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Rivais voltam a focar em Covas em debate, que mira contra-ataque em Boulos

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


11/11/2020 | 12:30


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição, voltou a ser o alvo principal dos rivais no debate entre os quatro mais bem colocados candidatos à Prefeitura de São Paulo promovido pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo site UOL. Covas, desta vez, focou o contra-ataque no adversário Guilherme Boulos (PSOL), segundo colocado na última pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo sobre as intenções de voto na cidade.

Covas buscou defender uma bandeira do PSDB, a responsabilidade fiscal, e trouxe o tema da reforma tributária debatida no Congresso Nacional para o debate. Em duas ocasiões, destacou que Boulos nunca ocupou cargos públicos. "Nunca governou nada, não tem experiência administrativa".

O prefeito teve de defender sua gestão na saúde, em especial durante a pandemia, de críticas dos três rivais. Celso Russomanno (Republicanos) colocou em dúvida a proposta de ampliação da telemedicina e Márcio França (PSB) afirmou que os gastos de R$ 90 milhões com hospitais de campanha teriam sido melhor investidos se tivessem sido direcionados para hospitais permanentes. Boulos criticou a abertura parcial do Hospital Sorocabana, na zona oeste da cidade.

Celso Russomanno e Márcio França embarcaram no ponto levantado por Covas, fazendo quase uma dobradinha sobre a falta de experiência de Boulos. O candidato do PSOL rebateu afirmando que possuiria uma boa equipe de governo e citou sua vice, a ex-prefeita e deputada federal Luiza Erundina.

Russomanno, que perdeu a vice-liderança numericamente na última pesquisa para Boulos, alternou os ataques entre Covas e o candidato do PSOL. Ele insistiu três vezes em cobrar resposta para uma acusação, divulgada no Facebook, de que duas produtoras contratadas pela campanha de Boulos não tinham endereço fixo. Boulos disse que Russomanno estava "em completo desespero", e que "até pesquisa está cancelando", em referência à liminar que pediu à Justiça, e obteve, proibindo a divulgação de uma pesquisa do Datafolha. A Covas, Russomanno questionou se haveria um "lockdown" em curso na cidade contra a pandemia, insinuação ignorada pelo atual prefeito.

Márcio França alternou entre ironia, ao questionar se o Código de Defesa do Consumidor poderia ser usado contra Russomanno, que não cumprirá todo o mandato como deputado caso seja eleito, e a ponderação: no começo do debate, chegou a fazer elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ("pessoa aguerrida, com muitas qualidades"), o presidente Jair Bolsonaro ("autêntico") e o governador João Doria ("como empresário, parece um bom empresário").

O debate foi pelo formato de banco de tempo e Boulos chegou a ser, no terceiro bloco, candidato que mais havia gastado sua cota. França usou o fato para alfinetar a capacidade administrativa de Boulos.



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Rivais voltam a focar em Covas em debate, que mira contra-ataque em Boulos


11/11/2020 | 12:30


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição, voltou a ser o alvo principal dos rivais no debate entre os quatro mais bem colocados candidatos à Prefeitura de São Paulo promovido pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo site UOL. Covas, desta vez, focou o contra-ataque no adversário Guilherme Boulos (PSOL), segundo colocado na última pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo sobre as intenções de voto na cidade.

Covas buscou defender uma bandeira do PSDB, a responsabilidade fiscal, e trouxe o tema da reforma tributária debatida no Congresso Nacional para o debate. Em duas ocasiões, destacou que Boulos nunca ocupou cargos públicos. "Nunca governou nada, não tem experiência administrativa".

O prefeito teve de defender sua gestão na saúde, em especial durante a pandemia, de críticas dos três rivais. Celso Russomanno (Republicanos) colocou em dúvida a proposta de ampliação da telemedicina e Márcio França (PSB) afirmou que os gastos de R$ 90 milhões com hospitais de campanha teriam sido melhor investidos se tivessem sido direcionados para hospitais permanentes. Boulos criticou a abertura parcial do Hospital Sorocabana, na zona oeste da cidade.

Celso Russomanno e Márcio França embarcaram no ponto levantado por Covas, fazendo quase uma dobradinha sobre a falta de experiência de Boulos. O candidato do PSOL rebateu afirmando que possuiria uma boa equipe de governo e citou sua vice, a ex-prefeita e deputada federal Luiza Erundina.

Russomanno, que perdeu a vice-liderança numericamente na última pesquisa para Boulos, alternou os ataques entre Covas e o candidato do PSOL. Ele insistiu três vezes em cobrar resposta para uma acusação, divulgada no Facebook, de que duas produtoras contratadas pela campanha de Boulos não tinham endereço fixo. Boulos disse que Russomanno estava "em completo desespero", e que "até pesquisa está cancelando", em referência à liminar que pediu à Justiça, e obteve, proibindo a divulgação de uma pesquisa do Datafolha. A Covas, Russomanno questionou se haveria um "lockdown" em curso na cidade contra a pandemia, insinuação ignorada pelo atual prefeito.

Márcio França alternou entre ironia, ao questionar se o Código de Defesa do Consumidor poderia ser usado contra Russomanno, que não cumprirá todo o mandato como deputado caso seja eleito, e a ponderação: no começo do debate, chegou a fazer elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ("pessoa aguerrida, com muitas qualidades"), o presidente Jair Bolsonaro ("autêntico") e o governador João Doria ("como empresário, parece um bom empresário").

O debate foi pelo formato de banco de tempo e Boulos chegou a ser, no terceiro bloco, candidato que mais havia gastado sua cota. França usou o fato para alfinetar a capacidade administrativa de Boulos.

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