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Setecidades

Publicado em quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 às 07:00 Histórico

Medula de Lucas 'pega', mas menino segue na UTI

A medula óssea que o estudante de Ribeirão Pires Lucas Guizzardi, 10 anos, recebeu há 15 dias finalmente ‘pegou', ou seja, começou a produzir células sanguíneas do doador dentro do corpo do menino. A notícia foi passada pela família na noite de terça-feira.

Lucas, porém, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Camilo, na Capital. O estado de saúde dele é considerado grave, segundo boletim enviado pela unidade. O menino sofreu complicações ocasionadas pelo transplante e agora recebe cuidados especiais na UTI, onde está desde segunda-feira.

A mãe de Lucas, a técnica em gesso Rosimar Guizzardi, 37, pede a todos que as orações por seu filho continuem. "Precisamos de fé. Uma batalha terminou, mas a luta continua."

HOSPEDEIRO

Segundo o oncologista e coordenador do Ambulatório de Oncopediatria da Faculdade de Medicina do ABC Jairo Cartum, a complicação à qual o paciente de transplante de medula óssea está sujeito após a ‘pega' é a doença enxerto versus hospedeiro, quando as células sanguíneas do doador reconhecem os órgãos do transplantado como estranhos e passam a atacá-los como se fossem enfermidade. "Esse tipo de rejeição pode ser controlada com medicamentos."

Cartum explicou ainda que todo cuidado é pouco com o enxerto versus hospedeiro. "O fenômeno pode ocorrer tardiamente, meses após o transplante. Por isso o acompanhamento médico é importante."

Como a nova medula passa a produzir células sanguíneas, o risco de contrair infecções diminui. "O sistema imunológico volta a se fortalecer com a produção dos glóbulos brancos. Além disso, as plaquetas também são produzidas pela medula e auxiliam na coagulação."



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