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Grana mira hospital de
ex-médico do Ratinho

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereador sugere desapropriar unidade particular,
com dívida de R$ 19 mi no Parque das Nações


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

03/08/2013 | 07:00


Diante de indicação parlamentar, o prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), estuda reabrir hospital falido no Parque das Nações, pertencente ao ex-médico do apresentador Ratinho e ex-deputado estadual José Dilson (PSC). A unidade particular de Saúde, com valor venal de R$ 3,6 milhões e fechada desde 2004, possui série de dívidas tributárias com a Prefeitura, totalizando R$ 19,6 milhões. A proposta é utilizar parte dos débitos existentes como pagamento da desapropriação.

O valor do passivo à municipalidade, praticamente seis vezes maior do que a quantia válida pelo equipamento, está constatado em certidão apresentada ao Executivo pelo vereador José de Araújo (PMDB), autor da sugestão. No texto, o peemedebista propõe a construção do prometido hospital municipal no Segundo Subdistrito ou centro de reabilitação. O terreno tem 1.500 metros quadrados de área e o prédio contém 2.474 metros quadrados de construção. Hoje, o edifício está deteriorado e é ocupado por moradores de rua.

Grana sustentou que a indicação entrará em um processo de análise para se levantar a viabilidade jurídica do caso para recuperar o espaço. “Tem de ser estudado. Se não houver ônus, estiver dentro da lei e fizer com que ajude, estamos abertos (à negociação), assim como em outros casos semelhantes. Vamos tratar (da situação)”, sinalizou, sem estipular prazo. O impasse, entretanto, fica em relação a outras dívidas contraídas na unidade – localizada na Avenida Brasil –, principalmente as trabalhistas.

Ex-vereador por Santo André e deputado na legislatura de 2003 a 2006, Dilson admitiu que o problema ultrapassa os débitos com a Prefeitura. “Quando fechou (o hospital), não havia recursos para mantê-lo e não conseguimos ressarcir as pessoas que trabalhavam no local”, reconheceu ele. Segundo o médico, a má administração resultou no fechamento das portas. “Na ocasião, descuidei dos negócios para me dedicar ao meu mandato. Quando voltei, a dívida era tão grande que não deu para retomar.”

O secretário de Gabinete do Paço, Tiago Nogueira (PT), vê com “bons olhos tornar o imóvel em equipamento público”, frisando o potencial da área, só que ponderou quanto à sua efetividade. “Podemos tentar um acordo, buscando a legalidade da operação, sem entrar em briga judicial, porque se não pode se arrastar por vários anos”, ponderou o articulador do governo. “Precisamos ver se não está dado em garantia a outra dívida, penhorado. Verificaremos com calma o que pode ser feito.” 

Mesmo com a perda do hospital, inaugurado em 1988, Dilson, que é médico e presidente do PSC na cidade, afirmou que seria “coerente com a realidade nacional” se o prefeito conseguir reverter a unidade. “Acho justo. Analiso pela necessidade da Saúde pública. Fico até constrangido em ver um hospital daquele tamanho naquele estado (fechado) e o município precisando de espaço físico”, disse o ex-parlamentar. Atualmente, ele atua como empregado em hospital em São Mateus.



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