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Vendas de carros zero sobem em março

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Números são de pesquisa da Fenabrave; na comparação
com 2012, porém, o volume comercializado é 5,5% menor


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

02/04/2013 | 07:10


As vendas de carros zero-quilômetro reagiram em março, com crescimento de 20,8% frente a fevereiro. Foram comercializadas no mês 283.934 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, de acordo com dados divulgados ontem pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

A reação era esperada, por dois motivos: o efeito calendário, já que fevereiro teve o Carnaval e três dias úteis a menos; e o outro foi o fato de que a partir deste mês a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subiria - no primeiro trimestre estava em 2% para os carros 1.0 e agora iria para 3%, o que tornaria os veículos mais caros -, mas esse aumento de tributação não ocorreu. Isso porque houve a prorrogação dos níveis atuais de cobrança do imposto até 31 de dezembro.

"Foi um crescimento considerável, o IPI (reduzido) colaborou", avalia o gerente de revenda da Ford em Santo André Glauco Dib Cassab. Para estimular o consumidor a antecipar as compras, concessionárias e montadoras fizeram campanhas promocionais.

"Tivemos feirão de fábrica, o que deu uma alavancada", afirmou o gerente de concessionária Chevrolet em Santo André Christian Bittner.

PRORROGAÇÃO - Considerando os dados dos três primeiros meses, o resultado foi positivo, com alta de 1,5% em relação ao mesmo trimestre em 2012. Apesar da melhora dos resultados, as vendas do setor em março ainda ficaram 5,5% abaixo das do mesmo mês no ano passado.

Dessa forma, o governo agiu com bom-senso ao prorrogar o tributo reduzido até o fim do ano, avalia o presidente do Sincodiv-SP (Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras no Estado de São Paulo), Octavio Vallejo. Para ele, o crescimento dos estoques justifica o adiamento da retirada gradual do incentivo tributário. Em fevereiro, pelo ritmo atual de vendas, para desovar todo o volume de carros parados nos pátios das montadoras e nas lojas levaria 39 dias. Em janeiro, representava 29 dias.

A prorrogação, no entanto, vai exigir mais empenho do segmento, na avaliação do consultor André Beer. "O governo estava fazendo o marketing do setor", diz. Ele explica que isso ocorria porque havia o entendimento de que o preço do carro subiria depois de curto período de tempo, o que acabava não acontecendo por causa de prorrogações do estímulo tributário. "Esse incentivo agora vai ficar até o fim do ano, vamos ver a competência das marcas."

 

 



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