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Assassino iraniano é chicoteado, esfaqueado e enforcado em público


Da AFP

16/03/2005 | 18:19


Um 'serial killer' iraniano, condenado por seqüestrar e assassinar 21 pessoas, a maioria delas crianças, foi chicoteado, esfaqueado e enforcado nesta quarta-feira, no sul do Irã, diante de milhares de pessoas.

Mohammad Bijeh, chamado de 'O Vampiro do Deserto' pela imprensa iraniana, primeiro recebeu 100 chibatadas nas costas, chegando a ser esfaqueado pelo irmão de uma de suas vítimas, que conseguiu furar a segurança. Depois, a mãe de outra vítima colocou uma corda de nylon em seu pescoço para que ele fosse enforcado.

O assassino de 22 anos, que permaneceu calmo e em silêncio durante o castigo, foi então erguido por um guindaste, em meio aos gritos do público. "Pense no que você fez às nossas crianças", gritou um pai, enquanto Bijeh era estrangulado até a morte. "Bata neste bastardo mais forte", disse, por sua vez, Ali Khosravi, cujo filho de dez anos, Kayvan, foi morto e depois queimado pelo assassino.

Num dos casos em que esteve envolvido, Mohammad Bijeh comeu a perna de uma de suas vítimas para ver como era o gosto. "Este é o melhor dia da minha vida. Eu gostaria de estrangulá-lo e queimá-lo com minhas próprias mãos", acrescentou Khosravi, segurando a mão de sua filha de oito anos, Sarah.

Bijeh e seu cúmplice, Ali Baghi, foram presos em setembro de 2004. Durante mais de um ano, eles ludibriavam crianças para que elas os acompanhassem ao deserto para ir atrás de coelhos e raposas. Os dois, que trabalhavam numa obra, golpeavam suas vítimas com pedras, abusavam sexualmente deles e queimavam os corpos no deserto.

Ambos os assassinos foram inicialmente condenados ao enforcamento, mas em janeiro a Suprema Corte decidiu que Baghi deveria ficar 15 anos atrás das grades. Nesta quarta-feira, no entanto, a população pedia que Baghi fosse também enforcado. "Ele matou meu filho. Ele confessou, ele tem que ser executado", disse Ali Dad Azimi, o pai de Ahmad, de nove anos.

Depois que o corpo de Bijeh foi levado por uma ambulância, a massa humana, ainda enfurecida, atirou pedras em policiais e soldados.

Desde o começo do anos, nove pessoas foram executadas no Irã, de acordo com testemunhas e reportagens da imprensa iraniana. No ano passado, 97 foram condenadas à morte no país. Assassinato, ataques armados, estupro e tráfico de drogas de mais de cinco quilos são punidos com pena de morte no Irã.



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Assassino iraniano é chicoteado, esfaqueado e enforcado em público

Da AFP

16/03/2005 | 18:19


Um 'serial killer' iraniano, condenado por seqüestrar e assassinar 21 pessoas, a maioria delas crianças, foi chicoteado, esfaqueado e enforcado nesta quarta-feira, no sul do Irã, diante de milhares de pessoas.

Mohammad Bijeh, chamado de 'O Vampiro do Deserto' pela imprensa iraniana, primeiro recebeu 100 chibatadas nas costas, chegando a ser esfaqueado pelo irmão de uma de suas vítimas, que conseguiu furar a segurança. Depois, a mãe de outra vítima colocou uma corda de nylon em seu pescoço para que ele fosse enforcado.

O assassino de 22 anos, que permaneceu calmo e em silêncio durante o castigo, foi então erguido por um guindaste, em meio aos gritos do público. "Pense no que você fez às nossas crianças", gritou um pai, enquanto Bijeh era estrangulado até a morte. "Bata neste bastardo mais forte", disse, por sua vez, Ali Khosravi, cujo filho de dez anos, Kayvan, foi morto e depois queimado pelo assassino.

Num dos casos em que esteve envolvido, Mohammad Bijeh comeu a perna de uma de suas vítimas para ver como era o gosto. "Este é o melhor dia da minha vida. Eu gostaria de estrangulá-lo e queimá-lo com minhas próprias mãos", acrescentou Khosravi, segurando a mão de sua filha de oito anos, Sarah.

Bijeh e seu cúmplice, Ali Baghi, foram presos em setembro de 2004. Durante mais de um ano, eles ludibriavam crianças para que elas os acompanhassem ao deserto para ir atrás de coelhos e raposas. Os dois, que trabalhavam numa obra, golpeavam suas vítimas com pedras, abusavam sexualmente deles e queimavam os corpos no deserto.

Ambos os assassinos foram inicialmente condenados ao enforcamento, mas em janeiro a Suprema Corte decidiu que Baghi deveria ficar 15 anos atrás das grades. Nesta quarta-feira, no entanto, a população pedia que Baghi fosse também enforcado. "Ele matou meu filho. Ele confessou, ele tem que ser executado", disse Ali Dad Azimi, o pai de Ahmad, de nove anos.

Depois que o corpo de Bijeh foi levado por uma ambulância, a massa humana, ainda enfurecida, atirou pedras em policiais e soldados.

Desde o começo do anos, nove pessoas foram executadas no Irã, de acordo com testemunhas e reportagens da imprensa iraniana. No ano passado, 97 foram condenadas à morte no país. Assassinato, ataques armados, estupro e tráfico de drogas de mais de cinco quilos são punidos com pena de morte no Irã.

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