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Encare as trilhas de frente


Thais Villaça
Especial para o Diário

20/02/2007 | 19:13


Quem quer começar a fazer trilhas com sua moto deve ter alguns cuidados básicos antes de se aventurar no meio do mato e da lama. Com as precauções necessárias, o esporte acaba virando uma grande festa devido ao companherismo dos praticantes.

Foi assim que o empresário Luís Deak, 40 anos, se sentiu quando conheceu a modalidade. Há cinco anos, quase teve um enfarte devido ao excesso de trabalho e decidiu começar a pilotar para aliviar as tensões. Gostou tanto do negócio que hoje tem um site dedicado ao esporte.

Por já ter tomado inúmeros tombos no início e ser chamado de “prego” diversas vezes (apelido “carinhoso” dado aos iniciantes), Deak aconselha àqueles que querem adentrar no mundo do motocross fazer um curso de pilotagem off-road, comprar equipamentos de segurança e, claro, uma moto de boa qualidade. “Não tenha medo de perguntar e treine bastante. Esse esporte é muito perigoso e os acidentes graves são freqüentes.”

Os modelos que mais fazem sucesso entre os iniciantes são as Honda XR 250 Tornado, que tem bom custo-benefício, e a CRF 230F que, de acordo com Deak, é a nova vedete dos trilheiros, além da Yamaha XT-225. Motos importadas de alto desempenho são mais caras, mas não necessariamente melhores para a prática, e têm como pontos negativos o custo de manutenção e a escassez de peças de reposição.

Para preparar sua moto para a trilha, algumas dicas são essenciais. Primeiramente, elimine peso tirando equipamentos pesados, desnecessários ou que possam quebrar, deixando apenas farol dianteiro para maior segurança. “Troque peças caras por baratas, como carenagem, faróis e conjunto de relação (coroa, pinhão e corrente)”, recomenda Deak.

Pneus também são itens primordiais, pois precisam ter carcaça reforçada e cravos grandes para proporcionar aderência em terrenos instáveis, aliando performance e durabilidade.

Outra dica indispensável para os trilheiros é adquirir bons equipamentos de segurança, que protejam desde simples arranhões até fraturas e contusões sérias. Capacete reforçado, botas com solado antiderrapante, colete peitoral, cinta abdominal, protetor de coluna cervical articulado, joelheiras, cotoveleiras e óculos com lente de policarbonato são os artigos principais. Leve também uma “camelback”, mochila com água para se manter sempre hidratado. “Os equipamentos são caros, mas muitas lojas financiam em até 12 parcelas”, diz Deak. Portanto, não há desculpas para andar desprotegido.

Com tudo pronto, antes de partir para a trilha escolhida, procure informar-se sobre o grau de dificuldade que oferece. Os principais pontos de encontro no Estado de São Paulo são Alphaville, trilha do Verde em Caucaia do Alto, bar da Xiboca, Taiaçupeba, trilha das Torres e bar do Pedrão. No Grande ABC, existem muitos percursos que saem de São Bernardo ou São Caetano em direção à Serra do Mar, além de Paranapiacaba.

Segundo Deak, também é preciso ter cuidado e nunca sair sozinho. “O grande problema de alguns desses locais é a violência. Os assaltos se tornaram muito comuns nas trilhas, por isso o pessoal tem buscado parques fechados, como Japiapé, Mbox, Toca do Cross e Biritiba-Mirim. Lugares como Alphaville e trilha do Verde são famosos pelos assaltos.”

Site: www.deakracing.com.br



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