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Incidência de pedra nos rins aumenta no verão

Calor amplia perda de água, que não é reposta adequadamente


Thaís Moraes
do Diário do Grande ABC

21/02/2013 | 07:00


As chances de desenvolver cálculos renais, conhecidos popularmente como pedras nos rins, aumentam 30% no verão. É o que aponta levantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde.

O resultado do estudo é atribuído ao fato de que no verão as pessoas perdem mais líquido com a transpiração e não ingerem quantidades adequadas de água. "Quando se bebe pouco líquido, a urina fica mais concentrada e, consequentemente, as chances de desenvolver o cálculo aumentam", alerta o médico urologista da Faculdade de Medicina do ABC Roberto Vaz Juliano.

Segundo o especialista, a doença afeta de 6% a 8% da população mundial, mas a estimativa é que até o ano de 2050, 30% dos habitantes do mundo desenvolverão pedras devido ao aumento da temperatura. Embora o nome indique o aparecimento de cálculos nos rins, eles também podem surgir em qualquer ponto do aparelho urinário, como ureter, bexiga e uretra.

As pedras podem ser constituídas de várias substâncias. A mais comum delas é o oxalato de cálcio. Entretanto, ácido úrico, desequilíbrios no organismo e problemas no metabolismo também ocasionam o aparecimento. "As pessoas pensam que é o excesso de sódio que causa formação de cálculos, mas não é isso. Ingerir muito sal contribui para a eliminação de cálcio, e é ele que colabora para o aparecimento da doença", explica Juliano.

Muitas vezes não é possível saber que se tem pedras nos rins porque elas são eliminadas naturalmente com a urina, mas quando isso não ocorre, os sintomas podem ser cruéis. A começar pela dor intensa.

O músico Paulo Medeiros, 26 anos, já teve duas cólicas que só cederam com medicação intravenosa. "Foi a pior dor que senti na vida. É insuportável porque não existe posição que amenize. Não conseguia ficar em pé."

Além da dor, há chance de aparecer outros sintomas, como febre, ardência, infecção urinária, vômito e alteração na cor e no odor da urina.

TRATAMENTO

O tratamento se inicia com a ingestão de líquidos e remédios, casa haja a necessidade. No caso de pessoas que já apresentaram a doença, o ideal é que seja feito acompanhamento com urologista a cada seis meses ou um ano. Se a pedra não for expelida, existem outros procedimentos. "Tudo depende do formato, constituição química, localização, sintomas e complicações. É possível quebrar um cálculo com ondas de choque e pela via urinária, com ultrassom ou laser. Em casos mais graves são feitas incisões no rim através da pele", esclarece o urologista.

Se a doença não for tratada, o paciente poderá desenvolver insuficiência renal e será preciso se submeter a diálise ou até mesmo transplante.



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