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A moda agora é rock japonês

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Bandas brasileiras já aderiram à cultura popular oriental e marcaram presença no Anime Friends


Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

03/08/2014 | 07:00


Nem só de animes, mangás e games vivem os otakus (fãs da cultura pop oriental). A música também está muito presente nesse universo. O ritmo que fez sucesso no Anime Friends 2014, festival que rolou no último final de semana, foi o j-rock (rock japonês). E muitas bandas brasileiras participaram do evento. 

A Rasengan, que faz canções de anime no estilo rock and roll, foi uma delas. “Pegamos músicas já agitadas e deixamos com um ritmo mais pesado. Fazemos isso com a abertura de Naruto, Death Note, entre outros”, diz o vocalista João Barros.

O grupo de Belém do Pará conta ainda com Artur Junior (guitarra), Ricardo Merícias (guitarra), Felipe Lima (baixo) e Alexandre Lima (bateria). Para João, a experiência de tocar no Anime Friends foi inesquecível. “Depois do show o pessoal quis tirar foto, trocar ideia. O feedback foi incrível.”

A especialista em cultura pop japonesa, Sonia Luyten, explica que os grupos musicais sempre foram importantes dentro deste mercado. “Atraem a atenção porque são integrantes de animes. No Brasil, tem cantores que não falam japonês, mas fazem sucesso com a performance.”

A Akaband, do Espírito Santo, também toca j-rock e canções de desenho animado. “Fazemos arranjos próprios, sempre músicas animadas para a galera otaku se divertir”, afirma o vocalista Highor Mattede, que divide o palco com Aline Marques (voz), Giu Dias (baixo), Natália Quirino (teclado), Thielles Saint (bateria), Banks Diascanio (guitarra) e Erick Julião (guitarra). 

Highor conta que sempre foram fãs de desenhos e séries japonesas. “Quando começamos a tocar éramos apenas otakus que iam a eventos de anime. O interesse em comum pela música e a cultura oriental nos uniu e nos moldou no que nos tornamos hoje.”

Endy Silveira, o Heru, guitarrista da Kaze no Chisakura, de Florianópolis, acredita que a cultura do Japão é forte e bem estruturada. “É baseada em honra, família e respeito. O país fascina cada vez mais os brasileiros, que querem representar aqui um pouco daquilo que eles tanto admiram lá.” Os demais integrantes são Kiyoko (voz), Shiroi (guitarra), Tsuki (baixo) e Jeff (bateria).

J-ROCK - O j-rock ou japanese rock mistura vários gêneros e vertentes do rock. Em geral, os integrantes vestem roupas e maquiagens elaboradas e fazem performances extravagantes. “A principal regra é ousar, misturando diversas influências, instrumentos e estilos”, diz Mariana Lambert, do site J-Rock Brasil Street Team. “É algo que foge do normal, do que estamos acostumados.”

Ana Cavalcante, 16 anos, foi ao Anime Friends curtir os shows. “É o estilo de rock que mais gosto, com a diversidade de vozes e instrumentos. Cada banda tem uma característica própria.” Carolina Lima, 19 anos, compartilha da mesma paixão. “Amo o Japão e a cultura deles. São autênticos.” 

K-pop também está na boca do povo

Outro gênero musical que não para de ganhar fãs brasileiros é o k-pop, a música popular coreana. O Champs é um dos primeiros grupos brasileiros a fazer parte deste estilo. “É inspirado no pop norte-americano, mas com influências asiáticas, com coreografias mais elaboradas e a música tem uma pegada eletrônica”, afirma Shi, de Santo André, o rapper principal do grupo. 

Apesar do contrato com a JS Entertainment, uma das maiores gravadoras da Coreia do Sul, os cinco integrantes, Iago, Diego, Kenji, Ricky e Shi, preferem intitular o grupo de b-pop. “Porque somos brasileiros”, explica o andreense. Mas a influência coreana se mantém no colorido dos cabelos e na extravagância das roupas. “Queremos resgatar o conceito da boyband antiga, com mais danças sincronizadas, e não só canto, como os grupos atuais”, diz Shi. 

Cada um tem uma função. Shi é o rapper principal, Iago é rapper e vocal, Ricky é o vocalista principal, Kenji cuida do visual e Diego é vocalista e dançarino. “O brasileiro precisa de coisa nova. Somos os pioneiros nessa área aqui no País”, afirma Shi. 

Outra característica do pop oriental é a mistura da língua nativa com o inglês. “Faz parte do cotidiano deles. Usam muitos termos norte-americanos para substituir ou compor outras palavras. Mas, nas canções, o que mais importa é a melodia. Muitas vezes o próprio adolescente não tem noção do que está cantando”, lembra Sonia Luyten, autora do livro Cultura Pop Japonesa: Mangá e Animê. 

Caroline Brito, 16 anos, é fã de k-pop e curte Champs. “Gosto das letras das músicas, dos cantores, do estilo deles. É bem diferente dos outros gêneros musicais, chama a atenção. Sou mesmo uma k-popper.”

Banda representa a região em evento

A banda de heavy metal Infinite Illusion marcou presença no Anime Friends 2014. Formado por Gustavo Burdelis (teclado) e Eduardo Rossini (guitarra), de São Caetano, Renato Rossini (bateria), de São Bernardo, Raquel Refusta (voz) e Gabriel Azevedo (baixo), de São Paulo, o grupo agitou o público com canções próprias no primeiro dia do evento. “Tocar em palco grande, com suporte maior de backstage e iluminação é muito legal. Também conhecemos outras bandas e curtimos o evento”, afirma Eduardo, que curte a cultura pop japonesa desde a infância. “Sempre assisti a anime. Cresci vendo Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco.”<EM>

Para o guitarrista, a tendência é que a música japonesa ganhe cada vez mais adeptos brasileiros. “Crescemos com a influência dos games e animes, e agora começou a popularização da música. Isso só vai crescer.”



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