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Homem mata garota para se vingar da mãe


Glauco Araújo
Do Diário do Grande ABC

20/01/2001 | 00:12


  "Liga para sua casa e avisa a sua mãe que você vai morrer". Essas foram as últimas palavras do armador Antônio Pires do Nascimento, 61 anos, antes de atirar na cabeça da manicure Marili da Silva Santos, 28, e se matar com um tiro no ouvido, dentro do salão Cabeleireira Deth, no Jardim Progresso, em Santo André, às 14h desta sexta.

O salão pertence à ex-mulher de Nascimento, Maria Zildete de Oliveira, 44 anos, que havia se separado dele no dia 22 de novembro do ano passado. Nascimento não se conformava com a separação e ficou irritado com o depoimento que a ajudante de cozinha Maria Marliete da Silva Santos – mãe de Marili – deu durante o processo litigioso no último dia 12. Por isso matou Marili.

A única testemunha do crime e do suicídio foi Zildete, que estava dentro do salão com Marili. Alguns clientes foram colocados para fora do estabelecimento por Nascimento. “Ele chegou a atirar duas vezes, mas a arma falhou. Ele continuou e acabou acertando a menina, que não tinha nada a ver com nossa história”, lamentou Zildete.

Nascimento ainda deixou uma carta, encontrada dentro de sua calça, onde explicava o motivo do crime. “Marliete, muito obrigado por ter estragado meu casamento. ... Você falou para o juiz que eu vivia bêbado. ... Vou levar sua filha, pois você vai chorar mais que minha querida esposa”, dizia Nascimento, em trechos da carta.

Zildete e Nascimento eram casados desde 1977, mas o relacionamento acabou em novembro, quando Antonio chegou bêbado em casa e muito agressivo. “Desde que casamos ele tinha problemas com bebida, mas só me agrediu uma vez. Prometi para mim que nunca mais iria ser agredida por ele e saí de casa com minha filha.”

Nascimento fez tratamento psiquiátrico e para se livrar do alcoolismo. “Quando bebia, ele sempre disse que iria se matar”, lembrou Zildete. Ela disse também que, no momento em que Nascimento entrou no salão, ele logo disse que não iria matá-la. “Minha querida esposa vai criar meu filho. Não vou matá-la, porque se meu filho ficar com você, ele vai sofrer”, dizia outro trecho da carta deixada por Nascimento para Marliete.

Um primo do armador, que não quis se identificar, disse que Nascimento estava inconformado com o fato de todas as pessoas mais próximas do casal terem dado depoimento contra ele na Justiça. Tanto a família de Nascimento quanto a de Zildete afirmaram que não sabiam como ele havia conseguido o revólver usado no crime.

Antes de cometer o crime, Nascimento lembrou do filho caçula na carta: “Júnior, sua mãe vai cuidar de você. Deus lhe ajude. Um beijo. Seu pai.”



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