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OAS demite 200 e piscinão do Paço, em S.Bernardo, beira o abandono

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Obra de R$ 296 milhões está quase parada desde
que funcionários deixaram quadros da empresa


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

20/01/2015 | 07:12


A construção do piscinão do Paço em São Bernardo, situado no estacionamento do prédio do Executivo e uma das maiores vitrines do governo do prefeito Luiz Marinho (PT) no combate às enchentes, está em ritmo lento e beira o abandono.

Iniciado em dezembro de 2013, o piscinão tem previsão de conclusão para o fim de 2016 e custo estimado de R$ 295,8 milhões, grande parte custeada pelo governo federal, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A equipe do Diário esteve no canteiro de obras e constatou, em pleno horário de expediente (às 14h30), serviços parados, poucos funcionários – em torno de 15 pessoas –, e máquinas desligadas. Os operários presentes confirmaram que aproximadamente 200 pessoas foram demitidas nos últimos meses e, que desde 5 de janeiro, quando retornaram após feriados de Natal e Ano-Novo, pouco foi feito.

“Neste ano praticamente não trabalhei. Muitos foram demitidos e eu não sei qual será o meu futuro”, afirmou um funcionário da Construtora OAS. A empreiteira, ao lado da Serveng Civilsan, formam o Consórcio Centro Seco, vencedor do processo licitatório para intervenções de combate a enchentes em todo o município, não só o piscinão do Paço.

Segundo dados do Portal da Transparência da Prefeitura de São Bernardo, a administração Marinho não enviou recursos às empresas neste ano. Em 2014, o Consórcio Centro Seco recebeu R$ 51,1 milhões. Entretanto, nenhum centavo foi destinado especificamente para a obra do piscinão do Paço – o aporte foi canalizado na bacia hidrográfica Ribeirão dos Meninos.

O governo Marinho e a Construtora OAS não se pronunciaram. A OAS é investigada na Operação Lava Jato, que apura desvio de dinheiro na Petrobras.

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Pelo projeto original, o piscinão do Paço terá capacidade de armazenar até 220 milhões de litros e será interligado com galerias construídas sob a Rua Jurubatuba e a Avenida Aldino Pinotti. Objetivo será acabar com as enchentes no Centro da cidade.

A obra está integrada ao projeto Drenar, considerado plataforma de candidatura do secretário de Serviços Urbanos, Tarcisio Secoli (PT), um dos possíveis prefeituráveis da legenda na sucessão municipal de 2016.

Em agosto, Marinho realizou vistorias no projeto com a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior. Ela elogiou o ritmo das obras. Na época, o prefeito disse que o fim das enchentes em São Bernardo é “algo que só quem pode garantir é Deus”.



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OAS demite 200 e piscinão do Paço, em S.Bernardo, beira o abandono

Obra de R$ 296 milhões está quase parada desde
que funcionários deixaram quadros da empresa

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

20/01/2015 | 07:12


A construção do piscinão do Paço em São Bernardo, situado no estacionamento do prédio do Executivo e uma das maiores vitrines do governo do prefeito Luiz Marinho (PT) no combate às enchentes, está em ritmo lento e beira o abandono.

Iniciado em dezembro de 2013, o piscinão tem previsão de conclusão para o fim de 2016 e custo estimado de R$ 295,8 milhões, grande parte custeada pelo governo federal, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A equipe do Diário esteve no canteiro de obras e constatou, em pleno horário de expediente (às 14h30), serviços parados, poucos funcionários – em torno de 15 pessoas –, e máquinas desligadas. Os operários presentes confirmaram que aproximadamente 200 pessoas foram demitidas nos últimos meses e, que desde 5 de janeiro, quando retornaram após feriados de Natal e Ano-Novo, pouco foi feito.

“Neste ano praticamente não trabalhei. Muitos foram demitidos e eu não sei qual será o meu futuro”, afirmou um funcionário da Construtora OAS. A empreiteira, ao lado da Serveng Civilsan, formam o Consórcio Centro Seco, vencedor do processo licitatório para intervenções de combate a enchentes em todo o município, não só o piscinão do Paço.

Segundo dados do Portal da Transparência da Prefeitura de São Bernardo, a administração Marinho não enviou recursos às empresas neste ano. Em 2014, o Consórcio Centro Seco recebeu R$ 51,1 milhões. Entretanto, nenhum centavo foi destinado especificamente para a obra do piscinão do Paço – o aporte foi canalizado na bacia hidrográfica Ribeirão dos Meninos.

O governo Marinho e a Construtora OAS não se pronunciaram. A OAS é investigada na Operação Lava Jato, que apura desvio de dinheiro na Petrobras.

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Pelo projeto original, o piscinão do Paço terá capacidade de armazenar até 220 milhões de litros e será interligado com galerias construídas sob a Rua Jurubatuba e a Avenida Aldino Pinotti. Objetivo será acabar com as enchentes no Centro da cidade.

A obra está integrada ao projeto Drenar, considerado plataforma de candidatura do secretário de Serviços Urbanos, Tarcisio Secoli (PT), um dos possíveis prefeituráveis da legenda na sucessão municipal de 2016.

Em agosto, Marinho realizou vistorias no projeto com a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior. Ela elogiou o ritmo das obras. Na época, o prefeito disse que o fim das enchentes em São Bernardo é “algo que só quem pode garantir é Deus”.

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