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Grande ABC registra 1.407 servidores da saúde afastados

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Situação mais dramática está em Diadema, onde sindicato já solicitou reunião com a Prefeitura


Anderson Fattori

20/01/2022 | 08:38


 As cidades do Grande ABC têm, pelo menos, 1.407 profissionais da saúde da linha de frente no combate à Covid e às síndromes gripais afastados das atividades em razão de contaminação pelo coronavírus ou pela Influenza. A situação mais complicada ocorre em Diadema. Apesar de a Prefeitura dizer que apenas 4% do total de trabalhadores da saúde estão em casa, o Sindicato dos Médicos do Grande ABC estima que 50 profissionais, ou seja, 10% dos cerca de 500 médicos que atuam na rede pública diademense, estejam afastados. A situação fez com que a entidade de classe solicitasse reunião com o prefeito José de Filippi Júnior (PT) e com a Secretaria de Saúde da cidade para entender o problema.

De acordo com dados das prefeituras, a cidade com o maior número absoluto de afastamentos é São Bernardo, com 1.108 (10,2% do total), seguida de Santo André, que tem 146 e não informou o contingente; São Caetano, com 120 (3,6%); e Ribeirão Pires, com (4,7%). Mauá e Rio Grande da Serra não responderam à demanda.

A ausência do posto de trabalho sobrecarrega os demais profissionais e a situação ficou insustentável em Diadema, segundo o sindicato. “Os médicos estão tendo que dobrar a carga horária, há meses estão enfrentando precarização do vínculo trabalhista, condições de trabalho inadequadas, salários e honorários aviltantes, sem mencionar o risco à saúde. Recebemos recentemente inúmeras denúncias sobre a situação dos médicos em Diadema. Há médicos que foram contratados com jornada de oito horas e estão trabalhando diariamente cerca de 40% a mais, comparando-se à jornada de plantonistas, mas sem as folgas devidas”, explicou o presidente do sindicato, José Roberto Murisset.

Além de não conseguirem suprir a demanda, a preocupação da entidade é com o estado emocional dos profissionais. “O sindicato está tomando as providências necessárias. Enviamos ofício solicitando com brevidade uma audiência com o prefeito e a Secretaria de Saúde do município para negociarmos e sensibilizá-los para que haja contratação, em caráter de urgência, de novos profissionais médicos para recompor a defasagem apresentada. Se não houver negociação, teremos que analisar todo o cenário para tomar as medidas judiciais cabíveis e também analisar a possibilidade de paralisação parcial das atividades”, destacou Murisset.

A Prefeitura respondeu, por nota, que os afastamentos não trouxeram problema para a população. “É importante esclarecer que não houve interrupção do atendimento na rede municipal devido aos afastamentos e que a Secretaria Municipal da Saúde está atenta à situação epidemiológica e tem empreendido esforços permanentes para contratar médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde para manter o quadro completo na rede municipal e promovendo contratações emergenciais.”

A cidade de São Paulo vivencia situação parecida com a de Diadema. Na terça-feira, a Justiça de São Paulo acatou pedido da prefeitura da Capital e decidiu impedir a realização de greve de médicos. A paralisação de profissionais das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) havia sido agendada pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo para ontem. Os profissionais reclamam de sobrecarga de trabalho e desfalque das equipes, além do não pagamento de horas extras. No total, São Paulo tem 1.403 médicos afastados e a prefeitura autorizou a contratação emergencial de 700 trabalhadores para a reposição.



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