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Publicado em quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 às 06:57

USCS vai oferecer curso de Medicina a partir de 2014


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

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Denis Maciel/DGABC

A USCS (Universidade Municipal de São Caetano) vai oferecer, a partir do ano que vem, curso de Medicina. As inscrições serão abertas hoje, para vestibular marcado para o dia 16 de fevereiro. As aulas começam dia 17 de março. O investimento estimado é de R$ 4 milhões.

O reitor da entidade, Marcos Sidnei Bassi, revelou com exclusividade ao Diário os detalhes da elaboração do modelo pedagógico e as pretensões do projeto que visa parceria com a gestão do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB). Será a segunda instituição da região a oferecer a disciplina, além da FUABC (Fundação do ABC).

Inicialmente, serão abertas 60 vagas. As inscrições para o vestibular se encerram dia 24 de janeiro, as provas vão ocorrer dia 16 de fevereiro no Campus 1, do bairro Barcelona, e a primeira lista de aprovados sai dia 7 de março. A duração do curso será de oito anos, com carga de 9.000 horas. A pretensão da USCS é de ter 720 estudantes em seis anos. A mensalidade será de R$ 5.200.

O cadastro só poderá ser feita via internet, no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br), que será responsável por aplicar o vestibular. “A Vunesp foi escolhida pelo trabalho exemplar que faz em outras universidades e vai atender interessados por todo o Brasil. Nós não teremos influência nenhuma nesse processo de seleção pedagógica”, explicou o reitor da USCS.

Todo o conteúdo da disciplina foi desenvolvido pela USCS e com apoio do seu futuro coordenador, o médico pediatra José Lúcio Martins Machado, que atua no Hospital Sírio-Libanês, na Capital. “Esse projeto nasceu no ano passado, quando percebemos a pretensão do governo federal com a assinatura do Programa Mais Médicos. Foram quase oito meses de trabalho”, disse Bassi.

O perfil do médico formado na entidade, segundo Bassi, será de generalista, para ter aptidão de clinicar nas periferias do Brasil e em diversas especialidades da Medicina. “Ele não será apenas um ginecologista ou cirurgião. Vai poder atender em regiões carentes de profissionais e auxiliar em várias áreas”, completou o reitor.

O investimento será aplicado de maneira gradativa até que o curso complete seis anos. As aulas vão ocorrer no Campus 2, do Centro. O quarto andar da unidade, que já abriga outros cursos da área de Saúde, como enfermagem, farmácia e fisioterapia, também vai acolher os novos alunos. Laboratórios utilizados por essas disciplinas foram modernizados e adaptados para também atender aos futuros estudantes de Medicina. “Vamos criar liga com os cursos da área de Saúde. Será uma das prioridades da USCS e o curso de Medicina vai adicionar muito”, avaliou Bassi.

Por ter o título de universidade, a USCS não precisa pedir autorização para abrir um curso. Pró-reitor de graduação, Marcos Antonio Biffi destacou que a única medida a ser tomada será quando completar três anos de atividades. “Então vamos pedir o reconhecimento do CEE (Conselho Estadual de Educação), instituição vinculada à Secretaria do Estado da Educação.”

Estudantes atuarão em UBSs da cidade

O principal diferencial do curso de Medicina oferecido pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano) será a possibilidade de o estudante participar do cotidiano de UBSs (Unidades Básicas de Saúde), hospitais e equipamentos da rede municipal de são-caetanense logo no primeiro semestre e ter garantia de desempenhar residência.
O acordo entre a entidade e o Palácio da Cerâmica foi assinado ontem pelo prefeito Paulo Pinheiro (PMDB).

Pró-reitor de graduação, Marcos Antonio Biffi explicou que o conceito adotado pela USCS é o de hospital-ensino. “Esse modelo é diferente do hospital-escola, que é quando a instituição de ensino detém um hospital próprio. Vamos utilizar as UBSs da rede pública. É um diferencial muito importante, pois garante experiência prática aos alunos”, contextualizou.

No período em que estarão atuando nos equipamentos públicos como estudantes, não haverá nenhum tipo de vínculo empregatício. “Será uma forma de a cidade ajudar na formação profissional desses médicos e de eles retribuírem para a cidade com o auxílio na rede”, opinou o reitor da USCS, Marcos Sidnei Bassi.

Após o termino do curso, quando começa período de especialização, como pós-graduação, os recém-formados poderão passar por temporada de residência nos equipamentos municipais.

O projeto do Consórcio Intermunicipal em tornar o Hospital São Caetano num complexo de retaguarda, com recursos da União e do Estado para desafogar os prontos-socorros da região, é visto com expectativa. O local funciona hoje apenas como ambulatório e possui sete andares, com 152 leitos inativos. “É um excelente equipamento”, avaliou Biffi, em tom otimista.

S.Bernardo e Mauá pleiteiam disciplina

Por meio do Programa Mais Médicos, do governo federal, São Bernardo e Mauá foram pré-selecionadas para acolher curso de Medicina, já que o Ministério da Saúde tem planejamento para formação de 3.000 médicos em todo País.

Apesar da sinalização, os municípios ainda passarão por processo de avaliação de seus equipamentos públicos e projetos de Saúde em vigor. A avaliação será feita por especialistas do Ministério da Educação, que serão responsáveis também por chancelar à cidade o direito de abrigar a disciplina.

O pleito de São Bernardo já está em observação pelo governo federal e a administração municipal diz atender 100% das exigências do Programa Mais Médicos. Mauá ainda aguarda aferição.

Caso sejam aprovada nessa etapa (que é a segunda de três do processo seletivo da União), os municípios deverão provar que têm bons projetos para melhoria da estrutura de equipamentos públicos e programas de Saúde. Se o Ministério da Educação aprovar a abertura do curso, as cidades devem publicar edital de concorrência para que uma instituição privada se manifeste em sediar as vagas para formação de médicos.

A USCS, entretanto, tem autonomia em oferecer a disciplina de Medicina por contar com o título de universidade. A instituição não vai obedecer regras do Mais Médicos. “Não nos enquadramos, mas defendo a ideia do programa. Os médicos estão nos grandes centros, onde ganham melhor e tem oportunidade de crescimento. O governo quer distribuir melhor os médicos no Brasil, mesmo com um bom número de médicos por habitantes”, discorreu o reitor da entidade, Marcos Sidnei Bassi.

No Grande ABC, segundo estudo do Consórcio Intermunicipal, há deficit de 3.000 profissionais nas sete cidades.
 



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