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Marasmo do Congresso já motiva críticas


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/08/2005 | 07:58


Após quase 100 dias da maior crise política da história recente do país, diversos movimentos sociais - muitos dos quais ligados à fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) - já começam a reclamar do marasmo em que se transformaram as sessões do Congresso, a não ser, claro, os concorridos depoimentos das CPMIs (Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito) dos Bingos e do Mensalão. Muitos dizem até que os deputados e senadores "engessaram" as principais votações de projetos importantes, como, por exemplo, a reforma sindical.

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José Lopez Feijóo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - filiado à CUT e que já foi presidido por Lula nos anos 70 -, também concorda com Felício. Para o sindicalista, chegou a hora de terminar o \'espetáculo\' das CPIs e voltar à rotina de trabalho. "Acho que o Congresso tem que seguir com as CPIs, mas ter menos espetáculo e mais votação. Projetos como as reformas política e universitária não podem ficar parados, aguardando esse circo que se transformaram as CPIs. A nação não pode ficar parada, sob perigo de jogar fora tudo que foi construído nesses dois anos e meio pelo governo Lula. É inaceitável ver deputados procurando \'cinco minutos de fama\' na TV e esquecendo outros trabalhos. Precisamos mudar isso urgente", critica.

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O ministro do Trabalho e ex-presidente da CUT, Luiz Marinho, analisa com naturalidade esse período de poucas decisões do Congresso. "Em momentos de turbulência política é natural que o Congresso tenha que passar por um processo para absorver essa turbulência e o parlamento brasileiro é a autoridade constituída em um processo democrático para tomar as providências necessárias". Para ele, essas investigações demonstram a consolidação da democracia brasileira. "Nós temos que valorizar o processo democrático brasileiro. Os problemas políticos têm que ser analisados com o auxílio da Polícia Federal e Ministério Público. E o Brasil tem que continuar o processo de crescimento. Precisamos ter consciência disso", analisa.",1]);//-->

Um dos mais críticos em relação à postura dos parlamentares é o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), João Felício. "Acho que o Congresso está paralisado e não pode ficar só em função das CPIs. Ele precisa apresentar uma agenda positiva à sociedade brasileira, aprovando ou rejeitando projetos de lei que tenham a ver com a vida nacional. Entre os projetos, posso citar a reforma sindical, que está parada, o projeto que reduz jornada de trabalho, além da própria reforma política. É preciso encontrar uma maneira para que os trabalhos das CPIs e as votações importantes andem paralelamente", analisa.

José Lopez Feijóo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - filiado à CUT e que já foi presidido por Lula nos anos 70 -, também concorda com Felício. Para o sindicalista, chegou a hora de terminar o 'espetáculo' das CPIs e voltar à rotina de trabalho. "Acho que o Congresso tem que seguir com as CPIs, mas ter menos espetáculo e mais votação. Projetos como as reformas política e universitária não podem ficar parados, aguardando esse circo que se transformaram as CPIs. A nação não pode ficar parada, sob perigo de jogar fora tudo que foi construído nesses dois anos e meio pelo governo Lula. É inaceitável ver deputados procurando 'cinco minutos de fama' na TV e esquecendo outros trabalhos. Precisamos mudar isso urgente", critica.

O ministro do Trabalho e ex-presidente da CUT, Luiz Marinho, analisa com naturalidade esse período de poucas decisões do Congresso. "Em momentos de turbulência política é natural que o Congresso tenha que passar por um processo para absorver essa turbulência e o parlamento brasileiro é a autoridade constituída em um processo democrático para tomar as providências necessárias". Para ele, essas investigações demonstram a consolidação da democracia brasileira. "Nós temos que valorizar o processo democrático brasileiro. Os problemas políticos têm que ser analisados com o auxílio da Polícia Federal e Ministério Público. E o Brasil tem que continuar o processo de crescimento. Precisamos ter consciência disso", analisa.

Mesmo assim, Marinho acha que é importante que as principais votações sejam retomadas, mesmo no período de duração das comissões de inquérito. "O Congresso tem que saber dosar o seu papel constituído de responder à crise, mas ao mesmo tempo, paralelamente ao funcionamento das CPIs, voltar à normalidade. O Congresso precisa - e acho que eles estão buscando isso - de um esforço redobrado para responder a esse momento. Isso é o que cabe e o que a sociedade espera do Congresso Nacional."



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