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Jacomussi tenta 10º mandato em Mauá, fato que seria recorde regional; Manoel, Toninho e Minami também são figuras carimbadas


Raphael Rocha

01/11/2020 | 07:59


Desde 1972, o eleitor mauaense confia ininterruptamente uma das cadeiras na Câmara para alguém da família Jacomussi, sendo que o patriarca Admir é, disparadamente, quem mais figurou entre os vereadores da cidade. E Jacó, como Admir Jacomussi (Patriota) é conhecido, parte para o pleito em busca de seu décimo mandato, fato que quebraria recorde na região.

Desafiando o discurso de renovação, não é apenas Jacó que tenta comprovar hegemonia nas urnas. Manoel Lopes (DEM), de Mauá, e Toninho da Lanchonete (PT), de São Bernardo, concorrem ao oitavo mandato. Hiroyuki Minami (PSDB), também em São Bernardo, pleiteia o sétimo.

Hoje com 72 anos, Jacó ingressou na política em 1968, quando passou a ser funcionário público na Prefeitura de Mauá. Quatro anos depois, concorreu a vereador e venceu. Os triunfos se sucederam em 1976, 1982, 1988, 1992, 1996 e 2000. Em 2004, concorreu à Prefeitura, deixando o legado no Legislativo ao filho, Atila Jacomussi (PSB). Em 2008, pela primeira vez em décadas, ficou fora das urnas e viu o filho bater o recorde de votos de um vereador da cidade. Em 2012, com Atila prefeiturável, voltou à corrida por vaga no Legislativo e regressou à casa. A vitória de Atila ao Paço, em 2016, veio juntamente com o nono mandato – igualando a marca de Milton Capel, de Diadema, que foi parlamentar da cidade de 1976 a 2016.

“O povo de Mauá confia nos Jacomussi pelo trabalho desenvolvido, sempre com contato direto, com humildade. Ninguém da família se prevaleceu do cargo. Temos consciência que o nosso cargo é para ajudar o povo, que paga nosso salário”, disse Jacomussi.

Manoel Lopes, 69, está no Legislativo de Mauá desde 1992 com várias histórias. O democrata, ferrenho opositor do PT, já entrou em buracos abertos nas ruas e até levou à Prefeitura pedaço de asfalto que se desfez. Lidou, em vários pleitos, com concorrência na própria família – os irmãos Diniz Lopes e Zequinha Lopes também buscaram vaga na casa – e, mesmo assim, segue na Câmara.

“Eu não deixo de correr atrás do que é melhor para Mauá. Não olho o partido do prefeito que está na cadeira. Neste ano, fui pedir ao vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) para enviar R$ 6,7 milhões para a cidade. Também pedi R$ 100 mil ao deputado federal Geninho Zuliani (DEM). Fiz isso nas gestões do Oswaldo Dias (PT), do Leonel (Damo)”, comentou. “Faço as coisas que faço para chamar atenção quando não sou atendido. Para mim, ficou marcada uma frase que o Oswaldo disse uma vez: ‘O Manoel não bate no meu governo, faz o que tem de fazer, me alerta e me ajuda a governar mostrando o que está de errado em Mauá’.”

Com a derrota de Zé Ferreira (PT) na eleição de 2016, Toninho herdou a condição de vereador petista com maior número de mandatos ininterruptos em São Bernardo – está na casa desde 1992. Ele entrou no Legislativo como vereador mais novo à ocasião (37 anos). Hoje, com 65, reconhece que o fôlego não é mais o mesmo, mas a garra, sim. “Eu vim da roça, achei que nunca iria conseguir sair candidato e vencer numa cidade como São Bernardo. Mas a gente tem eleitorado muito fiel, e eu constantemente tenho continuado o trabalho como iniciei há 20 e tantos anos.”

Minami, 76, busca o sétimo mandato, mas, muitas vezes, foi escalado para ajudar governos como secretário. “Acredito que, pela experiência e vivência, posso fazer muito pela cidade, por isso sou candidato. Muita gente fala em renovação, mas renovação não quer dizer que tenha que ser pessoa mais nova. Renovação quer dizer renovação de ideias, de conceito, de atitudes e eu busco isso, sempre procuro renovar.”

