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Rio Tamanduateí morre em 500 metros de suas nascentes

Ao sair do Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia, as águas que eram transparentes se transformam com o lixo e a degradação local


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

05/06/2015 | 07:00


A alegria da equipe de pesquisa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) durou muito pouco. Bastou sair do Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia e observar a saída do rio localizada cerca de 500 metros de distância da área, o visual das águas, com lixo, além do forte cheiro, para notar a diferença brutal. De lá, a cada um quilômetro as pesquisadoras faziam paradas para coletar amostras do corpo de água, durante todo o percurso do rio em Mauá, totalizando nove quilômetros aproximadamente. E o resultado de todas as amostras coletadas foi o mesmo: péssimo.

Os oito pontos onde a água foi analisada saíram do padrão estabelecido pela resolução 357/05 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente): grande quantidade de materiais flutuantes, inclusive espuma; forte odor característico de esgoto e o OD (Oxigênio Dissolvido) não passou de 1,5 mg/L (levando-se em consideração a Classe 4, que é o pior tipo de água).

Nas amostras, foram encontradas três tipos de bactérias. A presença da Escherichia coli na água se deve à contaminação por fezes e ela pode causar doenças como gastroenterite.

Outra bactéria encontrada foi a Shigella. Há quatro tipos, mas não foi possível verificar qual a espécie. Todas causam disenteria bacilar ou shigelose (ambas têm como sintomas fezes sanguinolentas associadas a dor intestinal). Apenas pessoas contaminadas podem eliminar as bactérias juntamente com as fezes e, assim, contaminar a água, se não houver um tratamento do esgoto lançado.

Por fim, encontrou-se ainda a Salmonella spp, que pode também causar gastroenterite. “Os maiores problemas dessas bactérias estão no fato de que, em épocas de enchentes, essas águas podem atingir as casas e ruas e chegar até as pessoas que vivem nesses locais, ou mesmo aqueles que passam e ficam retidos nas enchentes”, alerta a pesquisadora.

Em Mauá, ETE tem como objetivo despoluir o rio e ajudar o Tietê

No dia em que Mauá completou 60 anos de emancipação político-administrativa, em 8 de dezembro de 2014, a Prefeitura e a Odebrecht Ambiental inauguraram a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) no bairro Capuava. O projeto, que começou a funcionar efetivamente em abril, tem como objetivo ampliar a capacidade de tratamento para 100%, para garantir mais qualidade de vida para a população e a despoluição do rio Tamanduateí.

Ao tratar todo o esgoto coletado, a ETE evitará o despejo de esgoto in natura no Tamanduateí, terceiro maior afluente do Rio Tietê. Ao despoluir os nove quilômetros do rio que cortam a cidade, Mauá contribuirá diretamente com a recuperação do Tietê. 



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