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Lauro diz não poder pagar R$ 500 do Bolsa Aluguel

Prefeito de Diadema culpa o antecessor, Mário Reali


Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

02/04/2013 | 07:12


Motivo de protestos nas sessões da Câmara de Diadema, o pagamento integral do programa Bolsa Aluguel em R$ 500 não sairá do papel em 2013, de acordo com o prefeito Lauro Michels (PV). O verde alega que o antecessor Mário Reali (PT) não previu esses gastos no Orçamento deste ano, estimado em R$ 932 milhões. Enquanto isso, uma parte das famílias beneficiadas seguirá recebendo até R$ 420, enquanto outra, que depende do convênio com governo do Estado, subsídios no teto de R$ 390.

"Não há possibilidade de pagarmos R$ 500 neste ano, porque não há Orçamento para arcar com isso. O ex-prefeito (Mário Reali) sabia disso e deixou essa bomba para fazer demagogia", enfatizou Lauro

De acordo com a lei encaminhada por Reali e aprovada pela Câmara em dezembro de 2012, a Prefeitura pode pagar até R$ 500 aos 1.235 moradores de área de risco inscritos no programa. Entretanto, a gestão do verde tem lidado com atrasos na quitação dos débitos. Após demora inicial nos pagamentos, o Paço depositou até R$ 350 a todos os beneficiários, referentes ao mês de janeiro, gerando mais protestos.

Há dois grupos de beneficiários do Bolsa Aluguel. O primeiro engloba 965 moradores atendidos exclusivamente pela Prefeitura. Com reajuste de 20% sobre os valores anteriores, válido a partir dos repasses de fevereiro, essa ala recebe entre R$ 360 e R$ 420 - o último caso para famílias a partir de cinco pessoas.

O segundo lote está inscrito no Ame (Auxílio-Moradia Emergencial) 2010, com 133 contemplados, e Ame Ecovias, com 137 inscritos. Os dois convênios foram assinados entre o município e o governo do Estado. No primeiro caso, as famílias recebem entre R$ 330 e R$ 390, enquanto o segundo bloco é contemplado por R$ 360. Também houve atraso nos repasses da Prefeitura para esses munícipes, mas já foram quitados. Esses moradores ainda dependem de uma resposta do Estado para que os subsídios alcancem o teto de R$ 420.

Despreocupado com os protestos, Lauro atrelou às manifestações aos interesses do PT. "Houve protesto do (vereador) Ronaldo Lacerda (PT) e gente dele que quer causar (problemas). Já aumentamos o Bolsa Aluguel e o nosso compromisso está cumprido", analisou.

Para Paço e Parlamento falarem a mesma língua, o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Eduardo Monteiro, explicará a situação do Bolsa Aluguel em reunião que será realizada na quinta-feira, às 10h, na Câmara.

 

Verde cogita reabertura de Hospital Infantil

Mais um objeto de crítica do PT de Diadema à gestão do prefeito Lauro Michels, o Hospital Infantil será reaberto, segundo o verde, mas não na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim das Nações, onde o serviço era feito. O gestor da cidade justifica que atendimento a crianças ocorre na UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) do Jardim Paineiras, o que torna o serviço na região inviável.

"Vou fazer um estudo para reabertura do Hospital Infantil, mas o que tem de ser dito é que, para aquela localidade, foi assinado um termo de ajuste como governo federal, para que se construísse a UPA ali e, por isso, foi fechado o Hospital Infantil", pontuou.

Fechado em 2010 pela administração do ex-prefeito Mário Reali (PT), o Hospital Infantil foi tema do requerimento encaminhado pelo vereador Josa Queiroz (PT), para sua reabertura. No entanto, o parlamentar teve como resposta do secretário de Saúde, José Augusto da Silva Ramos (PSDB), que a administração municipal herdou da gestão petista passivo de R$ 180 milhões na Saúde, impossibilitando a retomada do serviço.

"Josa estava na administração (Reali). Por que agora coloca a faca no meu pescoço? Posso reabrir o Hospital Infantil onde quiser", concluiu Lauro.



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