Publicado em sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 às 06:00

Chuva atrapalha protesto da GCM


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

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Ricardo Trida/DGABC

A chuva na tarde de ontem atrapalhou as pretensões da Guarda Civil Municipal de Santo André de realizar passeata pelas ruas do Centro. O protesto foi remarcado para quinta-feira. Devido ao problema, a adesão também foi baixa: cerca de 40 pessoas. A classe reivindica do governo Aidan Ravin (PTB) equiparação salarial.

Sem sair às ruas, o protesto se resumiu à concentração da guarda em auditório na Câmara. Ficou acertada assembleia antes da passeata para discutir os próximos passos, sem descartar, inclusive, paralisação. Outra proposta da classe é incitar mobilização unificada, primordialmente, entre as guardas de Santo André, São Bernardo e Diadema, por melhores salários.

O salário-base dos guardas andreenses está fixado em R$ 1.200. A classe tem se mobilizado há cerca de 40 dias para obter apoio do Legislativo para que a remuneração passe a R$ 1.900, semelhante aos agentes de trânsito. O efetivo da GCM é de aproximadamente 690 integrantes.

OUTRA FRENTE

Em outra frente, os guardas defendem a continuidade das ações sem represálias e perseguições na corporação por parte do Executivo.

A corporação entrou com requerimento na Prefeitura, responsável pela corporação, solicitando cópias das escalas dos plantões, bem como das horas extras, o que provaria a represália. Com o documento, pretendem ingressar hoje com representação no Ministério Público.

"Vamos atestar a ilegalidade das retaliações e tentar quebrar com esse paradigma. Movimento é legal", justificou o guarda Wheber Rodrigues Lopes, que atuava há três anos em motocicleta e foi transferido para posto fixo.

De acordo com a GCM, a chefia se eximiu do imbróglio de perseguição, justificando que a ordem ‘vem de cima', sem citar nomes, mas remetendo ao Executivo. Apesar disso, em decorrência de assinar escalas, as ações serão contra o comandante José Roberto Ferreira, o subcomandante Gilmar Sacaramel, e os inspetores de divisão Valdeci Maia e Marcos Anzelotti.

"Nas próximas manifestações vamos relembrar fatos políticos, como da contratação de palhaços, roubo da mala na Sosp, para mostrar que caso essa verba fosse para setores onde há defasagem, não haveria esse tipo de problema", disse o GCM Thiago Santos. "O comando tem proximidade com o Executivo. Em vez de lutar pela classe, trabalham em causa própria", finalizou ele, referindo-se ao fato de aplicar a punição a mando de superiores.



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