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Muro desaba, mata um e fere dois em Santo André


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

05/03/2005 | 15:16


Um pedreiro morreu soterrado no início da noite desta sexta-feira quando trabalhava na construção de um muro de arrimo nos fundos de uma casa de classe média no bairro Camilópolis, em Santo André. O homem, que aparentava ter cerca de 30 anos, permaneceu por uma hora e vinte minutos embaixo de uma camada com cerca de 60 centímetros de terra e foi levado inconsciente ao CHM (Centro Hospitalar Municipal) da cidade.

Outros dois operários que trabalhavam na obra também foram soterrados. Ambos foram resgatados com vida pelos bombeiros e levados com escoriações no corpo ao CHM de Santo André. Ednaldo Ferreira da Silva, 30 anos, foi liberado depois de receber os primeiros socorros. Claudemir Bezerra Vasconcelos, 27, permaneceu internado no centro hospitalar. Segundo boletim médico, seu estado de saúde era estável e ele não corria risco de morrer.

Ao contrário do pedreiro que morreu no soterramento, Claudemir e Ednaldo só tiveram parte do corpo coberto pela terra. Os ombros e a cabeça deles ficaram à mostra na superfície, o que facilitou o resgate pelo Corpo de Bombeiros. Já o operário morto demorou a ser retirado da terra pelo fato de ter sido completamente coberto pelo soterramento.

Para tentar salvá-lo, os bombeiros usaram pás para remover a espessa camada de terra que o encobria. Cães farejadores chegaram a ser chamados para auxiliar nos trabalhos. Mas o homem foi desenterrado antes da chegada dos cães no local. O operário foi levado às pressas ao CHM, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Num último esforço, os bombeiros chegaram a cobri-lo com um cobertor térmico.

Segundo testemunhas, no momento do deslizamento, um grupo formado por cerca de dez pedreiros trabalhava na obra, que também envolvia o aterramento do quintal nos fundos da casa. Ontem, depois do acidente, a obra foi interditada pela Defesa Civil de Santo André. Também deve ser aberto um inquérito policial no 2º DP da cidade para investigar as circunstâncias do deslizamento.



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Muro desaba, mata um e fere dois em Santo André

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

05/03/2005 | 15:16


Um pedreiro morreu soterrado no início da noite desta sexta-feira quando trabalhava na construção de um muro de arrimo nos fundos de uma casa de classe média no bairro Camilópolis, em Santo André. O homem, que aparentava ter cerca de 30 anos, permaneceu por uma hora e vinte minutos embaixo de uma camada com cerca de 60 centímetros de terra e foi levado inconsciente ao CHM (Centro Hospitalar Municipal) da cidade.

Outros dois operários que trabalhavam na obra também foram soterrados. Ambos foram resgatados com vida pelos bombeiros e levados com escoriações no corpo ao CHM de Santo André. Ednaldo Ferreira da Silva, 30 anos, foi liberado depois de receber os primeiros socorros. Claudemir Bezerra Vasconcelos, 27, permaneceu internado no centro hospitalar. Segundo boletim médico, seu estado de saúde era estável e ele não corria risco de morrer.

Ao contrário do pedreiro que morreu no soterramento, Claudemir e Ednaldo só tiveram parte do corpo coberto pela terra. Os ombros e a cabeça deles ficaram à mostra na superfície, o que facilitou o resgate pelo Corpo de Bombeiros. Já o operário morto demorou a ser retirado da terra pelo fato de ter sido completamente coberto pelo soterramento.

Para tentar salvá-lo, os bombeiros usaram pás para remover a espessa camada de terra que o encobria. Cães farejadores chegaram a ser chamados para auxiliar nos trabalhos. Mas o homem foi desenterrado antes da chegada dos cães no local. O operário foi levado às pressas ao CHM, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Num último esforço, os bombeiros chegaram a cobri-lo com um cobertor térmico.

Segundo testemunhas, no momento do deslizamento, um grupo formado por cerca de dez pedreiros trabalhava na obra, que também envolvia o aterramento do quintal nos fundos da casa. Ontem, depois do acidente, a obra foi interditada pela Defesa Civil de Santo André. Também deve ser aberto um inquérito policial no 2º DP da cidade para investigar as circunstâncias do deslizamento.

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