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Dissidentes passarão por comitê de ética, diz Doria

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ao Diário, ex-prefeito alega que tucanos que manifestarem apoio a outro nome devem sair do PSDB


Fábio Martins e Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

21/04/2018 | 07:00


Em visita ao Diário, o ex-chefe do Executivo paulistano e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, mandou recado direto a dissidentes e, sem papas na língua, afirmou que prefeitos que abertamente declararem adesão ao atual governador do Estado, Márcio França (PSB), serão submetidos à comissão de ética do tucanato. “A meu ver, aqueles que são do PSDB e manifestarem apoio a outro candidato devem sair do PSDB. Respeito a decisão, índole, mas saiam do PSDB. Se não estiverem felizes com o PSDB ou com o candidato do PSDB escolham o seu campo, saiam do PSDB, peçam seu desligamento e façam campanha de outro (partido)”, alegou.

A fala de Doria se dá em meio à declaração do correligionário e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, de que estará no palanque eleitoral de França. “No PSDB devem permanecer aqueles que votam PSDB. É simples assim”, sentenciou o ex-prefeito paulistano, que se desincompatibilizou do cargo no Paço no dia 6 para entrar na briga pelo Palácio dos Bandeirantes. Então número dois de Geraldo Alckmin (PSDB) e hoje no posto máximo do Estado, França possui suporte de quatro dos sete prefeitos da região – além de Atila Jacomussi (Mauá) e Adler Kiko Teixeira (Ribeirão Pires), ambos do PSB, Lauro Michels (PV, Diadema) e agora Maranhão.

Durante a entrevista, Doria buscou descolar a imagem de França ao PSDB. Falou que quem é tucano “não se ilude e não se engana”. Segundo o ex-prefeito, os eleitores que votaram em Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e Alckmin – todos ex-governadores do Estado – agora têm um candidato: “João Doria. A eles dedico a campanha, a reverência a esses 24 anos de governos bem-sucedidos”, avaliou o tucano, que aparece com 29% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, seguido por Paulo Skaf (MDB), com 20%. França registrou 8%. “Vou repetir uma obviedade. É retrato do momento. Houve crescimento de 11 pontos em um período de quatro meses.”

Doria rechaçou que Alckmin, pré-candidato ao Planalto em outubro, enfrentará saia justa em São Paulo por conta da candidatura do seu vice à reeleição. Para o tucano, o ex-governo escolheu e tem lado. “O palanque de Alckmin é do PSDB e nosso palanque é Alckmin. Só temos um candidato à Presidência”, pontuou, desferindo, logo na sequência, críticas a quem pode ser seu principal adversário na concorrência. “Ao contrário do Márcio França, que tem quatro e na iminência de ter o quinto: ofereceu palanque ao Podemos, com Álvaro Dias; Solidariedade, com Aldo Rebelo; PCdoB, com Manoela D’Avila; e, ainda que em caráter preliminar, Joaquim Barbosa, do próprio PSB. Sem considerar outras tratativas. É infidelidade múltipla.”

Sobre especulações de que poderia assumir a condição de presidenciável em caso de Alckmin não decolar nas pesquisas até o fim de junho, Doria negou qualquer possibilidade. “Completamente descartado, nenhuma hipótese. O Alckmin é e será nosso candidato em qualquer circunstância.”


‘Esse evento é do PSDB e eu sou do PSDB’

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), evitou ontem declarar explicitamente que vai aderir ao projeto de João Doria (PSDB), ex-prefeito da Capital, na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. O tucano, contudo, também não sugeriu que possa subir no palanque do governador Márcio França (PSB), que disputará a reeleição.

Em ato realizado em São Caetano, quintal de Auricchio, o chefe do Palácio da Cerâmica discursou ao lado do ex-prefeito paulistano, elogiou o tucano, falou em vitória no pleito, mas não disse que irá pedir votos ao correligionário, como afirmaram outros tucanos.

Questionado pelo Diário minutos antes de o evento começar se o ato selaria sua adesão ao projeto de Doria, Auricchio voltou a despistar, como já havia feito nesta semana quando indagado sobre sua posição no páreo pelo governo estadual. “Esse evento é do PSDB de São Caetano em apoio à candidatura do Doria. Eu sou do PSDB”, desconversou.

Na quarta-feira, no mesmo dia em que o prefeito de Rio Grande da Serra, o tucano Gabriel Maranhão, declarou categoricamente que estará no palanque de França em vez de apoiar Doria, Auricchio evitou, em entrevista ao Diário, cravar adesão à candidatura tucana, tampouco a do atual governador. “Eu sou (Geraldo) Alckmin”, alegou, na ocasião, referindo-se ao nome do tucanato à Presidência.

Em discurso breve e que antecedeu o de Doria, Auricchio enalteceu o tucano, relembrou da época em que foi secretário estadual de Esportes, entre 2013 e 2015, e recebeu “dicas” do tucano, que ainda não havia chegado ao comando do Paço paulistano. “Não tenho dúvidas de que sua trajetória vai te levar para o governo do Estado”, disse Auricchio, ao finalizar a fala enaltecendo a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin ao Planalto. “Com Alckmin e com Doria, (vamos) rumo à vitória.”

Doria foi recebido com pompas em espaço onde os tucanos de São Caetano promoveram os primeiros atos de campanha no pleito majoritário de 2016. Além de Auricchio, Doria chegou ao local acompanhado dos prefeitos tucanos Paulo Serra, de Santo André, e Orlando Morando, de São Bernardo. O ato também reuniu diversas lideranças do tucanato da cidade e da região, além de funcionários e secretários do governo Auricchio. 



