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Região é a mais atingida por raios


Luciana Yamashita
Especial para o Diário

11/11/2007 | 07:13


É neste período da primavera em que estamos e no verão que as nuvens de chuvas e a incidência de raios aumentam. Os riscos de ser pego desprevenido, também. No último dia 1º, João Eudes de Melo Ferreira, 42 anos, morreu ao ser atingido por um raio na Rua Santa Catarina, em Mauá. Na ocasião, ele andava pela rua segurando um guarda-chuvas.

O Grande ABC é campeão no ranking de incidência de raios por km². São Caetano é o primeiro colocado, tanto no Estado quanto no País, com incidência de 12,1 raios por km² por ano. Mauá figura em 3º lugar no Estado, com 9,2 raios por km². Santo André é o 4º e Ribeirão Pires, o 5º.

Uma das explicações para a grande incidência de raios na região são as correntes de ar quente formadas pelas ilhas de calor – fenômeno que ocorre em áreas urbanas com muitas construções. O Grande ABC ainda possui o reforço de estar mais próximo ao litoral. O ar quente sobe e encontra os ventos úmidos vindos do litoral, o que gera os raios na região.

Raio é a sucessão de descargas elétricas muito intensas – equivale a mil vezes a corrente elétrica de um chuveiro elétrico. No Brasil, cerca de 100 pessoas morrem por ano vítimas de raios. São Paulo é o Estado com mais casos de morte, com média de 25 pessoas. Este ano, já foram 10 vítimas. Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), são 50 milhões de raios por ano no País. O prejuízo dos setores elétricos e de telecomunicações chega a R$ 1 bilhão.

O coordenador do Elat e pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Osmar Pinto Júnior, explica que a incidência maior de casos em São Paulo não é porque caem mais raios. “Em termos absolutos, sem considerar o tamanho do Estado, o Amazonas é o primeiro colocado. O fato de São Paulo ser o primeiro nos casos de morte é porque junta dois fatores: muito raio com muita gente em um mesmo espaço”.

Desde 2004, a professora Rosângela Gin, do departamento de Física da FEI, coordena o Projeto Relâmpago, que verifica a incidência de raios na região, as características e o tipo de descarga elétrica que prevalece. Sensores ópticos e elétricos desenvolvidos pelo grupo estão implantados no campus São Bernardo e captam informações para estudo. “Desde 1º de novembro, a tempestade forte deu início à nova campanha de estudo, que irá até abril. O foco agora é São Caetano para investigar os motivos de a cidade ser a primeira no ranking”, afirma.


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Região é a mais atingida por raios

Luciana Yamashita
Especial para o Diário

11/11/2007 | 07:13


É neste período da primavera em que estamos e no verão que as nuvens de chuvas e a incidência de raios aumentam. Os riscos de ser pego desprevenido, também. No último dia 1º, João Eudes de Melo Ferreira, 42 anos, morreu ao ser atingido por um raio na Rua Santa Catarina, em Mauá. Na ocasião, ele andava pela rua segurando um guarda-chuvas.

O Grande ABC é campeão no ranking de incidência de raios por km². São Caetano é o primeiro colocado, tanto no Estado quanto no País, com incidência de 12,1 raios por km² por ano. Mauá figura em 3º lugar no Estado, com 9,2 raios por km². Santo André é o 4º e Ribeirão Pires, o 5º.

Uma das explicações para a grande incidência de raios na região são as correntes de ar quente formadas pelas ilhas de calor – fenômeno que ocorre em áreas urbanas com muitas construções. O Grande ABC ainda possui o reforço de estar mais próximo ao litoral. O ar quente sobe e encontra os ventos úmidos vindos do litoral, o que gera os raios na região.

Raio é a sucessão de descargas elétricas muito intensas – equivale a mil vezes a corrente elétrica de um chuveiro elétrico. No Brasil, cerca de 100 pessoas morrem por ano vítimas de raios. São Paulo é o Estado com mais casos de morte, com média de 25 pessoas. Este ano, já foram 10 vítimas. Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), são 50 milhões de raios por ano no País. O prejuízo dos setores elétricos e de telecomunicações chega a R$ 1 bilhão.

O coordenador do Elat e pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Osmar Pinto Júnior, explica que a incidência maior de casos em São Paulo não é porque caem mais raios. “Em termos absolutos, sem considerar o tamanho do Estado, o Amazonas é o primeiro colocado. O fato de São Paulo ser o primeiro nos casos de morte é porque junta dois fatores: muito raio com muita gente em um mesmo espaço”.

Desde 2004, a professora Rosângela Gin, do departamento de Física da FEI, coordena o Projeto Relâmpago, que verifica a incidência de raios na região, as características e o tipo de descarga elétrica que prevalece. Sensores ópticos e elétricos desenvolvidos pelo grupo estão implantados no campus São Bernardo e captam informações para estudo. “Desde 1º de novembro, a tempestade forte deu início à nova campanha de estudo, que irá até abril. O foco agora é São Caetano para investigar os motivos de a cidade ser a primeira no ranking”, afirma.

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