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Químicos querem nova empresa nas instalações da Chevron Oronite


Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

05/03/2005 | 14:59


A Chevron Oronite, empresa química que deve encerrar suas atividades em Mauá, pode dar lugar a uma nova empresa do mesmo setor, e com o mesmo maquinário, para manter os empregos. O Sindicato dos Químicos do ABC já estuda negociar com outras empresas a absorção das atividades da Chevron, mas ainda não existem interessados formais. "O nosso objetivo principal ainda é manter a empresa funcionando no Pólo Petroquímico, mantendo o emprego de todos os trabalhadores, mas a idéia de instalar uma nova empresa no mesmo local depois do fechamento já está sendo estudada", afirma Paulo Lage, presidente do sindicato, que é filiado à CUT.

Cerca de 200 trabalhadores e sindicalistas protestaram na manhã desta sexta-feira contra a saída da Chevron Oronite do Pólo Petroquímico de Capuava. Houve queima de pneus e distribuição de panfletos contra a saída da empresa da cidade de Mauá. O ato paralisou por três horas a produção da indústria.

Paulo Lage afirma que as manifestações devem ser retomadas na semana que vem e continuarão até que a empresa abra negociações. A intenção também é chamar a atenção da opinião pública para a saída da empresa do pólo.

A Chevron Oronite, produtora de aditivos para óleos e combustíveis, anunciou o encerramento de suas atividades no dia 19 de janeiro num prazo de até 15 meses. Desde então o sindicato dos químicos iniciou uma campanha pela permanência da empresa no Grande ABC, que incluiu uma audiência com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e uma reunião com o conselho mundial do grupo Chevron/Texaco – controlador da empresa –, em Nova Orleans (EUA).

O ministro Furlan, que se comprometeu a interceder na questão, deve se reunir com representantes da empresa no próximo dia 15, segundo Lage. "Esse será mais um reforço na nossa campanha. O governo brasileiro precisa mostrar que investir no Brasil é viável e necessário", afirma o presidente do sindicato.

A Chevron tem se negado a negociar a sua saída do país, alegando que essa decisão faz parte de uma política de redução do número de plantas industriais produtoras de aditivos em todo o mundo. Na negociação nos Estados Unidos, o conselho apenas reiterou seus planos de sair do país, sem abrir a possibilidade de rever o seu fechamento.



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Químicos querem nova empresa nas instalações da Chevron Oronite

Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

05/03/2005 | 14:59


A Chevron Oronite, empresa química que deve encerrar suas atividades em Mauá, pode dar lugar a uma nova empresa do mesmo setor, e com o mesmo maquinário, para manter os empregos. O Sindicato dos Químicos do ABC já estuda negociar com outras empresas a absorção das atividades da Chevron, mas ainda não existem interessados formais. "O nosso objetivo principal ainda é manter a empresa funcionando no Pólo Petroquímico, mantendo o emprego de todos os trabalhadores, mas a idéia de instalar uma nova empresa no mesmo local depois do fechamento já está sendo estudada", afirma Paulo Lage, presidente do sindicato, que é filiado à CUT.

Cerca de 200 trabalhadores e sindicalistas protestaram na manhã desta sexta-feira contra a saída da Chevron Oronite do Pólo Petroquímico de Capuava. Houve queima de pneus e distribuição de panfletos contra a saída da empresa da cidade de Mauá. O ato paralisou por três horas a produção da indústria.

Paulo Lage afirma que as manifestações devem ser retomadas na semana que vem e continuarão até que a empresa abra negociações. A intenção também é chamar a atenção da opinião pública para a saída da empresa do pólo.

A Chevron Oronite, produtora de aditivos para óleos e combustíveis, anunciou o encerramento de suas atividades no dia 19 de janeiro num prazo de até 15 meses. Desde então o sindicato dos químicos iniciou uma campanha pela permanência da empresa no Grande ABC, que incluiu uma audiência com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e uma reunião com o conselho mundial do grupo Chevron/Texaco – controlador da empresa –, em Nova Orleans (EUA).

O ministro Furlan, que se comprometeu a interceder na questão, deve se reunir com representantes da empresa no próximo dia 15, segundo Lage. "Esse será mais um reforço na nossa campanha. O governo brasileiro precisa mostrar que investir no Brasil é viável e necessário", afirma o presidente do sindicato.

A Chevron tem se negado a negociar a sua saída do país, alegando que essa decisão faz parte de uma política de redução do número de plantas industriais produtoras de aditivos em todo o mundo. Na negociação nos Estados Unidos, o conselho apenas reiterou seus planos de sair do país, sem abrir a possibilidade de rever o seu fechamento.

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