Publicado em sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 às 07:23

Cheque especial tem maior taxa desde 2005


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

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Denis Maciel/DGABC

 

A crise internacional, que atinge principalmente a Europa e os Estados Unidos, teve mais um impacto no Brasil, afetando, especificamente, os clientes bancários. Como forma de defesa contra possível inadimplência futura, os bancos elevaram suas taxas de juros do cheque especial, modalidade que tem alto índice de risco para as instituições financeiras. A análise é do coordenador das pesquisas de juros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira. O resultado deste cenário, captado pela pesquisa de juros da Anefac, foi juro médio do cheque especial de 8,41%, maior patamar desde fevereiro de 2005, que na época era de 8,43%.

As taxas médias das operações de crédito aos consumidores subiram 0,07 ponto percentual em novembro, sobre outubro, com 6,67%. Mas Oliveira acredita em reduções nos próximos meses, como reflexo das recentes quedas da taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 11% ao ano.

O encarecimento do especial é preocupante se considerado o volume de crédito contratado pelos consumidores brasileiros. Segundo o Banco Central, as instituições financeiras liberaram entre janeiro e setembro R$ 654,25 bilhões de crédito com recursos livres, ou seja, que não são vinculados a programas públicos e sem limites para taxas de juros. Deste montante, 34,1%, ou R$ 223,49 bilhões, foram em cheque especial.

“Os bancos calculam quanto que vai custar o crédito e também quanto eles terão de chance de receber o dinheiro no futuro. Em um momento de turbulência internacional, as instituições verificam quanto isso pode abalar o ambiente dos bancos e acrescentam isso nos juros”, explicou Oliveira. E acrescentou que a alta na modalidade, que não exige garantias ou tempo de relacionamento com o cliente, pode ser interpretada como defesa dos bancos.

ELEVAÇÕES - Dentre as seis linhas de crédito para os consumidores incluídas na pesquisa da Anefac, cinco subiram. Apenas a taxa média de juros do cartão de crédito rotativo ficou estável em 10,69%, a mais cara entre as modalidades. Em relação ao mês de outubro, a média dos juros no comércio subiu 0,02 ponto percentual, com 5,46%.

Os financiamentos de veículos, ou Crédito Direto ao Consumidor para aquisição de carros, apresentaram custo médio de 2,2% ao mês, contra 2,16% de outubro. Esta modalidade tem a menor taxa da pesquisa, tendo em vista que os veículos são as garantias que os bancos têm do consumidor.

Empréstimos pessoais dos bancos, nos quais estão incluídas as operações de crédito consignado (desconto em folha de pagamento), custavam 4,39% em novembro, alta de 0,08 ponto percentual. A mesma modalidade das financeiras subiu 0,12 ponto percentual, para 8,76%.

 



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