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Dissidentes passarão por comitê de ética, diz Doria

Ao Diário, ex-prefeito alega que tucanos que manifestarem apoio a outro nome devem sair do PSDB

Fábio Martins e Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

21/04/2018 | 07:00


Em visita ao Diário, o ex-chefe do Executivo paulistano e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, mandou recado direto a dissidentes e, sem papas na língua, afirmou que prefeitos que abertamente declararem adesão ao atual governador do Estado, Márcio França (PSB), serão submetidos à comissão de ética do tucanato. “A meu ver, aqueles que são do PSDB e manifestarem apoio a outro candidato devem sair do PSDB. Respeito a decisão, índole, mas saiam do PSDB. Se não estiverem felizes com o PSDB ou com o candidato do PSDB escolham o seu campo, saiam do PSDB, peçam seu desligamento e façam campanha de outro (partido)”, alegou.

A fala de Doria se dá em meio à declaração do correligionário e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, de que estará no palanque eleitoral de França. “No PSDB devem permanecer aqueles que votam PSDB. É simples assim”, sentenciou o ex-prefeito paulistano, que se desincompatibilizou do cargo no Paço no dia 6 para entrar na briga pelo Palácio dos Bandeirantes. Então número dois de Geraldo Alckmin (PSDB) e hoje no posto máximo do Estado, França possui suporte de quatro dos sete prefeitos da região – além de Atila Jacomussi (Mauá) e Adler Kiko Teixeira (Ribeirão Pires), ambos do PSB, Lauro Michels (PV, Diadema) e agora Maranhão.

Durante a entrevista, Doria buscou descolar a imagem de França ao PSDB. Falou que quem é tucano “não se ilude e não se engana”. Segundo o ex-prefeito, os eleitores que votaram em Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e Alckmin – todos ex-governadores do Estado – agora têm um candidato: “João Doria. A eles dedico a campanha, a reverência a esses 24 anos de governos bem-sucedidos”, avaliou o tucano, que aparece com 29% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, seguido por Paulo Skaf (MDB), com 20%. França registrou 8%. “Vou repetir uma obviedade. É retrato do momento. Houve crescimento de 11 pontos em um período de quatro meses.”

Doria rechaçou que Alckmin, pré-candidato ao Planalto em outubro, enfrentará saia justa em São Paulo por conta da candidatura do seu vice à reeleição. Para o tucano, o ex-governo escolheu e tem lado. “O palanque de Alckmin é do PSDB e nosso palanque é Alckmin. Só temos um candidato à Presidência”, pontuou, desferindo, logo na sequência, críticas a quem pode ser seu principal adversário na concorrência. “Ao contrário do Márcio França, que tem quatro e na iminência de ter o quinto: ofereceu palanque ao Podemos, com Álvaro Dias; Solidariedade, com Aldo Rebelo; PCdoB, com Manoela D’Avila; e, ainda que em caráter preliminar, Joaquim Barbosa, do próprio PSB. Sem considerar outras tratativas. É infidelidade múltipla.”

Sobre especulações de que poderia assumir a condição de presidenciável em caso de Alckmin não decolar nas pesquisas até o fim de junho, Doria negou qualquer possibilidade. “Completamente descartado, nenhuma hipótese. O Alckmin é e será nosso candidato em qualquer circunstância.”


‘Esse evento é do PSDB e eu sou do PSDB’

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), evitou ontem declarar explicitamente que vai aderir ao projeto de João Doria (PSDB), ex-prefeito da Capital, na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. O tucano, contudo, também não sugeriu que possa subir no palanque do governador Márcio França (PSB), que disputará a reeleição.

Em ato realizado em São Caetano, quintal de Auricchio, o chefe do Palácio da Cerâmica discursou ao lado do ex-prefeito paulistano, elogiou o tucano, falou em vitória no pleito, mas não disse que irá pedir votos ao correligionário, como afirmaram outros tucanos.

Questionado pelo Diário minutos antes de o evento começar se o ato selaria sua adesão ao projeto de Doria, Auricchio voltou a despistar, como já havia feito nesta semana quando indagado sobre sua posição no páreo pelo governo estadual. “Esse evento é do PSDB de São Caetano em apoio à candidatura do Doria. Eu sou do PSDB”, desconversou.

Na quarta-feira, no mesmo dia em que o prefeito de Rio Grande da Serra, o tucano Gabriel Maranhão, declarou categoricamente que estará no palanque de França em vez de apoiar Doria, Auricchio evitou, em entrevista ao Diário, cravar adesão à candidatura tucana, tampouco a do atual governador. “Eu sou (Geraldo) Alckmin”, alegou, na ocasião, referindo-se ao nome do tucanato à Presidência.

Em discurso breve e que antecedeu o de Doria, Auricchio enalteceu o tucano, relembrou da época em que foi secretário estadual de Esportes, entre 2013 e 2015, e recebeu “dicas” do tucano, que ainda não havia chegado ao comando do Paço paulistano. “Não tenho dúvidas de que sua trajetória vai te levar para o governo do Estado”, disse Auricchio, ao finalizar a fala enaltecendo a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin ao Planalto. “Com Alckmin e com Doria, (vamos) rumo à vitória.”

Doria foi recebido com pompas em espaço onde os tucanos de São Caetano promoveram os primeiros atos de campanha no pleito majoritário de 2016. Além de Auricchio, Doria chegou ao local acompanhado dos prefeitos tucanos Paulo Serra, de Santo André, e Orlando Morando, de São Bernardo. O ato também reuniu diversas lideranças do tucanato da cidade e da região, além de funcionários e secretários do governo Auricchio. 

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