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Cultura & Lazer

Publicado em quarta-feira, 14 de novembro de 2012 às 07:08 Histórico

Boicote extremo

Se já não estava maravilhosa a situação da Escola Livre de Teatro de Santo André - com o processo de reforma demorado, inconcluso -, agora está pior. Depois de sucessivos cortes na equipe, os quatro funcionários de carreira que ainda trabalhavam no espaço tiveram suas portarias revogadas. Sem aviso, eles, que são concursados com licença para desenvolver os trabalhos da escola, foram rebaixados aos cargos originais. 

A Prefeitura revogou as portarias que autorizavam o desvio de função de cada um dos profissionais em edital publicado no sábado. Não fosse alguém da escola ter lido, muitos desconfiam que só saberiam do ocorrido na hora de receber o pagamento.

São três serventes gerais e um agente cultural. Tirando os mestres, os únicos funcionários atualmente disponíveis na escola. Eles desempenhavam, recebendo por isso, funções técnicas também. Eram a máquina por trás das atividades. Agora, apesar de continuarem no trabalho, não podem fazer o necessário. 

"Se acontece algum acidente, o técnico não tem cobertura porque a Prefeitura não está dando o aval para o trabalho", conta o coordenador pedagógico Antonio Rogério Toscano. "Não tínhamos informação alguma de que ia acontecer. Tudo indicava que eles iam cuidar do nosso projeto, conforme foi combinado com o Edson Salvo Melo (ex-secretário de Cultura) e o Carlos Roberto Panini (atual coordenador da Pasta)."

A preocupação é com a demanda de trabalhos da época, que é alta. Além de estar com um espetáculo em cartaz, a escola vai iniciar sua tradicional mostra de fim de ano. Grupos da Capital, entre eles a Cia do Latão e o Tablado de Arruar, estão com dias agendados para apresentação no espaço.

Até o fechamento desta edição ninguém da Prefeitura havia procurado os funcionários. Eles enviaram carta ao secretário e tentaram falar pelo telefone. A diretora de Cultura informou à coordenação da escola que não havia se reunido com Panini e não tinha posição sobre o assunto. A administração municipal também não respondeu ao Diário.

Hoje, às 14h, em frente à escola Doutor Américo Brasiliense, no entorno do Paço Municipal andreense, haverá concentração para um ato em repúdio às medidas tomadas. 

"São funcionários de carreira que dão o sangue pela escola. O que aconteceu é um desrespeito ao funcionalismo público como nunca vimos em Santo André", pensa Toscano.

"Além deles estarem aqui trabalhando com a gente, já estão integrados ao processo da escola", diz a mestre Juliana Monteiro. "Entenderíamos se isso ocorresse com cargos comissionados indicados pela própria gestão, mas não com funcionários de carreira que acumularam tais portarias por mérito", completa Toscano.



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