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MP comprova fraude em vendas ao PAS


Do Diário do Grande ABC

14/07/2000 | 00:53


O Ministério Público Estadual diz ter encontrado provas de fraude em tomadas de preços para compra de material hospitalar no módulo 15 (Tatuapé) do Plano de Atendimento à Saúde e no Hospital do Servidor Municipal. O mesmo esquema já havia sido descoberto pela promotoria no módulo 4 (Mooca) do PAS. A suposta fraude tem como principal beneficiada a empresa Matmed, suspeita de liderar um "cartel" de empresas fornecedoras do PAS

No módulo 15, a tomada de preços sob suspeita foi feita em julho de 1998. A Matmed venceu a concorrência com preço de R$ 10,1 mil. A empresa Allaginn ficou em terceiro lugar com proposta de R$ 10,7 mil. Essa distribuidora de material hospitalar tem como sócia Fernanda Sato Kurokawa, cunhada de um dos donos da Matmed, Amauri Alves Pereira. Também participou da tomada de preços a Commed Material Médico Ltda.

A empresa também está sendo investigada pelos promotores do Grupo de Atuaçao Especial de Repressao ao Crime Organizado e da Cidadania. Até agora nao foi encontrada nenhuma ligaçao de parentesco entre os donos da Commed e da Matmed. O MPE já requereu a instauraçao de cinco inquéritos policiais que vao investigar as irregularidades.

A mesma fraude teria sido aplicada no Hospital do Servidor Público Municipal, em outubro do ano passado. A Matmed, mais uma vez, venceu a concorrência da Allagin e da Onix. A última tinha como proprietária Tereza Alves Pereira, mae dos donos da Matmed, Amauri e Mauro Alves Pereira. Mauro foi acusado de ser o autor de proposta de suborno de R$ 5 milhoes feita ao ex-secretário da Saúde, José Aristodemo Pinotti.

A Onix mudou atualmente de nome para Ambientalix e está, segundo o MPE, em nome de Mauro e Amauri. A tomada de preços do Hospital do Servidor Público Municipal foi vencida pela Matmed com R$ 92,7 mil. A Allagin formulou proposta de R$ 97,5 mil e a Onix de R$ 114,8 mil. Para os promotores, o esquema descoberto está mais do que comprovado.

As investigaçoes buscam ainda irregularidades cometidas em outros módulos do PAS e também no fornecimento de material para o Sistema Integrado Municipal de Saúde. O sistema foi criado pelo atual secretário de Saúde, Jorge Pagura, mas mantém a essência de gerenciamento por meio de cooperativas iniciado pelo PAS.

O sócio da empresa Allaginn, Éder Massaru Kurokawa, e a funcionária da Vitrine Médica, Marinha Maria da Silva estiveram ontem no MPE para interrogatório, mas negaram-se a responder as perguntas dos promotores. A atitude foi tomada por instruçao de advogados. Eles questionam a legitimidade da investigaçao da promotoria.

Marinha foi advertida do risco de manter-se calada, pois estava sendo ouvida como testemunha. Ela será incluída como acusada no inquérito civil, que poderá resultar em açao por ato de improbidade administrativa ou ser processada por falso testemunho. A Vitrine Médica tem como atuais donos dois ex-funcionários da Matmed e anteriormente pertenciam ao pai e à mulher de Amauri.

O candidato do PPB à Prefeitura de Sao Paulo, Paulo Maluf, foi o criador do PAS. Apesar das denúncias de irregularidades, ele afirma que vai manter o sistema caso seja eleito em outubro.



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MP comprova fraude em vendas ao PAS

Do Diário do Grande ABC

14/07/2000 | 00:53


O Ministério Público Estadual diz ter encontrado provas de fraude em tomadas de preços para compra de material hospitalar no módulo 15 (Tatuapé) do Plano de Atendimento à Saúde e no Hospital do Servidor Municipal. O mesmo esquema já havia sido descoberto pela promotoria no módulo 4 (Mooca) do PAS. A suposta fraude tem como principal beneficiada a empresa Matmed, suspeita de liderar um "cartel" de empresas fornecedoras do PAS

No módulo 15, a tomada de preços sob suspeita foi feita em julho de 1998. A Matmed venceu a concorrência com preço de R$ 10,1 mil. A empresa Allaginn ficou em terceiro lugar com proposta de R$ 10,7 mil. Essa distribuidora de material hospitalar tem como sócia Fernanda Sato Kurokawa, cunhada de um dos donos da Matmed, Amauri Alves Pereira. Também participou da tomada de preços a Commed Material Médico Ltda.

A empresa também está sendo investigada pelos promotores do Grupo de Atuaçao Especial de Repressao ao Crime Organizado e da Cidadania. Até agora nao foi encontrada nenhuma ligaçao de parentesco entre os donos da Commed e da Matmed. O MPE já requereu a instauraçao de cinco inquéritos policiais que vao investigar as irregularidades.

A mesma fraude teria sido aplicada no Hospital do Servidor Público Municipal, em outubro do ano passado. A Matmed, mais uma vez, venceu a concorrência da Allagin e da Onix. A última tinha como proprietária Tereza Alves Pereira, mae dos donos da Matmed, Amauri e Mauro Alves Pereira. Mauro foi acusado de ser o autor de proposta de suborno de R$ 5 milhoes feita ao ex-secretário da Saúde, José Aristodemo Pinotti.

A Onix mudou atualmente de nome para Ambientalix e está, segundo o MPE, em nome de Mauro e Amauri. A tomada de preços do Hospital do Servidor Público Municipal foi vencida pela Matmed com R$ 92,7 mil. A Allagin formulou proposta de R$ 97,5 mil e a Onix de R$ 114,8 mil. Para os promotores, o esquema descoberto está mais do que comprovado.

As investigaçoes buscam ainda irregularidades cometidas em outros módulos do PAS e também no fornecimento de material para o Sistema Integrado Municipal de Saúde. O sistema foi criado pelo atual secretário de Saúde, Jorge Pagura, mas mantém a essência de gerenciamento por meio de cooperativas iniciado pelo PAS.

O sócio da empresa Allaginn, Éder Massaru Kurokawa, e a funcionária da Vitrine Médica, Marinha Maria da Silva estiveram ontem no MPE para interrogatório, mas negaram-se a responder as perguntas dos promotores. A atitude foi tomada por instruçao de advogados. Eles questionam a legitimidade da investigaçao da promotoria.

Marinha foi advertida do risco de manter-se calada, pois estava sendo ouvida como testemunha. Ela será incluída como acusada no inquérito civil, que poderá resultar em açao por ato de improbidade administrativa ou ser processada por falso testemunho. A Vitrine Médica tem como atuais donos dois ex-funcionários da Matmed e anteriormente pertenciam ao pai e à mulher de Amauri.

O candidato do PPB à Prefeitura de Sao Paulo, Paulo Maluf, foi o criador do PAS. Apesar das denúncias de irregularidades, ele afirma que vai manter o sistema caso seja eleito em outubro.

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