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Caucaia fica ilhado em dias de chuva


Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

11/11/2005 | 08:38


Quando chove na região da rua João Lunardi, no bairro Caucaia, em Ribeirão Pires, os moradores ficam ilhados. A ladeira de terra fica lisa e impossibilita a passagem de veículos. Sem alternativa, as crianças vão para a escola andando na rua de lama até o local onde as peruas escolares conseguem chegar. A rua fica em área de proteção aos mananciais, na divisa com Santo André, e, por isso, não pode ser pavimentada. A solução apresentada pelos moradores é a colocação de cascalho na via.

“É só ter uma garoa mais forte para isso aqui tudo ficar um lamaçal. A perua não sobe, aí temos que andar. Já aconteceu de meus filhos ficarem uma semana sem ir para a escola porque não conseguíamos chegar até o ponto de ônibus”, conta a dona-de-casa Maria José Aparecida Santos Santana, 30 anos, que leva dois filhos para a escola de manhã e outras duas filhas à tarde. Um dos filhos, Pedro Paulo, 12 anos, explica o transtorno por não ter transporte em dias chuvosos. “A gente anda pelo barro e fica com lama no pé o dia todo. Tem dia que não dá para passar, já cheguei até a perder prova.” O percurso a pé na lama tem aproximadamente um quilômetro.

Quem pode, improvisa condução para os filhos. O caseiro Moisés de Carvalho, 35 anos, usa uma moto para levar os filhos de 7 e 9 anos pela lama até o ponto em que a perua os aguarda. “A gente não tem escolha. Caminhões das prefeituras de Santo André e Ribeirão passam aqui para arrumar a rua João Lunardi e a rua Caucaia. A Caucaia pertence a Santo André, a João Lunardi a Ribeirão. Os caminhões de Santo André passam pela João Lunardi para chegar até a Caucaia, onde fazem manutenção. Só que quando passam, destroem a manutenção que Ribeirão fez na João Lunardi. É uma terra de ninguém”, lamenta Carvalho.

Prioridade – O secretário de Obras e Serviços Urbanos de Ribeirão Pires, Aurélio Francisco Lelo Carpinelli, disse quinta-feira que funcionários da Prefeitura estiveram há algum tempo no local, e que devem voltar à área tão logo sejam finalizados serviços similares em Ouro Fino. O secretário afirmou que o serviço no local é uma prioridade da Prefeitura por atrapalhar a ida de crianças à escola. “Se envolve saúde e educação, eu faço. O resto pode esperar”, garantiu o secretário.

Carpinelli disse, no entanto, que não é possível dar prazo para que os serviços sejam realizados, pois a manutenção depende de fatores como tempo seco para ser feito.

A Prefeitura de Santo André informou que os caminhões passam cheios pela rua João Lunardi, fazem serviços na Caucaia e retornam pela estrada do Rio Pequeno. A Prefeitura informou que estudará a possibilidade de inverter esse trajeto, fazendo os caminhões passarem vazios na Lunardi, amenizando o problema. Mas a Prefeitura lembrou que outros caminhões particulares também passam no local.


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Caucaia fica ilhado em dias de chuva

Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

11/11/2005 | 08:38


Quando chove na região da rua João Lunardi, no bairro Caucaia, em Ribeirão Pires, os moradores ficam ilhados. A ladeira de terra fica lisa e impossibilita a passagem de veículos. Sem alternativa, as crianças vão para a escola andando na rua de lama até o local onde as peruas escolares conseguem chegar. A rua fica em área de proteção aos mananciais, na divisa com Santo André, e, por isso, não pode ser pavimentada. A solução apresentada pelos moradores é a colocação de cascalho na via.

“É só ter uma garoa mais forte para isso aqui tudo ficar um lamaçal. A perua não sobe, aí temos que andar. Já aconteceu de meus filhos ficarem uma semana sem ir para a escola porque não conseguíamos chegar até o ponto de ônibus”, conta a dona-de-casa Maria José Aparecida Santos Santana, 30 anos, que leva dois filhos para a escola de manhã e outras duas filhas à tarde. Um dos filhos, Pedro Paulo, 12 anos, explica o transtorno por não ter transporte em dias chuvosos. “A gente anda pelo barro e fica com lama no pé o dia todo. Tem dia que não dá para passar, já cheguei até a perder prova.” O percurso a pé na lama tem aproximadamente um quilômetro.

Quem pode, improvisa condução para os filhos. O caseiro Moisés de Carvalho, 35 anos, usa uma moto para levar os filhos de 7 e 9 anos pela lama até o ponto em que a perua os aguarda. “A gente não tem escolha. Caminhões das prefeituras de Santo André e Ribeirão passam aqui para arrumar a rua João Lunardi e a rua Caucaia. A Caucaia pertence a Santo André, a João Lunardi a Ribeirão. Os caminhões de Santo André passam pela João Lunardi para chegar até a Caucaia, onde fazem manutenção. Só que quando passam, destroem a manutenção que Ribeirão fez na João Lunardi. É uma terra de ninguém”, lamenta Carvalho.

Prioridade – O secretário de Obras e Serviços Urbanos de Ribeirão Pires, Aurélio Francisco Lelo Carpinelli, disse quinta-feira que funcionários da Prefeitura estiveram há algum tempo no local, e que devem voltar à área tão logo sejam finalizados serviços similares em Ouro Fino. O secretário afirmou que o serviço no local é uma prioridade da Prefeitura por atrapalhar a ida de crianças à escola. “Se envolve saúde e educação, eu faço. O resto pode esperar”, garantiu o secretário.

Carpinelli disse, no entanto, que não é possível dar prazo para que os serviços sejam realizados, pois a manutenção depende de fatores como tempo seco para ser feito.

A Prefeitura de Santo André informou que os caminhões passam cheios pela rua João Lunardi, fazem serviços na Caucaia e retornam pela estrada do Rio Pequeno. A Prefeitura informou que estudará a possibilidade de inverter esse trajeto, fazendo os caminhões passarem vazios na Lunardi, amenizando o problema. Mas a Prefeitura lembrou que outros caminhões particulares também passam no local.

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