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Chapecó e Medellín se unem em homenagem às vítimas

Estadão Conteúdo  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Torcidas fazem gesto emocionante em prol
dos mortos da tragédia aérea na Colômbia


Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

01/12/2016 | 07:00


As torcidas de Chapecoense e Atlético Nacional, que seriam rivais ontem à noite no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, se uniram por um mesmo propósito: prestar homenagens às 71 vítimas do desastre aéreo da terça-feira. A Arena Condá, em Chapecó, e o Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, foram tomados de verde e branco para tentar dar algum conforto e alento aos familiares daqueles que tiveram a vida ceifada.

No Sul, a torcida da Chape começou a lotar a Arena durante a tarde, quando diversos cantos de apoio foram ouvidos. Com o cair da noite, o estádio atingiu sua capacidade máxima – cerca de 23 mil pessoas – e os portões foram fechados – os que estavam fora acompanharam a homenagem por telões. As luzes foram diminuídas e o brilho dos celulares tomou conta.

Uma cerimônia religiosa foi celebrada e, depois, os jogadores remanescentes, ao lado das mascotes da Chape e de crianças das categorias de base, deram uma volta olímpica. Emocionada, a torcida ainda achou forças para gritar ‘é, campeão’ antes de, no telão, serem apresentados os nomes e fotos de todos os mortos com os dizeres ‘eternos campeões’. Ontem, o estádio já estava sendo preparado para o velório coletivo, que deve ocorrer amanhã.

Quando a homenagem terminou em Chapecó, por volta das 21h45, teve início o cerimonial em Medellín, na hora em que o primeiro jogo da final seria disputado. Lotado por cerca de 50 mil pessoas vestindo majoritariamente o branco – os portões tiveram de ser fechados porque outras milhares se aglomeravam fora do local –, o Atanasio Girardot se iluminou com velas e foi tomado por um som uníssono de ‘vamos, vamos Chape’.

Um dos momentos mais emocionantes foi quando os nomes dos mortos foram lidos enquanto balões brancos eram soltos e voavam em direção ao céu.

“É uma homenagem sem precedentes. Muito obrigado à Colômbia. Somos um time pequeno e nunca tivemos tanta gente gritando Chape”, afirmou Luciano Buligon, prefeito de Chapecó.



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Chapecó e Medellín se unem em homenagem às vítimas

Torcidas fazem gesto emocionante em prol
dos mortos da tragédia aérea na Colômbia

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

01/12/2016 | 07:00


As torcidas de Chapecoense e Atlético Nacional, que seriam rivais ontem à noite no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, se uniram por um mesmo propósito: prestar homenagens às 71 vítimas do desastre aéreo da terça-feira. A Arena Condá, em Chapecó, e o Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, foram tomados de verde e branco para tentar dar algum conforto e alento aos familiares daqueles que tiveram a vida ceifada.

No Sul, a torcida da Chape começou a lotar a Arena durante a tarde, quando diversos cantos de apoio foram ouvidos. Com o cair da noite, o estádio atingiu sua capacidade máxima – cerca de 23 mil pessoas – e os portões foram fechados – os que estavam fora acompanharam a homenagem por telões. As luzes foram diminuídas e o brilho dos celulares tomou conta.

Uma cerimônia religiosa foi celebrada e, depois, os jogadores remanescentes, ao lado das mascotes da Chape e de crianças das categorias de base, deram uma volta olímpica. Emocionada, a torcida ainda achou forças para gritar ‘é, campeão’ antes de, no telão, serem apresentados os nomes e fotos de todos os mortos com os dizeres ‘eternos campeões’. Ontem, o estádio já estava sendo preparado para o velório coletivo, que deve ocorrer amanhã.

Quando a homenagem terminou em Chapecó, por volta das 21h45, teve início o cerimonial em Medellín, na hora em que o primeiro jogo da final seria disputado. Lotado por cerca de 50 mil pessoas vestindo majoritariamente o branco – os portões tiveram de ser fechados porque outras milhares se aglomeravam fora do local –, o Atanasio Girardot se iluminou com velas e foi tomado por um som uníssono de ‘vamos, vamos Chape’.

Um dos momentos mais emocionantes foi quando os nomes dos mortos foram lidos enquanto balões brancos eram soltos e voavam em direção ao céu.

“É uma homenagem sem precedentes. Muito obrigado à Colômbia. Somos um time pequeno e nunca tivemos tanta gente gritando Chape”, afirmou Luciano Buligon, prefeito de Chapecó.

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