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Raicca Ventura leva Sto.André para a Seleção sub-15 de skate

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Filha e sobrinha de skatistas, jovem celebra convocação para primeira equipe de base


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 07:00


Recentemente, a CBSk (Confederação Brasileira de Skate) realizou a primeira convocatória de uma seleção sub-15. Terra do hexacampeão mundial Sandro Dias, o Mineirinho, e da tetracampeã mundial Karen Jonz (santista, mas moradora desde os 5 anos), Santo André segue representada. A jovem Raicca Ventura de Oliveira, 13 anos, foi chamada para compor a equipe, em projeto formado para “identificar, preparar e dar suporte para a nova geração do skate brasileiro”, segundo a entidade gestora da modalidade. Foram chamados 16 atletas, oito meninos e oito meninas.

O skate está no sangue de Raicca. Afinal, é filha de Elber Bereta, que dá aulas de skate, e sobrinha de Vanderlei Arame, skatista profissional e que se destaca pela criatividade em buscar locais inusitados para a prática do esporte. Não à toa, quando questionada quem são suas referências na modalidade, Raicca responde de bate pronto. “Meus ídolos são meu pai, meu tio e meus amigos, que incentivam a andar de skate”, conta a garota, que exalta o suporte que recebe dos familiares. “Tenho apoio da família desde que comecei. Meu pai incentivou a andar e isso ajuda no dia a dia. Todo dia ele me treina. É meu treinador, meu professor, companheiro e pai.”

Além do DNA, Raicca dá sequência ao legado de Sandro e Karen. “Fico muito feliz por morar na cidade dessas duas referências. E ser a terceira geração que vai representar o esporte e a nossa cidade.”

A jovem começou a se aventurar sobre o shape aos 6 anos. Possivelmente, naquele início não imaginasse que, sete anos mais tarde, estaria sendo convocada para a seleção do País, mas agora quer ir ainda mais longe. “Meu sonho no skate é continuar andando, me profissionalizar e, quem sabe, até trazer uma medalha olímpica para meu País”, declara Raicca, campeã brasileira em 2019 na categoria Feminino 1, lembrando que a partir de Tóquio-2021 o skate passa a integrar os Jogos Olímpicos.

Segundo ela, a notícia da convocação veio enquanto curtia momento em família. “Estava em casa com meus pais mexendo nas redes sociais quando recebi a mensagem do Allan Mesquita, técnico da Seleção Brasileira sub-15, me convocando para participar da equipe, e foi uma alegria imensa para mim”, recorda ela. Aliás, o treinador exaltou essa iniciativa da CBSk. “Tenho certeza que será uma geração de ouro que a gente vai auxiliar. Fico feliz de estar cumprindo essa nova missão.”

Raicca recorda que, quando iniciou a prática, eram poucas as meninas. Hoje em dia, entretanto, a situação é outra. “Quando comecei tinha poucas meninas para andar, até nas aulas do meu pai. Sempre andava com os meninos. Só depois de muito tempo começaram a chegar as meninas. Meu pai me colocava para correr em campeonato masculino, porque não tinha muitas meninas e não dava para criar categoria.”

Sobre a rotina, Raicca admite que tem de se desdobrar para cumprir com as obrigações. “A minha rotina de treinos e estudos é puxada, mas o Colégio Xingu me dá todo suporte para que consiga conciliar treinos e estudos”, agradece a skatista, que teve os treinamentos atrapalhados pela quarentena imposta pelo novo coronavírus. “A pandemia prejudicou sim, porque as pistas fecharam e sobraram pouquíssimas, como o (Parque) Ana Brandão, onde o bowl, que é minha especialidade, está muito esburacado, o street também, aí é muito ruim”, lamenta. 



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Raicca Ventura leva Sto.André para a Seleção sub-15 de skate

Filha e sobrinha de skatistas, jovem celebra convocação para primeira equipe de base

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 07:00


Recentemente, a CBSk (Confederação Brasileira de Skate) realizou a primeira convocatória de uma seleção sub-15. Terra do hexacampeão mundial Sandro Dias, o Mineirinho, e da tetracampeã mundial Karen Jonz (santista, mas moradora desde os 5 anos), Santo André segue representada. A jovem Raicca Ventura de Oliveira, 13 anos, foi chamada para compor a equipe, em projeto formado para “identificar, preparar e dar suporte para a nova geração do skate brasileiro”, segundo a entidade gestora da modalidade. Foram chamados 16 atletas, oito meninos e oito meninas.

O skate está no sangue de Raicca. Afinal, é filha de Elber Bereta, que dá aulas de skate, e sobrinha de Vanderlei Arame, skatista profissional e que se destaca pela criatividade em buscar locais inusitados para a prática do esporte. Não à toa, quando questionada quem são suas referências na modalidade, Raicca responde de bate pronto. “Meus ídolos são meu pai, meu tio e meus amigos, que incentivam a andar de skate”, conta a garota, que exalta o suporte que recebe dos familiares. “Tenho apoio da família desde que comecei. Meu pai incentivou a andar e isso ajuda no dia a dia. Todo dia ele me treina. É meu treinador, meu professor, companheiro e pai.”

Além do DNA, Raicca dá sequência ao legado de Sandro e Karen. “Fico muito feliz por morar na cidade dessas duas referências. E ser a terceira geração que vai representar o esporte e a nossa cidade.”

A jovem começou a se aventurar sobre o shape aos 6 anos. Possivelmente, naquele início não imaginasse que, sete anos mais tarde, estaria sendo convocada para a seleção do País, mas agora quer ir ainda mais longe. “Meu sonho no skate é continuar andando, me profissionalizar e, quem sabe, até trazer uma medalha olímpica para meu País”, declara Raicca, campeã brasileira em 2019 na categoria Feminino 1, lembrando que a partir de Tóquio-2021 o skate passa a integrar os Jogos Olímpicos.

Segundo ela, a notícia da convocação veio enquanto curtia momento em família. “Estava em casa com meus pais mexendo nas redes sociais quando recebi a mensagem do Allan Mesquita, técnico da Seleção Brasileira sub-15, me convocando para participar da equipe, e foi uma alegria imensa para mim”, recorda ela. Aliás, o treinador exaltou essa iniciativa da CBSk. “Tenho certeza que será uma geração de ouro que a gente vai auxiliar. Fico feliz de estar cumprindo essa nova missão.”

Raicca recorda que, quando iniciou a prática, eram poucas as meninas. Hoje em dia, entretanto, a situação é outra. “Quando comecei tinha poucas meninas para andar, até nas aulas do meu pai. Sempre andava com os meninos. Só depois de muito tempo começaram a chegar as meninas. Meu pai me colocava para correr em campeonato masculino, porque não tinha muitas meninas e não dava para criar categoria.”

Sobre a rotina, Raicca admite que tem de se desdobrar para cumprir com as obrigações. “A minha rotina de treinos e estudos é puxada, mas o Colégio Xingu me dá todo suporte para que consiga conciliar treinos e estudos”, agradece a skatista, que teve os treinamentos atrapalhados pela quarentena imposta pelo novo coronavírus. “A pandemia prejudicou sim, porque as pistas fecharam e sobraram pouquíssimas, como o (Parque) Ana Brandão, onde o bowl, que é minha especialidade, está muito esburacado, o street também, aí é muito ruim”, lamenta. 

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