jacinta”, revela.


A obra – que conta até com um disco com o registro das canções do espetáculo – não nasceu um musical. No original, havia apenas um número musical. Agora são 13, além de nove temas instrumentais, todos executados com banda ao vivo.


Andrea, que estuda canto há 15 anos “para ter voz poderosa no palco”, conta humildemente, brincando, que tenta “não sacrificar o ouvido da plateia”. Além de exercitar mais a cantoria, ela passou tempos tendo aula de prosódia ao lado dos cinco atores que compõem o elenco. Todos falam com sotaque português na montagem.


Branco Mello volta em parceria com Andrea na área dos musicais – eles fizeram juntos em 2002 o infantil 'Eu e Meu Guarda-Chuva'. “Comecei, em conversas e reuniões, a entender que esse era um desafio dos maiores da minha vida. Comecei por hobby, brincadeira, e a coisa começou a ficar legal e crescer. Por meio do texto original, fui vendo o que poderia virar canção.”


Jacinta – Teatro. No Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, São Paulo. Tel.: 5080-3000. 6ª e sáb., às 21h; dom., às 18h. Ingr.: R$ 6,40 a R$ 32. Até 22 de setembro. 



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Andrea Beltrão interpreta a pior atriz do mundo
na comédia musical Jacinta, que estreia no Sesc

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

09/08/2013 | 07:00


Andrea Beltrão sobe ao palco como a pior atriz do mundo na comédia musical 'Jacinta', que estreia hoje no Sesc Vila Mariana e fica em temporada até o dia 22 de setembro. O texto, de autoria de Newton Moreno, ganha direção de Aderbal Freire-Filho e direção musical de Branco Mello.


Atriz portuguesa do século 16, Jacinta chega ao Brasil banida de sua terra natal depois de matar a rainha de espanto ao fazer uma interpretação desastrosa em sua frente. Ela chega ao nosso País com a fama de pior atriz do mundo, mas, ao invés de esmorecer, segue em busca de ser reconhecida e aplaudida por seu talento.


"É ótimo interpretá-la, eu posso ser ruim de verdade”, brinca Andrea. “No começo fiquei apavorada com ela, é fácil ficar tosca. A Jacinta é péssima, mas tem uma coisa que a humaniza demais, o desejo sincero de ser atriz. Ela não tem vergonha de não saber, de se jogar no abismo”, completa a atriz.


Em terras tupiniquins, Jacinta vive uma verdadeira saga. Passa por São Vicente, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Ouro Preto e chega até a linha do Tratado de Tordesilhas, que dividia na América do Sul o território português do espanhol. Mesmo estando no Brasil em plenos idos de 1500, ainda cruza com Shakespeare, Gil Vicente, versa sobre Nelson Rodrigues, canta funk.


“Ela não é modesta, vai enfrentar os grandes autores”, conta Moreno. Ele começou o texto pensando em contar uma bonita história sobre alguém com poucas ferramentas para realizar seus sonhos, mas com desejo forte no coração de seguir o caminho almejado. “Essa corrida de erro e acerto, erro e acerto, é que é a jornada de Jacinta”, revela.


A obra – que conta até com um disco com o registro das canções do espetáculo – não nasceu um musical. No original, havia apenas um número musical. Agora são 13, além de nove temas instrumentais, todos executados com banda ao vivo.


Andrea, que estuda canto há 15 anos “para ter voz poderosa no palco”, conta humildemente, brincando, que tenta “não sacrificar o ouvido da plateia”. Além de exercitar mais a cantoria, ela passou tempos tendo aula de prosódia ao lado dos cinco atores que compõem o elenco. Todos falam com sotaque português na montagem.


Branco Mello volta em parceria com Andrea na área dos musicais – eles fizeram juntos em 2002 o infantil 'Eu e Meu Guarda-Chuva'. “Comecei, em conversas e reuniões, a entender que esse era um desafio dos maiores da minha vida. Comecei por hobby, brincadeira, e a coisa começou a ficar legal e crescer. Por meio do texto original, fui vendo o que poderia virar canção.”


Jacinta – Teatro. No Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, São Paulo. Tel.: 5080-3000. 6ª e sáb., às 21h; dom., às 18h. Ingr.: R$ 6,40 a R$ 32. Até 22 de setembro. 

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