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Rubinho se irrita com insinuações de que 'se vendeu'


Flavio Gomes
De Mônaco, especial para o Diário

23/05/2002 | 00:03


No dia em que completou 30 anos, Rubens Barrichello voltou a defender a Ferrari em Mônaco, ao ser bombardeado com perguntas sobre o escândalo de Zeltweg. O brasileiro deu um recado aos torcedores que ficaram irritados com a entrega da vitória no GP da Áustria a Michael Schumacher: “nesta hora, tenho de ser uma geladeira. Se as pessoas no Brasil querem assistir às corridas, que assistam porque gostam de F-1. Quem não quiser assistir, não assista”.

Rubens admite que a repercussão do episódio foi maior do que a Ferrari esperava. Para ele, “o GP da Áustria vai mudar um pouquinho a F-1”. Aproveitou para dar um recado àqueles que acham que ele “se vendeu”. “Quem pensa que estou contente com meu dinheiro e com minha vida porque vou para Maranello e eles me dão uma Ferrari para guiar estão enganados”.

A convocação da FIA para que a Ferrari, pilotos incluídos, dê explicações na próxima reunião do Conselho Mundial, dia 26 de junho, em Paris, não assusta Barrichello. A entidade contestará a bagunça no pódio – Schumacher colocou o brasileiro no degrau mais alto e lhe deu o troféu do vencedor.

Rubinho não se mostrou muito empolgado com o 30º aniversário. “É engraçado, porque sempre fui o mais jovem da turma em tudo que fiz. Até o dia em que o Magnussen chegou à Stewart. Foi aí que comecei a me sentir velho”, disse o piloto, atualmente o segundo mais experiente da F-1 em número de GPs disputados (ele só perde para Schumacher).

“Não sei se essa idade muda alguma coisa. Só sei que estou num grande momento da minha vida”, falou. Rubens estreou na categoria em 1993 pela Jordan, na África do Sul. Em 1994, subiu ao pódio pela primeira vez, em Aida, no Japão. Defendeu a equipe até 1996, correu pela Stewart entre 1997 e 1999 e está em sua terceira temporada pela Ferrari. Ganhou só um GP, o da Alemanha, em 2000.

O piloto insiste que vive um momento especial na F-1 e que sua vontade de vencer segue inabalável. “A partir das últimas quatro corridas do ano passado eu venho melhorando, pensando mais em mim. Nas férias, tive tempo para reorganizar as idéias. Minha hora vai chegar se eu mantiver a determinação. Não é por causa do carro que estou guiando melhor. É a atitude. Aqui, com certeza vamos conversar muito antes sobre o que pode acontecer domingo. Mas, como sempre, entrarei no carro pensando em vencer a corrida”.

Os treinos para a sétima etapa do Mundial começam nesta quinta, com previsão de chuva.



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