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Dise prende 28 integrantes do PCC

Investigações iniciadas em janeiro apontaram envolvimento até de detentos


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

03/08/2013 | 07:00


Policiais civis da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de São Bernardo desencadearam uma operação que resultou ontem na prisão de 28 pessoas, algumas das quais identificadas como líderes de uma facção criminosa que atua no Estado, envolvidas com o tráfico de drogas.

Segundo a polícia, as investigações começaram em janeiro e visavam desmantelar financeiramente o comércio ilegal de entorpecentes. Desde então foi apurado que grandes quantias de drogas eram trazidas para o Estado vindas do Paraguai, passando por até três cidades do Mato Grosso do Sul, para abastecer o tráfico da região e também do interior mineiro e até do Maranhão.

Foram cumpridos ao todo 80 mandados de busca e apreensão, 38 somente de prisão, e realizadas cinco detenções em flagrante, em todas as cidades da região, além de Minas Gerais e também Praia Grande, no litoral Sul paulista. Além disso, foram apreendidos cerca de 12 quilos de drogas, computadores, celulares, armas, pen drives e planilhas contendo toda a contabilidade e movimentação financeira da quadrilha.

“Atingimos a espinha dorsal financeira do crime organizado da região. Acreditamos que eles ficarão fragilizados”, apontou o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho.

As apurações da polícia mostram que toda a contabilidade da facção organizada era realizada por quatro pessoas em São Bernardo. Os investigadores interceptaram, por meio de escuta telefônica, conversas com detentos da Penitenciária de Presidente Venceslau, a 610 quilômetros da Capital, onde algumas das lideranças do grupo estão presas.

Em nota, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) informou que são realizadas diariamente revistas rigorosas em celas e em presos que cumprem pena no local. Funcionários também passam pelo mesmo mesmo procedimento.

O conteúdo dessas conversas, assim como nomes, endereços e detalhes da investigação não foram revelados, sob a alegação de que as investigações continuarão a buscar outros integrantes da quadrilha.

Segundo Bueno, os detidos podem ser considerados peças do primeiro escalão do crime organizado. Eles acumulam passagens pela polícia por crimes como roubo e sequestro e estariam envolvidos em assassinatos. 



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