(Colaborou Daniel Tossato) 



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Veteranos buscam ampliar hegemonia nos legislativos

Jacomussi tenta 10º mandato em Mauá, fato que seria recorde regional; Manoel, Toninho e Minami também são figuras carimbadas

Raphael Rocha

01/11/2020 | 07:59


Desde 1972, o eleitor mauaense confia ininterruptamente uma das cadeiras na Câmara para alguém da família Jacomussi, sendo que o patriarca Admir é, disparadamente, quem mais figurou entre os vereadores da cidade. E Jacó, como Admir Jacomussi (Patriota) é conhecido, parte para o pleito em busca de seu décimo mandato, fato que quebraria recorde na região.

Desafiando o discurso de renovação, não é apenas Jacó que tenta comprovar hegemonia nas urnas. Manoel Lopes (DEM), de Mauá, e Toninho da Lanchonete (PT), de São Bernardo, concorrem ao oitavo mandato. Hiroyuki Minami (PSDB), também em São Bernardo, pleiteia o sétimo.

Hoje com 72 anos, Jacó ingressou na política em 1968, quando passou a ser funcionário público na Prefeitura de Mauá. Quatro anos depois, concorreu a vereador e venceu. Os triunfos se sucederam em 1976, 1982, 1988, 1992, 1996 e 2000. Em 2004, concorreu à Prefeitura, deixando o legado no Legislativo ao filho, Atila Jacomussi (PSB). Em 2008, pela primeira vez em décadas, ficou fora das urnas e viu o filho bater o recorde de votos de um vereador da cidade. Em 2012, com Atila prefeiturável, voltou à corrida por vaga no Legislativo e regressou à casa. A vitória de Atila ao Paço, em 2016, veio juntamente com o nono mandato – igualando a marca de Milton Capel, de Diadema, que foi parlamentar da cidade de 1976 a 2016.

“O povo de Mauá confia nos Jacomussi pelo trabalho desenvolvido, sempre com contato direto, com humildade. Ninguém da família se prevaleceu do cargo. Temos consciência que o nosso cargo é para ajudar o povo, que paga nosso salário”, disse Jacomussi.

Manoel Lopes, 69, está no Legislativo de Mauá desde 1992 com várias histórias. O democrata, ferrenho opositor do PT, já entrou em buracos abertos nas ruas e até levou à Prefeitura pedaço de asfalto que se desfez. Lidou, em vários pleitos, com concorrência na própria família – os irmãos Diniz Lopes e Zequinha Lopes também buscaram vaga na casa – e, mesmo assim, segue na Câmara.

“Eu não deixo de correr atrás do que é melhor para Mauá. Não olho o partido do prefeito que está na cadeira. Neste ano, fui pedir ao vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) para enviar R$ 6,7 milhões para a cidade. Também pedi R$ 100 mil ao deputado federal Geninho Zuliani (DEM). Fiz isso nas gestões do Oswaldo Dias (PT), do Leonel (Damo)”, comentou. “Faço as coisas que faço para chamar atenção quando não sou atendido. Para mim, ficou marcada uma frase que o Oswaldo disse uma vez: ‘O Manoel não bate no meu governo, faz o que tem de fazer, me alerta e me ajuda a governar mostrando o que está de errado em Mauá’.”

Com a derrota de Zé Ferreira (PT) na eleição de 2016, Toninho herdou a condição de vereador petista com maior número de mandatos ininterruptos em São Bernardo – está na casa desde 1992. Ele entrou no Legislativo como vereador mais novo à ocasião (37 anos). Hoje, com 65, reconhece que o fôlego não é mais o mesmo, mas a garra, sim. “Eu vim da roça, achei que nunca iria conseguir sair candidato e vencer numa cidade como São Bernardo. Mas a gente tem eleitorado muito fiel, e eu constantemente tenho continuado o trabalho como iniciei há 20 e tantos anos.”

Minami, 76, busca o sétimo mandato, mas, muitas vezes, foi escalado para ajudar governos como secretário. “Acredito que, pela experiência e vivência, posso fazer muito pela cidade, por isso sou candidato. Muita gente fala em renovação, mas renovação não quer dizer que tenha que ser pessoa mais nova. Renovação quer dizer renovação de ideias, de conceito, de atitudes e eu busco isso, sempre procuro renovar.”

(Colaborou Daniel Tossato) 

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