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Faculdades compensam corte no Fies

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após redução de 57% nas vagas do programa federal neste ano, instituições privadas de Ensino Superior criam fundos próprios de financiamento


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

12/07/2015 | 07:00


Diante do cenário de crise e corte de 57% na quantidade de vagas ofertadas pelo governo federal no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) neste ano, instituições de Ensino Superior privadas da região lançaram mão de alternativas próprias para que alunos não tenham de desistir de estudar. Ampliação do número de bolsas de estudos e criação de fundos próprios de financiamento estão entre as opções destacadas pelas faculdades instaladas no Grande ABC.

A FSA (Fundação Santo André) criou o Bolsa Restituível, espécie de Fies próprio, defende o coordenador de Comunicação da instituição, professor Ricardo Alvarez. O benefício concede aos alunos oportunidade de pagar 50% do valor da mensalidade agora e o restante após a conclusão do curso, sem cobrança de taxa de juros. “As mensalidades de janeiro até abril só serão cobradas ao final do curso e o estudante tem o mesmo tempo da graduação para arcar com os 50% restantes”, destaca.

Conforme Alvarez, foram disponibilizadas 600 vagas para o projeto, o correspondente à quantidade de alunos que não teve sucesso no programa do governo federal neste ano. O benefício, que estabelece os mesmos critérios de seleção do Fies, contou com 220 adesões. “Essa foi uma ação emergencial, mas nossa ideia é manter. Estamos em estudo para aprofundar qual será o impacto financeiro disso”, explica.

No caso da Anhanguera, uma das opções é o PEP (Parcelamento Especial Privado). O benefício, válido por um ano, permite que o aluno pague apenas 10% do valor da mensalidade por mês. Dessa forma, o saldo devedor é parcelado sem juros.

A Uniesp também lançou programa que permite o parcelamento do curso. Neste caso, o aluno paga no mínimo R$ 100 por mês e recebe o mesmo valor como bônus a ser parcelado, desde que comprove renda mínima mensal individual de até um salário mínimo e efetue o pagamento até o dia 10 de cada mês. O programa, intitulado Uniesp 100, também oferece 50% de desconto para estudantes que estejam cursando entre o segundo e o penúltimo semestres em outra faculdade e peçam transferência para a instituição.

A Estácio disponibiliza aos alunos da graduação presencial, com exceção de Medicina, opção semelhante. O estudante paga metade da mensalidade por mês e o valor total do curso, corrigido apenas pela inflação do período, será pago ao longo do dobro de tempo de duração do curso.

No Instituto Mauá de Tecnologia, o financiamento universitário próprio subsidia metade do valor da mensalidade e não prevê cobrança de juros e estabelece prazo de até seis anos para o pagamento da dívida, com carência de 12 meses após a conclusão do curso.

A Metodista está com inscrições abertas para seu programa de bolsa social até quarta-feira. São cerca de 900 benefícios: 500 bolsas integrais para cursos a distância e 400 para cursos presenciais, tanto integrais, quanto parciais, de 50%.

Desde 2009, a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) conta com programa de estudo social. Ao todo foram disponibilizadas 110 benefícios em 2014, destinadas a candidatos cuja renda familiar bruta não ultrapasse 1,5 salário mínimo por pessoa.



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Faculdades compensam corte no Fies

Após redução de 57% nas vagas do programa federal neste ano, instituições privadas de Ensino Superior criam fundos próprios de financiamento

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

12/07/2015 | 07:00


Diante do cenário de crise e corte de 57% na quantidade de vagas ofertadas pelo governo federal no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) neste ano, instituições de Ensino Superior privadas da região lançaram mão de alternativas próprias para que alunos não tenham de desistir de estudar. Ampliação do número de bolsas de estudos e criação de fundos próprios de financiamento estão entre as opções destacadas pelas faculdades instaladas no Grande ABC.

A FSA (Fundação Santo André) criou o Bolsa Restituível, espécie de Fies próprio, defende o coordenador de Comunicação da instituição, professor Ricardo Alvarez. O benefício concede aos alunos oportunidade de pagar 50% do valor da mensalidade agora e o restante após a conclusão do curso, sem cobrança de taxa de juros. “As mensalidades de janeiro até abril só serão cobradas ao final do curso e o estudante tem o mesmo tempo da graduação para arcar com os 50% restantes”, destaca.

Conforme Alvarez, foram disponibilizadas 600 vagas para o projeto, o correspondente à quantidade de alunos que não teve sucesso no programa do governo federal neste ano. O benefício, que estabelece os mesmos critérios de seleção do Fies, contou com 220 adesões. “Essa foi uma ação emergencial, mas nossa ideia é manter. Estamos em estudo para aprofundar qual será o impacto financeiro disso”, explica.

No caso da Anhanguera, uma das opções é o PEP (Parcelamento Especial Privado). O benefício, válido por um ano, permite que o aluno pague apenas 10% do valor da mensalidade por mês. Dessa forma, o saldo devedor é parcelado sem juros.

A Uniesp também lançou programa que permite o parcelamento do curso. Neste caso, o aluno paga no mínimo R$ 100 por mês e recebe o mesmo valor como bônus a ser parcelado, desde que comprove renda mínima mensal individual de até um salário mínimo e efetue o pagamento até o dia 10 de cada mês. O programa, intitulado Uniesp 100, também oferece 50% de desconto para estudantes que estejam cursando entre o segundo e o penúltimo semestres em outra faculdade e peçam transferência para a instituição.

A Estácio disponibiliza aos alunos da graduação presencial, com exceção de Medicina, opção semelhante. O estudante paga metade da mensalidade por mês e o valor total do curso, corrigido apenas pela inflação do período, será pago ao longo do dobro de tempo de duração do curso.

No Instituto Mauá de Tecnologia, o financiamento universitário próprio subsidia metade do valor da mensalidade e não prevê cobrança de juros e estabelece prazo de até seis anos para o pagamento da dívida, com carência de 12 meses após a conclusão do curso.

A Metodista está com inscrições abertas para seu programa de bolsa social até quarta-feira. São cerca de 900 benefícios: 500 bolsas integrais para cursos a distância e 400 para cursos presenciais, tanto integrais, quanto parciais, de 50%.

Desde 2009, a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) conta com programa de estudo social. Ao todo foram disponibilizadas 110 benefícios em 2014, destinadas a candidatos cuja renda familiar bruta não ultrapasse 1,5 salário mínimo por pessoa.

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