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Palacete De Nardi
é patrimônio de
São Caetano

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Casarão construído em 1888 abriga sede do Museu Histórico Municipal desde 1980


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

03/08/2013 | 07:00


O Conprescs (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Município de São Caetano) tombou como patrimônio o palacete De Nardi, localizado no bairro Fundação e sede do Museu Histórico Municipal desde 1980. O casarão, construído em 1888 por Celeste De Nardi, é o segundo patrimônio histórico a ser reconhecido no município após a criação do conselho, no ano passado. O primeiro foi o Hospital São Caetano, no bairro Santa Paula.

O processo de tombamento da unidade hospitalar começou em fevereiro de 2012, mas foi oficializado com registro em cartório apenas neste ano, segundo o presidente do Conprescs, Enio Moro Júnior. “Fazer o registro em cartório garante que constará na escritura do imóvel que ele é patrimônio tombado, o que facilita a preservação”, explica.

De Nardi foi um imigrante italiano que chegou à região onde hoje é o município de São Caetano em 1877. Por ser construtor na Itália, foi o responsável pela obra da Paróquia São Caetano (Matriz Velha), no mesmo bairro do palacete. Anos depois, ergueu o casarão e chamou a atenção dos vizinhos. “Os imigrantes que vieram para cá naquela época eram bastante humildes e ficaram impressionados com a imponência da construção. Por isso, começaram a chamar a casa de palacete De Nardi”, explica a presidente da Fundação Pró-Memória, Sonia Xavier.

O primeiro uso do casarão foi educacional. “Ele abrigava duas salas de aula na parte da frente, além de servir como espaço para o ensino religioso da igreja. Foi oficialmente a primeira escola do município.”

Muitas atividades consideradas importantes para a população da época aconteciam ali. O casarão ficou por anos com a família e, após ser vendido, teve diversos usos. Abrigou clubes, associações e até uma padaria, mas sempre manteve as características originais. “A intenção de De Nardi quando ergueu o palacete era passar a imponência da arquitetura europeia, com mistura de estilos da época. Mas as condições eram difíceis e ele só conseguiu realizar a obra porque era construtor.”

Sonia destaca que os tijolos de 28 centímetros utilizados para erguer o casarão foram feitos por olarias da cidade. A imponência da casa também se reflete por sua altura, escadaria central, várias janelas com largos beirais e estrutura sólida.

DESAFIO

O Conprescs tem um grande desafio pela frente no que se refere ao tombamento de patrimônios históricos da cidade. Levantamento feito pela Fundação Pró-Memória há 10 anos aponta que há pelo menos 30 imóveis de relevância no município, identificados com placas que trazem breve histórico de cada prédio. “Estamos preparados e otimistas para fazer o levantamento e o procedimento de tombamento de cada um deles. E todo morador que julgar que um bem merece ser analisado pelo conselho pode fazer indicações também, o processo é democrático”, destaca Moro Júnior.

O Conprescs precisa resolver também a questão do tombamento da Matriz Velha, que foi feito por meio de lei municipal, mas não teve registro em cartório.

Comprescs pretende tombar parques

Os parques municipais de São Caetano também estão na lista de estudos para tombamento do Comprescs (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Município de São Caetano). A ideia, conforme o presidente do conselho, Enio Moro Júnior, é preservar o maciço arbóreo existente nas áreas verdes. Inicialmente, as construções como quadras, quiosques, coretos, entre outras, não seriam tombadas.

Com isso, o Comprescs pretende manter os parques de fora da especulação imobiliária. “São Caetano é uma cidade pequena com adensamento populacional enorme. Temos poucas áreas verdes e precisamos preservá-las para garantir a qualidade de vida das famílias que vivem aqui”, diz Moro Júnior, lembrando que o conselho também prevê o tombamento de patrimônios ambientais da cidade.

“Temos o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do País e precisamos garantir que nossos moradores tenham uma vida saudável, o que passa pela preservação do meio ambiente”, garante o presidente do conselho.

O município conta com sete parques espalhados por seu território: Parque Botânico e Escola Municipal de Ecologia, no bairro Mauá; Espaço Verde Chico Mendes, no Cerâmica, Parque Catarina Scarparo D’Agostini, no São José; Parque Santa Maria, no bairro de mesmo nome; Cidade das Crianças, também no Santa Maria, Bosque do Povo, no São José; e Espaço de Lazer e Recreação José Agostinho Leal, no Nova Gerty.



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